Plantas de algodão que crescem nas margens das rodovias viram foco de pragas

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Vista aérea da BR-116, nas proximidades de Itatim. Algodão prolifera às margens das rodovias. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Vista aérea da BR-116, nas proximidades de Itatim. Algodão prolifera às margens das rodovias. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Vista aérea da BR-116, nas proximidades de Itatim. Algodão prolifera às margens das rodovias.  (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Vista aérea da BR-116, nas proximidades de Itatim. Algodão prolifera às margens das rodovias. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab), vinculada à Secretaria de Agricultura (Seagri), soma esforços aos produtores de algodão do Oeste para sanar o problema causado por plantas de algodão que crescem nas margens das rodovias. Os caroços, sementes e capulhos do algodão caem dos caminhões, germinam e viram foco de pragas, como o Bicudo e a Helicoverpa armígera. A questão foi debatida em reunião realizada na última segunda-feira (17/03/2014) com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), que pleiteou a autorização do uso do herbicida 2.4D, já registrado pelo Ministério da Agricultura (Mapa) na eliminação de  tigüeras em propriedades, para ser aplicado nas áreas de servidão das estradas.

O diretor da Abapa, Celito Missio, afirmou que os herbicidas liberados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não fazem o controle eficiente por serem utilizados em variedades de algodão transgênico. “A situação se agravou. As plantas se desenvolveram com força total, o que causou preocupação por parte da Abapa”, explicou Missio, ao mostrar fotografias.

“O uso do herbicida 2.4D dentro das propriedades tem a autorização e fiscalização da Adab, mas para a utilização nas margens das rodovias federais é preciso ter a liberação do Ibama e das suas leis específicas”, esclareceu o diretor de Defesa Sanitária Vegetal, Armando Sá, lembrando que a Adab segue o que está preconizado em lei, fiscalizando as formas de cultivo e manejo, o transporte e também o uso irregular de agrotóxicos. “Não podemos colocar a produção do Oeste em risco”, acrescentou.

Como os caroços, sementes e capulhos do algodão caem dos caminhões e se tornam a fonte do problema, o diretor geral da Adab, Paulo Emílio Torres, disse que vai realizar um trabalho mais incisivo de fiscalização e de educação sanitária na busca pela conscientização dos transportadores e das algodoeiras, usinas beneficiadoras, a fim de tentar amenizar o agente causador.

Os produtores se comprometeram a realizar um teste, aplicando nas tigüeras das rodovias o herbicida Arsenal, que já está na lista de Agrotóxicos e Afins Registrados no Ibama e reunião com os envolvidos, Mapa, Ibama, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e do Departamento de Infra Estrutura de Transportes (Derba), está sendo agendada para resolver a questão.

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