O mal uso do celular

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Antônio Alberto de Oliveira Peixoto.
Antônio Alberto de Oliveira Peixoto.

O advento do celular nos fez pensar que acabava de surgir um acessório que facilitaria e tornava possível uma comunicação a distancia mais efetiva. Não se deve descartar esta ideia de que hoje já é quase isto. Pode-se até ser mais preciso e dizer que atualmente, o mundo que “era” tão grande, cabe na palma da mão e ser carregado no bolso dentro de um celular. Só que para grande parte dos usuários, este equipamento passou a ser usado de tal forma que parece até ser um prolongamento do seu corpo; um apêndice, talvez.

A maioria dos seus usuários perdeu o senso da conveniência e não respeitam nem hora e muito menos onde estão, atendem o celular. Pode ser na missa, velório, cinema, em sala de aula, ou sabe-se lá Deus. A todo o momento se mantêm com o aparelhinho grudado aos ouvidos, conversando na maioria das vezes assuntos fúteis, que poderiam ser resolvidos depois.

O celular possibilita realizar diversos tipos de ações a distância, como: ler notícias do jornal que foi publicado na China – ou em qualquer local distante – fazer a maioria das transações bancárias, realizar diversos tipos de negócios, comprar, vender, filmar, fotografar e vários tipos de entretenimento.

Infelizmente utilizá-lo, irresponsavelmente, ao volante de um veículo passou a ser uma prática normal. Esta atitude é verdadeiramente perigosa; associar celular com direção é tão perigoso como a combinação “álcool e volante”. Os condutores de veículos têm consciência disso, mas insistem em desrespeitar a sua proibição e, em um percentual já avançado, causando acidentes com vítimas fatais. A humanidade tem crescido muito em tecnologia da informação, a engenharia genética está muito avançada, a internet reduziu os espaços transformando o mundo em uma “bola de gude”, mas, infelizmente, o homem mentalmente parece não ter dado um passo sequer. Ficou estagnado no mesmo lugar de sempre.

Sobre Alberto Peixoto 488 Artigos
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.