Feira de Santana: Vereador Pablo Roberto faz pronunciamento em defesa pessoal

Pablo Roberto: "Desde os meus 16 anos pratico a política em defesa da criança e do adolescentes, dos direitos humanos. Esses dias tem sido muito desgastantes, não só por tentarem me incriminar por algo que não cometi, mas principalmente por tentarem me colocar de lado contrário aos meus ideais de vida".
Pablo Roberto: "Desde os meus 16 anos pratico a política em defesa da criança e do adolescentes, dos direitos humanos. Esses dias tem sido muito desgastantes, não só por tentarem me incriminar por algo que não cometi, mas principalmente por tentarem me colocar de lado contrário aos meus ideais de vida".

O vereador Pablo Roberto (PT) realizou discurso na tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana, com objetivo de esclarecer o episódio em que foi intimado pela policial para prestar esclarecimento sobre indícios de crime envolvendo menores em Feira de Santana.

Confira teor do pronunciamento

Bom dia a todos e todas!

Sei que muitos estão aguardando esse meu pronunciamento, e espero ser o mais transparente possível, porque este é o meu objetivo. Em primeiro lugar, gostaria de esclarecer como procedeu meu depoimento ontem sobre o caso, na primeira Coordenadoria de Polícia do Interior. E aqui, me direciono para cada um e cada uma que optou por mim como seu representante, para cada cidadão e cidadã da minha cidade, edis, além dos profissionais de imprensa que estão acompanhando o caso.

Vou pontuar para ficar ainda mais claro:

Não consta NADA no processo sobre grupo de extermínio.

O Inquérito é para apurar tentativa de homicídio contra o assistido, que, em depoimento, afirmou que eu, junto com Ediney Gomes, teríamos proposto ao jovem que matasse do diretor Leoderico.

No depoimento, o jovem disse ainda que imputava à mim sua tentativa de homicídio por ele não ter aceitado a tal proposta.

Além disso, não consta mais qualquer prova contra mim. Tanto que, foi solicitado pela polícia a quebra do meu sigilo telefônico por duas vezes e foi negada pela Justiça por falta de prova.

Repetindo, não consta nenhum processo que me envolva em grupo de extermínio, diferente do que foi espalhado na cidade. E mantenho as minhas declarações anteriores onde anunciei esta trama fantasiosa. Nunca me reuni com esse ou qualquer outro assistido da CASE Zilda Arns ou até mesmo do Melo Matos, para tratar de assuntos como esse. Alias, nunca me reuni com qualquer pessoa para encomendar a morte de quem quer que seja, porque esta não é a minha índole e esses não são meus princípios.

Desde os meus 16 anos pratico a política em defesa da criança e do adolescentes, dos direitos humanos. Esses dias tem sido muito desgastantes, não só por tentarem me incriminar por algo que não cometi, mas principalmente por tentarem me colocar de lado contrário aos meus ideais de vida que é defender a causa do socioeducativo e me desvincular da rede de proteção que me honro em ter ajudado a construir em Feira de Santana.

Ontem pela manhã, eu me emocionei quando vi dezenas de rostos conhecidos aqui, cada um com seu apoio, com sua mão estendida. Mas, não me emocionei porque a presença deles me trazia força pessoal ou politica. Me emocionei porque, em sua maioria, eu vi uma rede que protege os ideais que eu também protejo. Ex-colegas de trabalho dos mais diferentes momentos, conhecidos, eleitores, amigos. Nem todos são do meu convívio diário, mas naquele momento, todos tiveram atitude de amizade.

E agora, eu preciso me direcionar ao deputado estadual, Zé Neto. Eu preciso questionar a ele sobre a diferença entre ser amigo e ser companheiro.

Amigo, de entrar em casa, abrir a geladeira, se abraçar quando preciso. Não sou hipócrita em dizer… não sou amigo do deputado Zé Neto.

Companheiro, de caminhar junto, unificar quando preciso, vencer as diferenças pelo fortalecimento do partido, apoiar, dialogar, lutar por um projeto. Eu sou companheiro do deputado Zé Neto. O que ficou comprovado quando eu e meu grupo, esquecemos qualquer diferença e seguimos junto com ele na campanha de 2012 por um ideal que é de todos nós, construir uma cidade mais humana, digna e igual.

Amigo ou companheiro, as relação se baseiam no respeito. Ainda que fossemos inimigos, a relação também deveria se basear no respeito.

Não há respeito quando você tenta vencer suas diferenças da politica montando tramas, tentando a qualquer custo e inconsequentemente forçar à opinião pública a pensar que a razão está com você. Ainda que precise faltar com a verdade. A qualquer custo é uma expressão forte demais; para mim, ela não vale a pena. E ainda que esteja passando por tudo isso, continuará a não valer.

Cito isso para afirmar que não possuo desejo de vingança. De justiça, sim. Quem conhece o meu caráter, sabe o quanto de verdade existe nessa afirmação. Costumo ser uma pessoa transparente – é só tirar como exemplo meu depoimento de agosto –, logo, ainda para as pessoas que me acompanham há pouco tempo, já como vereador nesta Casa, acredito que já está claro isso.

Não sou o tipo de politico que é adepto a qualquer forma de corrupção.. não divido os salários dos meus assessores, não acredito que eles devem contribuir financeiramente com meu mandato pelo simples fato de trabalharem para mim, não desrespeito a imprensa, nem meus pares. Só quero exercer minha função com transparência e resultados produtivos para o povo da minha cidade.

Se houve alguma dúvida, hoje, acredito que já esteja mais claro para vocês os fatos que comprovam a minha inocência do que em meu primeiro pronunciamento e tenho certeza que amanhã estará ainda mais claro que hoje, e assim sucessivamente até que não reste mais uma só dúvida.

Peço que o deputado Zé Neto prove que sou bandido ou mal caráter como afirmou claramente para profissionais de imprensa da cidade, ou provarei que ele é mentiroso. Além de mentiroso, irresponsável, por não avaliar as consequências drásticas que essa farsa poderia trazer, inclusive, ao projeto politico e ideias que pensava eu, comungávamos.

Acredito que meu partido, acredito no governo que ajudo cotidianamente a construir e aproveito para deixar claro ainda, que tenho convicção de que essa articulação aconteceu sem o conhecimento do governo do Estado, tendo em vista inclusive o tratamento respeitoso que o nosso governador Jaques Wagner teve comigo durante sua ultima visita à Feira de Santana.

Um fato como esse vai de encontro a tudo que acreditamos no Partido dos Trabalhadores. E aqui aproveito para esclarecer. Se um dos objetivos com essa trama era me tirar do partido, deixo claro: não sairei do Partido dos Trabalhadores.

Por fim, informo que ainda ontem, durante meu depoimento, me coloquei à disposição para ajudar nas investigações, inclusive afirmando que autorizo a quebra do meu sigilo telefônico, e acho, inclusive que, todos envolvidos direta ou indiretamente no caso também deveriam ter seus sigilos quebrados para que tivéssemos acesso o mais rápido possível aos verdadeiros fatos. Agradeço esta Casa pelo espaço e  a todos a todas que me ouviram.

Para reflexão, compartilho uma frase que tem me guiado estes dias. Como me disse um amigo: “Eu sou capitão da minha alma, senhor do meu destino”.

Não me calei ontem, não me calei hoje e nuca me calarei. Obrigado.

Vereador Pablo Roberto (PT)

Feira de Santana, 25 de fevereiro de 2014.

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