Exclusiva: deputado Colbert Martins comenta sobre investimentos em Feira de Santana, fala sobre eleições estaduais e defende unidade das oposições com Geddel Vieira Lima

Colbert Martins: "O coordenador da campanha das oposições na Bahia é o prefeito de Salvador, ACM Neto. Eu só espero que nós tenhamos finalização rápida com a unidade da oposição. Eu imagino que isso deva acontecer, torço por isto, e torço pela unidade com Geddel.".
Colbert Martins: "O coordenador da campanha das oposições na Bahia é o prefeito de Salvador, ACM Neto. Eu só espero que nós tenhamos finalização rápida com a unidade da oposição. Eu imagino que isso deva acontecer, torço por isto, e torço pela unidade com Geddel.".
Colbert Martins: "O coordenador da campanha das oposições na Bahia é o prefeito de Salvador, ACM Neto. Eu só espero que nós tenhamos finalização rápida com a unidade da oposição. Eu imagino que isso deva acontecer, torço por isto, e torço pela unidade com Geddel.".
Colbert Martins: “O coordenador da campanha das oposições na Bahia é o prefeito de Salvador, ACM Neto. Eu só espero que nós tenhamos finalização rápida com a unidade da oposição. Eu imagino que isso deva acontecer, torço por isto, e torço pela unidade com Geddel.”.

O deputado federal Colbert Martins da Silva Filho (PMDB/BA) conseguiu destinar significativo volume de recursos federais para Feira de Santana. Em entrevista exclusiva ao Jornal Grande Bahia, o parlamentar feirense comenta sobre emendas individuais destinadas à Feira de Santana, candidatura a deputado federal nas eleições de 2014, aliança com José Ronaldo, e apoios na Câmara de Feira de Santana. O deputado também avalia a posição do PMDB na disputa nacional, oportunidade em que declara favorável a aliança PT/PMDB, com a recondução de Michel Temer a vice-presidência da República. Com relação a eleição estadual, defende a unidade das oposições com o nome de Geddel Vieira Lima como candidato ao governo do estado.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia – Nesse período em que o senhor regressou à Câmara federal, conseguiu destinar recursos para Feira de Santana?

Colbert Martins – Sim. No ano passado (2013), R$ 8.2 milhões de recursos; sendo que R$ 4 milhões de recursos foram destinados para a construção de uma via de acesso para o aeroporto de Feira de Santana para Avenida de Contorno entre o Cajueiro e a Sérgio Carneiro, mais R$ 2 milhões para o Centro de convenções de Feira de Santana; mais R$ 800 mil para a ligação do Fulor até Limoeiro; mais R$ 3 milhões que nós conseguimos na nossa posse R$ 1.5 milhão para o Mercado de Arte popular, mais R$1.5  milhão para o centro de abastecimento; e agora mais R$1.5 milhão que serão colocados para a pavimentação do Conjunto Paulo Souto. Esse foi o total de recursos que nós trouxemos o ano passado. Para agora, 2014, com emendas que eu como deputado fiz, serão mais R$ 7.5 milhões para a aplicação principalmente na área de saúde.

JGB – Pretende disputar as eleições de 2014?

Colbert Martins – Sou pré-candidato a deputado federal. Me candidatei para uma nova eleição agora em 2014.

JGB – O senhor destina boa parte dos recursos que um deputado tem direito para um único município, fazendo aliança com um único prefeito. Não teme que isso não resulte em uma percepção da população com relação ao seu trabalho?

Colbert Martins – Eu espero que a população possa reconhecer o meu trabalho. Eu que só tive apoio do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo. Não tive apoio de outras prefeituras na eleição passada, então resolvi investir. Evidentemente que algumas outras demandas também chegam de outros municípios. Mas, estou investindo no povo de Feira de Santana. Espero que o povo possa reconhecer este esforço.

JGB – Como avalia a necessidade da implantação do voto distrital?

Colbert Martins – Sou a favor do eleição para deputado distrital. Na hora que tiver que votar, vou votar pelo distrital. Porque acho que é melhor que a população identifique quem é que está trabalhando por ela.

De nada adianta eu fazer uma eleição estadual, nunca fiz, até por que não tenho recursos para tanto. Estou concentrando minhas ações num grande município [Feira de Santana] que eu espero que possa corresponder ao tipo de trabalho que fiz.

