Voz e audição são afetadas pelo cotidiano das grandes cidades

Marcos Juncal, diretor da Sociedade Baiana de Otorrinolaringologia.
Marcos Juncal, diretor da Sociedade Baiana de Otorrinolaringologia.
Marcos Juncal, diretor da Sociedade Baiana de Otorrinolaringologia.
Marcos Juncal, diretor da Sociedade Baiana de Otorrinolaringologia.

A vida moderna faz com que cada vez mais pessoas negligenciem a saúde, uma triste realidade. No dia a dia, é comum a utilização da voz e a exposição dos ouvidos a ruídos contínuos e com volume de som maior. “Precisamos aprender a prevenir os males da audição e da voz”, alerta Marcos Juncal, Diretor Científico da Sociedade Baiana de Otorrinolaringologia.

Estádios, casas noturnas e shows, são os ambientes em que mais se abusa dos dois sentidos. E quanto mais tempo essas funções são esquecidas, o risco de comprometimento delas aumenta. De acordo com especialistas a segunda maior causa de perda auditiva é a exposição ao barulho. “Quando o ruído é muito alto, ele começa a matar as terminações nervosas do ouvido”, declara o médico.

Segundo Juncal, vários fatores contribuem para o desenvolvimento de distúrbios na voz, entre eles o consumo de álcool e cigarro. “O fumo traz muitos prejuízos para o trato vocal, pois a fumaça quente ingerida agride todo o sistema respiratório, principalmente as pregas vocais”, afirma.

O especialista alerta também sobre os prejuízos causados pelo consumo de bebidas. “A ingestão de álcool causa irritação em todo trato vocal. Bebidas alcoólicas diminuem a sensibilidade e mascarando os abusos vocais. Passado então seu efeito, o indivíduo poderá apresentar ardor, queimação, voz rouca e fraca, prejudicando o desempenho vocal”, declara.

Saúde auditiva

Mas os habitantes de grandes cidades devem estar atentos também para disfunções na audição. “Temos uma rotina muito barulhenta. Os sons em uma cidade como Salvador ultrapassam os 90 decibéis, o limite de volume para manter a audição sadia. E quanto mais barulho, menos tempo de exposição é recomendado.”, alerta o otorrinolaringologista.

O cotidiano urbano é repleto de casos nocivos aos ouvidos. Trânsito intenso, baladas, academias e até a rotina dentro de casa pode ser prejudicial. “Costumamos ligar vários aparelhos ao mesmo tempo, como liquidificador e máquina de lavar roupa, por exemplo”, considera o médico.

Segundo Marcos Juncal, os ruídos mais altos alteram a vascularização da orelha e a falta de oxigênio causa a morte das células auditivas, um processo que é muitas vezes irreversível. As alterações bruscas de temperatura também podem causar disfunções.

Prevenção

Marcos Juncal fala sobre algumas medidas que ajudam a preservar a saúde auditiva e também vocal. Para a voz, as dicas são as seguintes: Beber líquidos, evitar fumar e excesso de bebidas alcoólicas. Se quiser manter a audição pelo máximo de tempo possível, o médico alerta: “evite a exposição prolongada ou frequente em ambientes com alto nível de volume de som”, finaliza.

O especialista

Dr. Marcos Juncal é mestre em Otorrinolaringologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), é membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial. É coordenador do programa de implantes auditivos do Hospital Santa Izabel e da Otorrinoclin. Além disso, Dr. Juncal é o pioneiro em implantes Baha no Norte e Nordeste e Diretor Científico da Sociedade Baiana de Otorrinolaringologia.

Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 108880 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]