Crise na PM/BA: senadora Lídice da Mata pede fim da greve da Polícia Militar na Bahia e diz que população é penalizada

Lídice da Mata: "quando um setor essencial aos serviços públicos como a Polícia Militar entra em greve, a principal consequência quem leva não são os governos de qualquer legenda, quem paga o preço maior é a população”.
Lídice da Mata: "quando um setor essencial aos serviços públicos como a Polícia Militar entra em greve, a principal consequência quem leva não são os governos de qualquer legenda, quem paga o preço maior é a população”.
Lídice da Mata: "quando um setor essencial aos serviços públicos como a Polícia Militar entra em greve, a principal consequência quem leva não são os governos de qualquer legenda, quem paga o preço maior é a população”.
Lídice da Mata: “quando um setor essencial aos serviços públicos como a Polícia Militar entra em greve, a principal consequência quem leva não são os governos de qualquer legenda, quem paga o preço maior é a população”.

Em pronunciamento na tribuna do Senado, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) apelou para o fim da greve da Polícia Militar da Bahia e colocou-se à disposição para ajudar no diálogo para acabar o mais rápido possível com a paralisação. “Se essa situação se prolongar, a greve levará a resultados negativos para a sociedade, ainda que resulte em conquistas para a categoria”, ressaltou.

A senadora lembrou que na sua vida política desde estudante conviveu com quatro greves da Polícia Militar na Bahia. “A primeira delas ainda no governo de Antônio Carlos Magalhães, em plena ditadura militar, terminou com um saldo muitíssimo negativo com um policial morto e outro em cadeira de rodas. Era  um tempo em que não havia diálogo possível”, pontuou. “O segundo momento foi no governo Cesar Borges e eu era oposição sistemática do ponto de vista de uma posição política ideológica ao grupo que estava no poder. Tive uma posição clara, de registrar as reivindicações como justas, legítimas, mas acima de tudo, buscar o diálogo. Lutei muito como oposição para que o diálogo fosse retomado, para que a negociação fosse efetivada, para que a greve fosse interrompida. Estivemos até na casa do então governador com outros deputados da oposição com esse objetivo.”

Em 2012, Lídice disse participava do governo. “Mantive minha posição de diálogo permanente com o governo e com a categoria de policiais militares para que nós pudéssemos superar aquele momento que foi e que é sempre grave quando acontece uma paralisação da polícia militar. Hoje, fora do governo, eu mantenho a mesma posição que sempre tive, de reconhecer como legítimos os direitos dos seguimentos organizado da polícia da Bahia ou do Brasil, mas, ao mesmo tempo, chamando atenção para o fato de que quando um setor essencial aos serviços públicos como a Polícia Militar entra em greve, a principal consequência quem leva não são os governos de qualquer legenda, quem paga o preço maior é a população”, disse a Senadora.

Lídice assinalou que a sua  posição continua a mesma  a de não buscar beneficiamento político eleitoral dessa greve,  assim como das outras, e sim a de buscar acima de tudo o diálogo, a negociação como instrumento para resolução do problema.

“Por essa razão apelo, desta tribuna para o comando de greve dos policias militares que não tenho dúvida  devem ter aprendido com os  movimentos passados, como nós aprendemos, como o governo aprendeu, como a sociedade aprendeu, e compreende que esse aprendizado democrático nos indica que a permanência numa greve em que a sociedade  fica à mercê, portanto, sem ter a sua proteção garantida, é uma greve que levará sem dúvida nenhuma a resultados negativos para a sociedade, ainda que reste resultados positivos para a categoria”, assinalou.

Para Lídice  a marca desse amadurecimento democrático está justamente no fato que no tempo do autoritarismo os resultados  foram  danosos para a categoria e a sociedade. “No período democrático tivemos duas greves que podem não ter sido danosos à categoria porque nas duas tiverem algumas conquistas classistas, mas que foram danosas à sociedade e em algum tempo muito agressivas para com a sociedade. Esse aprendizado tem que nos fazer ter a capacidade de enfrentar esses momentos sem necessitar do instrumento da greve.”

Redação do Jornal Grande Bahia
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