Universidade Estadual de Feira de Santana solicita suplementação orçamentária de R$ 18,5 milhões

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Vista aérea do campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Vista aérea do campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Vista aérea do campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Vista aérea do campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

O acirramento da crise orçamentária, provocada pela política do governo Wagner de sucateamento do ensino público superior, pode comprometer gravemente o funcionamento das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba). Para garantir a execução de projetos futuros e em andamento, a Reitoria da Uefs encaminhará às secretarias estaduais do Planejamento (Seplan) e da Educação (SEC), nos próximos dias, um pedido de suplementação no valor de R$ 18,5 milhões. Desse montante, R$ 10 milhões serão destinados às obras, que inclui a ampliação do Restaurante Universitário e construção do Pavilhão de Aulas, previstas no Orçamento Participativo (OP) da instituição.

Segundo a Pró-reitoria da Administração e Finanças (Proad), caso a suplementação não ocorra, ou seja insuficiente, a Reitoria terá que remanejar recursos para cobrir despesas prioritárias. O valor pleiteado para este ano foi de R$ 272 milhões, mas o montante previsto na proposta orçamentária do governo aprovada pela Assembleia Legislativa é de R$ 224 milhões. Em relação à Assistência Estudantil, por exemplo, em 2013, o orçamento anual para o RU foi de, aproximadamente, R$ 1 milhão. Este ano, a universidade precisará dispor de R$ 3 milhões. Se considerado o reajuste de preço da revisão contratual, a despesa será ainda maior.

O governo Wagner tem sido taxativo em dizer que em função da crise no orçamento estadual, não há previsão de mais recursos para as universidades. No entanto, na contramão desse discurso, informa em site oficial que investirá R$ 60,2 milhões no Carnaval de 2014 na Bahia. Não é demais lembrar, também, os gastos com a realização da Copa, em junho. Para Edson do Espírito Santo, diretor da Adufs, “esta situação expressa o descaso do governo petista para com a Educação Pública. As desonerações de impostos para os grandes empresários e os empréstimos a juros baixíssimos também sinalizam que a crise nas Ueba é decorrente da política do governo”.

Na última reunião com a Coordenação para o Desenvolvimento da Educação Superior (Codes), dia 18 de fevereiro, o Movimento Docente enfatizou que o agravamento da crise por falta de recursos provocará a avaliação do indicativo de greve pela categoria,conforme definido nas assembléias das quatro ADs, no final do ano passado.

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