JGB – Eu estive com o senhor em um evento em Salvador onde estava presente Michel temer, vice-presidente da República, na época ele ainda era presidente da câmara Federal. Hoje o PMDB da Bahia se posiciona exatamente contra o governo do PT e possivelmente contra a renovação dessa aliança. Isso quer dizer que o senhor pode ficar contra o Michel Temer, vice-presidente?

Colbert Martins – Não.  Não em absoluto, nós estamos a favor da reeleição do vice-presidente do Michel Temer. O que nós estamos colocando é que nos estados esta diferenciada, não só aqui na Bahia, mas no Brasil inteiro. Para nós elegermos uma chapa forte de deputados federais e estaduais, aqui na Bahia por exemplo, nós temos uma posição diferente do PT, então nós vamos tomar decisões diferentes aqui, porque, caso contrário se nós formos agir de acordo com o PT nossa bancada vai encolher.

Aliás, nas últimas eleições aqui na Bahia, junto com PT a nossa bancada encolheu então nós decidimos nos afastar localmente aqui na Bahia. Para ter uma posição que permita uma eleição, principalmente de um governador ligado a nós. O nosso nome é Geddel Vieira Lima, que é o nome do PMDB. Portanto estaremos reforçando a posição do vice-presidente Michel Temer. Ao mesmo tempo em que nós queremos ter um opção política de crescimento da nossa bancada, e para isso, nós precisaremos não estar jutos especificamente para estas eleições aqui na Bahia.

JGB – Para esclarecer para a população, quando a presidenta Dilma vier à Bahia, tendo com o vice-presidente Michel Temer, o PMDB Bahia vai subir no palanque?

Colbert Martins – Não, claro que não. Mas o vice-presidente Michel Temer vai subir no nosso palanque com muita tranquilidade. Não tenho a menor dúvida disso. Ou subira porque nós temos a relação de apoio, até na própria propaganda de televisão, você vai assistir, você tem a propaganda nacional do presidente Michel Temer e da presidenta Dilma, agora no palanque, subirá especificamente o vice-presidente Michel Temer.

JGB – Voltando para a questão local, o senhor conseguiu apoio de quantos vereadores em Feira de Santana?

Colbert Martins – A população não elegeu os vereadores que apoiei. Espero que os vereadores possam apoiar as obras e o trabalho que eu fiz. Não tenho nenhuma pessoa especificamente neste momento, até porque, não fiz por merecer para eleger os vereadores. Espero que o meu trabalho seja reconhecido e que os que queiram nossa recondução nos apoiem.

JGB – Com relação a estrutura do PMDB em Feira de Santana. Seu irmão, Evaldo Martins, é o presidente do partido e o senhor a principal liderança no município. Como pensa em ampliar a participação do partido no município?

Colbert Martins – Nós estamos verificando a possibilidade do lançamento de deputados estaduais em Feira, embora ainda não tenhamos decidido sobre isso.  Nós estamos ampliando o trabalho nas áreas sindicais, nas áreas de mulher, juventude, para poder dá uma dinamizada no partido, principalmente com vistas a 2016. Neste momento eu sou candidato a deputado federal, e o partido se prepara para as eleições de 2016 e 2018 quando nós teremos outra condição de organização política na nossa base.

JGB – Existe uma expectativa que o presidente do PMDB na Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, fosse o candidato que reunisse as oposições contra o PT, isso não está se confirmando. Como o senhor avalia este cenário?

Colbert Martins – O coordenador da campanha das oposições na Bahia é o prefeito de Salvador, ACM Neto. Eu só espero que nós tenhamos finalização rápida com a unidade da oposição. Eu imagino que isso deva acontecer, torço por isto, e torço pela unidade com Geddel.

Agora eu quero voltar a sua pergunta rapidamente. Não é só aqui na Bahia que nós temos um partido diferente do plano nacional não, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo por exemplo, nós temos candidato próprio, Paulo Skaf é candidato na terra do vice-presidente, nós temos diferença no Mato Grosso, diferenças em Alagoas inclusive, Ceará, nós estamos com diferenças importantes também no Piauí, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, enfim, essa situação não é só da Bahia, é sim de vários lugares do país.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9153 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).