Alana Marques é a primeira feirense a ingressar no Instituto Militar de Engenharia do Exército; Em entrevista exclusiva, ele revela os elementos que definiram o ingresso na carreira de Oficial das Forças Armadas

Alana Marques: "Estudava de segunda a sexta-feira, das 7 às 22 horas. Ficava no colégio o dia inteiro, tudo com muito foco. Existia um clima de companheirismo e cumplicidade, alunos que se destacavam em determinadas matérias auxiliavam os colegas nos estudos da disciplina."
Alana Marques: "Estudava de segunda a sexta-feira, das 7 às 22 horas. Ficava no colégio o dia inteiro, tudo com muito foco. Existia um clima de companheirismo e cumplicidade, alunos que se destacavam em determinadas matérias auxiliavam os colegas nos estudos da disciplina."
Alana Marques: "Estudava de segunda a sexta-feira, das 7 às 22 horas. Ficava no colégio o dia inteiro, tudo com muito foco. Existia um clima de companheirismo e cumplicidade, alunos que se destacavam em determinadas matérias auxiliavam os colegas nos estudos da disciplina."
Alana Marques: “Estudava de segunda a sexta-feira, das 7 às 22 horas. Ficava no colégio o dia inteiro, tudo com muito foco. Existia um clima de companheirismo e cumplicidade, alunos que se destacavam em determinadas matérias auxiliavam os colegas nos estudos da disciplina.”

Natural de Feira de Santana, Alana Carolina Silva Marques (18 anos) é a primeira mulher feirense a ingressar no Instituto Militar de Engenharia do Exército Brasileiro (IME). O caso de Alana é inspirador em decorrência dos elementos necessários para que ela vencesse um dos vestibulares mais concorridos do país, ingressando em uma instituição que forma profissionais habilitados a seguir carreira de engenheiros, ou preparando como futuros oficiais, possibilitando assumir um dos mais elevados postos da carreira militar, o de general do exército.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Grande Bahia, Alana Marques explica que a educação básica ocorreu em Feira de Santana, tendo realizado o estudo fundamental no colégio da Polícia Militar, por breve período migrou Rio Grande do Sul. Dando continuidade ao estudo, retornou a Feira de Santana onde concluiu a 8º série no colégio estadual Assis Chateaubriand, finalizando o ensino médio no colégio Nobre.

Mas essa base educacional não foi suficiente para o objetivo que ela traçou, ingressar em uma das duas mais concorridas instituições de engenharia do país, o IME ou o ITA (Instituto Técnico de Aeronáutica). Sobre esse aspecto Alana revela o segredo: apoio da família, pesquisa sobre a melhor instituição preparatória para superar o vestibular, e rotina de estudos, com jornada diária das 7 às 22 horas.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia – O que lhe motivou a ingressar no IME?

Alana Carolina – Eu sabia que eu queria engenharia, mas as instituições locais não iriam me dar o que eu desejaria, e com o IME eu conseguiria. Porque ele abre muitas portas, pelo nome e reconhecimento que a instituição tem, proporciona excelentes oportunidades de emprego, e também posso alcançar outra áreas, não apenas da engenharia.

JGB – Você poderia nos afalar um pouco das dificuldades para ingressar no IME, e qual o nível de concorrência encontrado?

Alana Carolina – Realmente é muito complicado, devido ao nível das pessoas que concorrem, você acaba disputando com medalhista de olimpíadas. Eu tentei passar no vestibular por duas vezes. Eu tive que estudar muito devido ao nível de dificuldade, e durante dois anos, por cerca de 12 a 14 horas por dia. Passei na segunda tentativa. A primeira fase do vestibular é eliminatório com prova objetiva, e a segunda fase é uma prova dissertativa.

Jornal Grande Bahia – Quantas pessoas ingressaram no IME, e quantos se inscreveram para o vestibular?

Alana Carolina – Cerca de 97 pessoas, contando com o cadastro reserva. Inscritos, que concorreram, foram cerca de 5. 600 pessoas.

