O tapetão do Fluminense, a famigerada UNIMED e seu parceiro STJD

O Fluminense e seu tapetão voador
O Fluminense e seu tapetão voador
O Fluminense e seu tapetão voador

Devido aos últimos acontecimentos ocorridos no “tapetão do Fluminense do Rio de Janeiro e do STJD” – Superior Tribunal de Justiça DISTORCIDA do Futebol – provocados com o único objetivo de, mais uma vez, assegurar uma vaga na primeira divisão para o “PÓ de arroz”, coisa que ele não conseguiu nos gramados, chegamos a triste conclusão de que o principal câncer do futebol brasileiro são os atuais dirigentes, que antigamente roubavam a prazo e atualmente roubam a vista e mancomunados com os patrocinadores de caráter ínfimo . Fazem tudo por uma corrupçãozinha e nós, torcedores apaixonados ficamos – parafraseando o Profeta Raul Seixas – “com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando o próximo Tapetão chegar”.

Na realidade nós, torcedores, estamos em ultimo plano mesmo sabendo-se que somos o grande motivador do sucesso deste esporte e de todos os outros que se pratica neste país, porque sem o torcedor – seja de arquibancada ou de TV – nada aconteceria. Rasga-se a constituição, os direitos do torcedor não são respeitados – aliás, neste país o povo nunca é respeitado – e, mesmo assim, podemos dizer que a Copa do Mundo de 2014 vai ser um sucesso, mesmo sabendo que não temos condições de sediar coisa nenhuma, mas, enfim, vai dar tudo certo porque o “tricolor da UNIMED” não pode disputa-la.

Felizmente parece que a justiça será feita, devolvendo os quatro pontos do Flamengo e Portuguesa, retornando o Fluminense para a segunda divisão, seu lugar por direitos adquiridos nos gramados, lugar este de onde não deveria ter saído desde aquele episódio da Copa João Havelange, quando foi succionado da terceirona para a primeira em parceria com o Bahia – esta foi mais uma dos cartolas brasileiros.

Se for necessário, da mesma forma que durante a Copa das Confederações se protestou pelos aumentos abusivos do preço das passagens dos ônibus coletivos e do Ensino Público deficiente, o torcedor brasileiro pode usar este artifício para protestar dando um NÃO à corrupção no futebol brasileiro; aos cartolas corruptos e aos patrocinadores – como faz a UNIMED – que a qualquer custo, quer seu clube em lugar de destaque e ao cinismo do STJD que se já não tinha credibilidade junto à opinião pública, piorou.

Podemos também fazer greves não comparecendo aos jogos, mas, acho que a melhor atitude seria de cancelar os contratos de compra dos campeonatos pelas redes de TV a cabo. Estas seriam uma grande aliada nossa quando sentissem doer em seu bolso.

Só nos resta agora torcer para que a Justiça Comum realmente faça “Justiça” e as coisas voltem para seus devidos lugares de direito.

Alberto Peixoto

Sobre Alberto Peixoto 488 Artigos
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Dúvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozóide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua como incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: reyapeixoto@yahoo.com.br.