Que é a felicidade?

Juarez Duarte Bomfim.
Juarez Duarte Bomfim.

Juarez Duarte Bomfim (2)Neste 23 de março de 2017, quando o sol se faz presente na casa de Áries, completo mais um aniversário. Deus tem me dado mais tempo de vida aqui neste plano terrenal do que eu imaginava… Aqui neste vale de lágrimas, lugar de dor e sofrimento.

Deve haver um sentido para se prolongarem os meus dias aqui na Terra. Um propósito. Não será um propósito grandioso, que afetaria meia humanidade, como costumam ser as escolhas e decisões tomadas por estadistas e homens públicos. Não. Talvez alcance só a mim mesmo. A mim e a minha pequena família nuclear.

Dúvida filosófica:

— Qual o sentido da existência?

— Buscar a felicidade. Responderíamos.

— E… que é a felicidade?

Quando eu era menino, pensava como menino. A felicidade para mim se traduzia em um apetitoso e caudaloso “pudim de leite moça”, o qual avidamente o sorveria; logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Os gostos e os prazeres foram mudando… e já na juventude felicidade para mim se apresentava como uma idealizada e inesquecível intimidade corpórea com a parceira desejada.

Na fase da vida adulta, onde o antigo e mundano homem vulgar morre para renascer como místico cristão, felicidade para mim se realiza em amar a Deus sobre todas as coisas.

Este é o caminho.

Essas três fases da vida humana correspondem a outras três, que correm paralelas e complementares.

São três ciclos, que apresentam uma linha de progressão: o primeiro, sustentado pela filosofia da práxis, visa mudar o mundo. O que impulsiona o jovem a aderir e participar de movimentos políticos e comportamentais ditos revolucionários.

O desencanto com este ilusório caminho coletivo de libertação leva ao segundo ciclo, o da procura hedonista em si. A busca do prazer sensorial. Aí então, o objetivo a alcançar são os prazeres da carne, os prazeres sensoriais. Como se a sabedoria estivesse centrada na gastronomia, enologia e no erotismo. Muitos se bastam neste segundo ciclo, e nele estacionam.

Porém, os verdadeiros buscadores saltam para o terceiro: então se revela o caminho da espiritualidade e autoconhecimento. Libido mística? Ou despertar da kundalini?

O caminho a trilhar para a espiritualidade e o alcance do autoconhecimento depende das escolhas a serem feitas: bhakti yoga (devoção); jnana yoga (sabedoria)… a salvação através da Fé e das boas obras.

Qualquer que seja o caminho escolhido, ao término da jornada, Ele é um só.

A meta deve ser a busca da salvação, autorrealização, iluminação… quando — se alcançada — o espírito emancipado não estará mais obrigado a participar da roda de sansara, o ciclo reencarnatório de nascimento e morte.

Prometeu-nos Cristo Jesus: a quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá.

O caminho da iluminação é o Nosso Senhor Jesus Cristo, pois a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.

Amém Jesus, Maria e José.

Juarez Duarte Bomfim
Sobre Juarez Duarte Bomfim 740 Artigos
Baiano de Salvador, Juarez Duarte Bomfim é sociólogo e mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutor em Geografia Humana pela Universidade de Salamanca, Espanha; e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Tem trabalhos publicados no campo da Sociologia, Ciência Política, Teoria das Organizações e Geografia Humana. Diversas outras publicações também sobre religiosidade e espiritualidade. Suas aventuras poético-literárias são divulgadas no Blog abrigado no Jornal Grande Bahia. E-mail para contato: [email protected]