Jornal Grande Bahia – Você teria informações sobre quantos baianos ingressaram no IME?

Alana Carolina – Exatamente não tenho, mas sei que sou a primeira mulher feirense a ingressar, e que são poucos as pessoas da Bahia que ingressam a cada ano, entra um ou dois. Em 2012 ingressou um feirense.

JGB – O IME possibilita que siga a carreira de oficial do exército. Que opção você fez quando ingressou na instituição?

Alana Carolina – Ingressei na opção para me formar como militar, e por conta disso tenho que ficar no mínimo cinco anos no exército após me formar. Mas, quando concluir os estudos posso pagar um valor estipulado pela instituição e seguir carreira civil?

Jornal Grande Bahia – O IME é instituição pública, mas existe algum custo mensal?

Alana Carolina – Não, nenhum custo. Eu que sou remunerada para estudar, além de ter direito a alojamento.

Jornal Grande Bahia – Essa sua experiência é muito singular, de ingressar numa instituição de educação que é reconhecida internacionalmente. Que conselho você daria para os jovens, ou para as pessoas que se interessam em estudar para ingressar nesta instituição em particular?

Alana Carolina – O conselho é estudar. Não tem outro. Você tem que ser uma pessoa muito dedicada porque vai enfrentar muitas dificuldades, vai dar muitas vezes vontade de desistir devido a estas dificuldades, pelo nível dos concorrentes. Mas sempre foca nas oportunidades que você vai ter no futuro, e estudar bastante é o caminho.

Jornal Grande Bahia – Você saiu diretamente do colégio Nobre, para prestar vestibular, ou você procurou um outro tipo de conhecimento entre a conclusão do ensino médio e ingresso no IME?

Alana Carolina – A escola normal não te dá o suporte que você necessita para o ingresso no IME ou no ITA, então eu fiz cursinho em Salvador, com uma turma específica. Depois fui para Fortaleza, que é muito conhecido, com número de aprovação muito alto, então passei o período preparatório em Fortaleza no colégio Farias Brito.

Jornal Grande Bahia – Como você avalia essa deficiência, de fornecer bom preparo para ingressar nessas instituições, não apenas a educação proporcionada em Feira de Santana, mas na Bahia?

Alana Carolina – Falta foco e conhecimento por parte dos estudantes, com relação ao IME e ITA. Também faltam incentivos de várias parte, é uma questão de cultura. Em fortaleza, por exemplo, o vestibular para medicina não é tão destacado como na Bahia. Existe, em Fortaleza, uma cultura educacional de valorização para ingresso no IME e no ITA.

Jornal Grande Bahia – Além de Fortaleza, quais cidades se destacam por preparar os alunos para ingresso nessas instituições?

Alana Carolina – São José dos Campos, Rio de Janeiro e Recife.

Jornal Grande Bahia – Então essa seria a formula: dedicar-se ao longo da educação básica e buscar cursos preparatórios focados no ingressos em determinadas instituições?

Alana Carolina – Exatamente, os cursos específicos tanto para o IME como para o ITA ampliam exponencialmente as possibilidades de ingresso.

Jornal Grande Bahia – Como era a sua rotina de estudos em Fortaleza?

Alana Carolina – Estudava de segunda a sexta-feira, das 7 às 22 horas. Ficava no colégio o dia inteiro, tudo com muito foco. Existia um clima de companheirismo e cumplicidade, alunos que se destacavam em determinadas matérias auxiliavam os colegas nos estudos da disciplina. Tive a oportunidade de ter colegas medalhistas internacionais em matemática. Era um ambiente que proporcionava o desenvolvimento das habilidades intelectuais.

Família Marques. André Luiz Marques Cunha Junior, Alana Carolina Silva Marques, Maria do Carmo Silva Marques e Daniel Marques Cunha. Apoio da família foi fundamental, destaca Alana.
Família Marques. André Luiz Marques Cunha Junior, Alana Carolina Silva Marques, Maria do Carmo Silva Marques e Daniel Marques Cunha. Apoio da família foi fundamental, destaca Alana.
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 110948 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]