Servidores públicos da Bahia protestam: “mais uma vez, governo silencia sobre reajuste linear dos servidores públicos”

Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (ADUFS) é uma das entidades que lideram protestos.
Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (ADUFS) é uma das entidades que lideram protestos.
Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (ADUFS) é uma das entidades que lideram protestos.
Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (ADUFS) é uma das entidades que lideram protestos.

Permanece o silêncio do governador sobre o reajuste linear dos servidores. A falta de compromisso em anunciar a reposição da inflação e a ausência de diálogo com as categorias evidenciam não só o descaso com o funcionalismo, mas também com aqueles que pagam impostos e têm direito ao serviço público. Prevista no Estatuto do Servidor, a recomposição deve ser concedida no primeiro dia de cada ano ou retroativa a ele. O reajuste é feito partir de um projeto de lei enviado pelo governador à Assembleia Legislativa (Alba), mas ainda não há qualquer previsão.

Enquanto o assunto não entrar na pauta de votação da Alba, os servidores permanecem amargando perdas salariais, em particular porque a inflação tem se acelerado. Indignados com a situação, os professores das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) estão denunciando o desrespeito do governo, concomitante à tentativa de construção de uma luta unificada com outros segmentos do funcionalismo público. As primeiras mobilizações ocorreram no início deste mês, durante protesto na tradicional Lavagem do Bonfim, em Salvador. Uma reunião com várias entidades representativas do funcionalismo para discutir a questão e encaminhar a luta está marcada para a próxima quinta-feira (06/02). A expectativa é de que o reajuste corresponda, no mínimo, à reposição das perdas inflacionárias do ano passado, no valor de 5,91%, e que esse valor seja retroativo ao mês de janeiro.

“Reivindicamos o anúncio imediato do índice de reposição da inflação do ano passado, pois nossos salários já se encontram bastante defasados. Não aceitaremos o discurso falacioso da “crise orçamentária”, que pretende confundir a população para justificar o desmonte do serviço público e o arrocho salarial sobre os servidores” disse Elson Moura, coordenador da Adufs.

A preocupação do Movimento Docente ao denunciar o governo é evitar a situação ocorrida no ano passado. Na ocasião, o governador só anunciou o reajuste linear no final de abril. Além disso, o Projeto de Lei enviado à Alba previa um reajuste salarial de 2,5%, valor inferior à inflação de 2012, de 5,84%.

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