Campanha defende mais proteção para o Arquipélago dos Abrolhos, no Sul da Bahia

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Arquipélago dos Abrolhos, no sul da Bahia.
Arquipélago dos Abrolhos, no sul da Bahia.
Arquipélago dos Abrolhos, no sul da Bahia.
Arquipélago dos Abrolhos, no sul da Bahia.
Arquipélago dos Abrolhos, no sul da Bahia.
Arquipélago dos Abrolhos, no sul da Bahia.
Arquipélago dos Abrolhos, no sul da Bahia.
Arquipélago dos Abrolhos, no sul da Bahia.

Lançada esta semana pela Aliança para a Conservação Marinha, a campanha “Adote Abrolhos – É do Brasil. É do mundo. É nosso”, quer chamar a atenção da sociedade para a importância de se proteger a região do Banco dos Abrolhos, que se estende por 95 quilômetros quadrados desde o sul da Bahia ao norte do Espírito Santo. A entidade promotora é uma parceria entre as organizações não governamentais (ONGs) Conservação Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica.

A bióloga Leandra Gonçalves, consultora da SOS Mata Atlântica, esclareceu na quinta-feira (23/01/2014), que o objetivo é “exigir do governo brasileiro e dos governos estaduais  ações imediatas para garantir a proteção desse ecossistema”.

Como a campanha é voltada para a mobilização online, acaba atingindo, de modo especial, o público jovem, que tem facilidade no uso  dessas ferramentas, mas Leandra ressaltou que a iniciativa se destina a toda a população e aos  visitantes estrangeiros interessados em ecossistemas marinhos.  “É para o público que  já visitou Abrolhos e para quem tem interesse em visitar e proteger a região”. Atrizes como Camila Pitanga e Maitê Proença, e atletas como o velejador Lars Grael, apoiam a campanha.

Embora seja uma região importante para o turismo e o meio ambiente no Brasil, as ONG acreditam que Abrolhos necessita de uma maior divulgação. “A sensação que dá é que muitas pessoas que têm ligação com a questão marinha, entre os quais surfistas, mergulhadores, velejadores  e as próprias comunidades tradicionais e artesanais conhecem Abrolhos e reconhecem  sua importância. Mas a população em geral  ainda não reconhece essa importância”.

Leandra salientou que Abrolhos não tem importância apenas para os  estados da Bahia ou do Espírito Santo. “É uma região  importante para o equilíbrio de todo o planeta”, argumentou.

Além de ser o mais importante berçário das baleias jubarte do Atlântico Sul, Abrolhos tem as principais formações de corais da área.  O ecossistema é completado pelo sistema de manguezais da costa local, que “são berçários da vida marinha”, destacou a consultora. Leandra lembrou que Abrolhos é importante também em termos de serviços ambientais. “Ela contribui com absorção de  gás carbônico, com o equilíbrio do planeta. É realmente uma região fundamental”.

Na próxima semana, será lançado, dentro da campanha, um álbum de figurinhas virtual. A ideia é que as pessoas que já visitaram Abrolhos contribuam com fotos que tiraram da  região. Haverá ainda  um concurso cultural, cujas normas serão divulgadas posteriormente pela Aliança para a Conservação Marinha, que premiará quatro pessoas com viagens para conhecer Abrolhos. O objetivo é que os ganhadores  funcionem “como mobilizadores para atrair mais pessoas para se juntarem à campanha”.  Maiores informações podem ser obtidas no endereço www.adoteabrolhos.org.br.

Outras ONG brasileiras e internacionais participam da iniciativa, que também pretende apoiar a  criação de novas áreas marinhas protegidas, ao mesmo tempo em que combate a pesca predatória. Leandra Gonçalves destacou que as duas coisas são interdependentes. A região tem uma unidade de proteção e conservação integral, que é o próprio Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, mas as ONG consideram que ele é insuficiente para garantir a proteção necessária para a área. “Então, a gente está pedindo a ampliação  da unidade de conservação existente e criação de novas”.

Leandra observou que a campanha não quer demonizar a atividade pesqueira,  porque a pesca é permitida em algumas localidades da região. Cerca de 20 mil famílias de pescadores garantem o seu sustento com a pesca feita ali. Assegurou que a pesca pode ser feita em Abrolhos, desde que seja sustentável e voltada às comunidades tradicionais, em pequena escala e regulamentada. O problema detectado hoje em Abrolhos é que há uma grande quantidade de pesca irregular dentro das unidades de conservação integral, denunciou. “Isso não pode ocorrer”.

As ações de proteção exigidas dos governos federal e estaduais poderão contribuir ainda para incrementar o turismo. Atualmente, Abrolhos recebe menos de 4 mil visitantes por ano. “É pouco para uma região que tem atributos naturais tão interessantes para a indústria do turismo”.  O difícil acesso de barco, que demora entre três e quatro horas de viagem até o local, e a falta de linhas aéreas com Caravelas, município baiano mais próximo do arquipélago e localizado a cerca de 950 quilômetros de Salvador, são entraves que precisam ser solucionados, indicou Leandra. Reforçou ainda que  é preciso criar um sistema de subsídios para atividades não extrativas na região.

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