Secretaria da Educação do Estado da Bahia lembra 50 anos da Ditadura com uma série de atividades temáticas

Atividades marcam os 50 anos da Ditadura Militar no Brasil. Eventos tem por finalidade esclarecer período marcado por supressão de direitos civis.
Atividades marcam os 50 anos da Ditadura Militar no Brasil. Eventos tem por finalidade esclarecer período marcado por supressão de direitos civis.
Atividades marcam os 50 anos da Ditadura Militar no Brasil. Eventos tem por finalidade esclarecer período marcado por supressão de direitos civis.
Atividades marcam os 50 anos da Ditadura Militar no Brasil. Eventos tem por finalidade esclarecer período marcado por supressão de direitos civis.

No ano em que o Brasil lembra os 50 anos da Ditadura, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia realiza uma série de atividades alusivas à data, dentro do projeto Ditadura Militar Direito à Memória: 50 anos do golpe militar de 1964. Entre os dias 2 e 4 de abril de 2014, a Secretaria promove, no Complexo Cultural dos Barris, em Salvador, um ciclo de ações relacionadas à temática. Nos três dias, serão realizadas palestras, exibição de filmes e documentários, oficinas de graffiti, exposição de fotos, feira de livros, lançamento de livros, apresentação de trabalhos acadêmicos e projeção de vídeos. Esta última ação é protagonizada por professores e estudantes do ensino médio da rede pública, que apresentarão os vídeos produzidos por eles nos últimos meses.

No primeiro dia do evento, às 19h, será lançado, ainda, pelo Governo do Estado, por meio das Secretarias da Educação e de Cultura, o livro Mortos e Desaparecidos Baianos. Os textos da publicação, que registram o golpe à democracia e à cidadania brasileira, lembrando o ocorrido com centenas de brasileiros e brasileiras, particularmente com os 30 baianos que tombaram na luta contra a opressão e a violência, foram extraídos do livro-relatório Direito à Memória e à Verdade – comissão especial sobre mortos e desaparecidos políticos, editado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, em 2007.

Também durante a abertura, estudantes do Colégio Estadual do Stiep Carlos Marighella, localizado em Salvador, farão uma apresentação artístico-cultural. Antes, às 15h, haverá a exibição dos filmes Duas Histórias (Ângela Zoé) e Damas da Liberdade (Célia Gurgel e Joel Pimentel), atividade patrocinada pela Comissão da Anistia/Ministério da Justiça. Em seguida, às 17h, será aberto o debate Conversando com a Sua História: Especial – 50 anos de golpe de 1964, com professores de história. A programação completa está disponível no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br).

Direito à memória –  “O objetivo desse projeto é assegurar aos nossos estudantes o direito ao conhecimento histórico. A partir daí, ser um instrumento para discussões e reflexões em sala de aula, levando nossos jovens a serem guardiães conscientes da democracia que vivemos hoje, e que custou tantas vidas. Além disso, consolidar a democracia através do resgate da memória deste período por meio, também, da disponibilização virtual de materiais diversos, com a proposta de auxiliar estudantes e docentes no desenvolvimento das atividades pedagógicas, a exemplo de videoconferências com professores, ex-presos políticos e militantes da resistência”, explica a coordenadora do Projeto e assessora do gabinete da Secretaria da Educação, Tânia Miranda.

Uma das ações alusivas ao projeto Ditadura Direito à Memória – 50 anos do golpe civil-militar de 1964 é a alteração do nome do Colégio Estadual Presidente Emílio Garrastazu Médici, localizado no Stiep, em Salvador, para Colégio Estadual do Stiep Carlos Marighella. A solenidade vai acontecer no dia 11 de abril, às 14h, na unidade escolar. A Secretaria da Educação atendeu à vontade da comunidade escolar, que realizou eleição e se mobilizou com este objetivo. A portaria Nº 865/2014 foi publicada no dia 14 de fevereiro no Diário Oficial do Estado. O baiano Carlos Marighella (1911-1969) foi um político, guerrilheiro e poeta brasileiro que se destacou entre os principais líderes da resistência à ditadura militar instituída com o golpe de 1964 e que perdurou por 21 anos, até 1985.

Portal da Educação –  Diversos conteúdos foram disponibilizados no Portal da Educação e trazem à tona os 50 anos do golpe civil-militar. São ferramentas para que estudantes, professores e sociedade possam ter acesso a conteúdos relativos a esse momento da história do Brasil. No Portal, estão disponíveis artigos, fotos, bibliografia especializada, biblioteca virtual, livros de autores baianos e depoimentos de ex-presos políticos, entre outros.

Na sessão Multimídia, dentro do Centro de Referências das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985), o internauta tem disponibilizada uma série de documentos históricos, a exemplo de Rotas das Passeatas, A Guerrilha do Araguaia e Brasil Nunca Mais.  O Portal apresenta, ainda, indicações de filmes relacionados à temática, como Zuzu Angel, Eles não usam black-tie. O ano em que meus pais saíram de férias, Lamarca, Cabra marcado para morrer, entre outros. Há, também, indicação de canções de compositores como Chico Buarque, Gonzaguinha, Gilberto Gil, Caetano Veloso, João Bosco, Belchior e João do Vale.

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