Vereadora destaca criação de debates para combater machismo em Salvador

Conflitos sociais em Salvador levam a debate da sociedade. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Conflitos sociais em Salvador levam a debate da sociedade. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Conflitos sociais em Salvador levam a debate da sociedade. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Conflitos sociais em Salvador levam a debate da sociedade. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

Sufrágio universal, fim das condições precárias de trabalho (por conta do diferenciamento específico do gênero) e igualdade social foram os primeiros clamores das mulheres feministas a favor da qualidade de vida para a mulher. A luta destas mulheres, que perpassa por todo o século XX e continua com força no século XXI, resultou na oficialização do Dia Internacional da Mulher, comemorado neste sábado (08/03/2014).

Apesar de várias conquistas, muita coisa ainda deve mudar para assegurar a igualdade social entre os gêneros masculino e feminino no Brasil. Por questões culturais, a mulher ainda é vítima dos valores machistas e patriarcais impregnadas na sociedade brasileira.

Apesar do aumento significativo na inserção de mulher no mercado, o quadro de mulheres sem emprego aumentou em 15 mil na Região Metropolitana de Salvador no ano de 2013 quando comparado ao número anterior, de acordo com última pesquisa da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan). Nos últimos cinco anos, mais de 14 mil mulheres sofreram agressões domésticas apenas na Bahia, conforme pontuado em levantamento do Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública (Nudem). Além disso, foram registrados 16,9 mil casos de feminicídios (mortes de mulheres decorrentes de conflito de gênero, crimes geralmente cometidos por parceiros íntimos ou ex-parceiros das vítimas), entre os anos 2009 e 2011. Os últimos dados são de pesquisa do ano passado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

De acordo com Aladilce Souza (PCdoB), a realização de audiências públicas é necessária para que as mulheres tenham um maior canal de comunicação com os poderes públicos e, assim, relatem as agruras do tratamento diferenciado. “Na Bahia e em Salvador, o machismo ainda persiste, seja no mercado de trabalho, na cultura e nos ambientes domésticos. É necessário que isso mude a cada dia, com pequenas ou grandes ações”, afirma a vereadora. Pensando na saúde da mulher, por exemplo, a vereadora no cargo de ouvidora da Casa promoveu ano passado a audiência pública Assistência do pré-natal em Salvador, na qual foi discutida a estrutura do sistema municipal de saúde para o cuidado de gestantes em Salvador.

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