Secretários de Agricultura do Brasil pedem reestruturação completa da defesa agropecuária no País

Durante reunião, Mônika Bergamachi foi eleita presidenta do CONSEAGRI.

Durante reunião, Mônika Bergamachi foi eleita presidenta do CONSEAGRI.

Âmbito de discussões e tomada de decisões para o setor agropecuário brasileiro, o Fórum do Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri), aconteceu nesta sexta-feira (06/12/2013), no Parque de Exposições de Salvador, durante a Fenagro.  A fragilidade das fronteiras fitossanitárias do Brasil, a rescisão dos convênios plurianuais, a eleição do novo presidente do Conseagri e a construção de um documento contendo os gargalos da agropecuária brasileira, foram alguns dos encaminhamentos debatidos no encontro.

“Nossas fronteiras estão vulneráveis à entrada de pragas como é o caso da Helicoverpa Armígera, praga que se instalou no Brasil e vem devastando as plantações. A Bahia é o maior produtor e exportador de frutas do Brasil, mas corremos o risco de perdermos essa condição se não tivermos um controle efetivo em nossas fronteiras”, alertou o secretário estadual da Agricultura e presidente do Conseagri, Eduardo Salles.

“Temos a expectativa de que diante dos problemas apontados no documento que elaboramos para ser entregue à Presidenta Dilma Rousseff, ela determine uma reestruturação completa da defesa agropecuária brasileira. A defesa é uma das áreas mais importantes dos trabalhos de responsabilidade dos estados. O agropecuarista produz, a indústria transforma e as empresas exportam, mas quem garante a qualidade e sanidade desses produtos junto às cadeias produtivas são as estruturas de defesa agropecuária, que fazem a fiscalização e as inspeções. Precisamos de uma defesa fortalecida”, ressaltou o secretário da Agricultura do Rio grande do Sul, Luiz Fernando Minardi.

O encontro também contou com a apresentação de palestras abordando as ações de desenvolvimento das energias renováveis e sobre a importância da manutenção de zonas livres no país, retratadas pelos exemplos do Rio Grande do Norte e Ceará, estados que se consolidam com áreas livres de moscas das frutas. “A manutenção da área livre tem um custo alto, mas os EUA, países do Mercosul, Ilhas Canárias, Japão e Canadá, só aceitam frutas provenientes de área livre”, enfatizou o engenheiro agrônomo, Magnos Luiz Bezerra.

Eleição 

Com maioria de votos, a secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamachi, foi eleita presidenta do Conseagri. “Essa é uma oportunidade de dar continuidade ao trabalho que estava sendo muito bem conduzido pelo secretário da Bahia, Eduardo Salles. Temos projetos para o futuro do agronegócio e para atingi-los precisamos tratar questões basilares. A única certeza é que temos terra disponível, água, gente capacitada, energia e a melhor tecnologia tropical do mundo, somos sim, capazes de ter produção com sustentabilidade”, disse.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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