O negro na sociedade brasileira

Brasil Negro
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No decorrer de mais 300 anos de escravidão no Brasil, os quilombos tiveram a função de meio de evasão contra a privação da liberdade e da violência praticada na senzala pelos senhores de escravos. Aos poucos estas comunidades de escravos fugitivos foram se organizando, passando a cultivar a terra e trocando parte da colheita por utensílios e alimentos que supriam suas necessidades. Em toda a região que houve escravidão, houve resistência, luta pela liberdade, fugas e daí a formação dos quilombos. O mais famoso de todos foi o Quilombo dos Palmares, em Alagoas, quando ainda pertencia a capitania de Pernambuco.

Em determinado período da escravatura os quilombolas ou mocambos, como eram chamados os habitantes dos quilombos, realizavam assaltos às fazendas e povoados para garantir sua sobrevivência. Diversos bandos foram formados por estes escravos fugitivos que de certa forma, os componentes destes bandos, nunca deixaram de serem escravos. De uma forma ou de outra, viviam submissos não aos senhores de escravos que os adquiriram mediante compra no mercado, mas às dificuldades para se manterem. Entre os mais perigosos bandos figuravam o quilombo do negro Ambrósio e do negro Canalho, em Minas Gerais. Um dos mercados mais famosos de venda de escravos no Brasil foi o da Rua do Valongo no Rio de Janeiro.

Foram desembarcado em terras brasileiras um total aproximado de 4 milhões de negros que teve participação direta na fundação e no desenvolvimento econômico do país, através do seu trabalho escravo. Nossas raízes – origens do povo brasileiro – se assentam nas relações raciais entre os negros, brancos e indígenas, sendo o nordeste a principal porta de entrada dos negros trazidos da África, por volta do século XVI para trabalharem nas plantações de cana de açúcar. Feira de Santana foi fundamental no comércio regional de seres humanos, o que denota que a sua vocação comercial contemplava um leque diversificado de “mercadorias”.

Na luta pela independência do Brasil o negro brasileiro teve participação importantíssima, principalmente na Bahia fazendo resistência às tropas portuguesas que estavam sediadas em províncias que se opunham a independência do Brasil de Portugal e teve como grande aliada a feirense Maria Quitéria de Jesus, nascida no sitio Licurizeiro, pequena propriedade nos arredores da Vila de São Jose das Itapororocas, na comarca de Nossa Senhora do Rosário do Porto de Cachoeira, atual município de Feira de Santana, no estado da Bahia, filha primogênita dos fazendeiros portugueses Gonçalo Alves Almeida e Quitéria Maria de Jesus. Nascida em 27 de julho de 1792, Maria Quitéria veio a ser considerada a heroína mais respeitada de toda a Guerra da Independência Brasileira, enaltecendo assim a mulher feirense.

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