Secretário da Agricultara da Bahia defende recuperação da agropecuária como forma de trazer de volta os filhos da terra

Eduardo Salles em Caatiba.
Eduardo Salles em Caatiba.
Eduardo Salles em Caatiba.
Eduardo Salles em Caatiba.

Com a economia baseada principalmente na agropecuária, o município de Caatiba, no Território de Identidade de Itapetinga, viu nos últimos anos sua população reduzir de pouco mais de 19 mil habitantes para cerca de 11 mil, em consequência do êxodo rural. Essa foi uma das questões debatidas pelo secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, com presidentes de associações e sindicato de produtores rurais, vereadores e com o Clube da Terceira Idade, buscando alternativas para fomentar a economia local e trazer de volta os filhos da terra, que se foram em busca de melhores condições de vida.

“Esta região tem água em abundância e terra fértil”, disse Salles, colocando a Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), à disposição da prefeitura para fazer o levantamento das potencialidades e implantar tanques escavados para a criação de peixes, uma das alternativas discutidas.

De acordo com Valdinei Vilarin, produtor e vereador da cidade, a região apresenta diversidade de culturas, a exemplo do cacau, café, banana da terra, mandioca, graviola, entre outras, que precisam ser melhor exploradas. Ele é um exemplo de que os filhos de Caatiba que migraram para outros centros podem retornar. “Eu fui para o Sul do País em busca de oportunidades. Estudei, fiz faculdade, e retornei para ajudar minha cidade a crescer”, disse com orgulho.

Algumas ações já estão sendo implementadas pelo governo do Estado, através da Seagri, a exemplo da implantação de um Posto Avançada (Pavan), da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), empresa ligada à Seagri; inclusão do município no Programa Leite Bahia, e a distribuição de seis mil mudas de fruteiras, para ampliar a diversificação de culturas.

Uma das demandas dos produtores é a implantação de uma pequena indústria para processar frutas, reivindicação que segundo o secretário será analisada pela Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf) da Seagri, considerando-se o potencial produtivo da região.

Salles debateu também demandas apresentadas pelo Clube da Terceira Idade, cujos associados sofrem com as ausências de filhos e maridos que foram para cidades como São Paulo em busca de melhores condições. A implantação de quintais produtivos para cultivo de flores e frutos foi uma das possibilidades pensadas, como terapia ocupacional e geração de renda.

Consequências do êxodo rural

O secretário lembrou as manifestações que sacudiram o Brasil em junho deste ano, afirmando que “foram movimentos democráticos e apartidários, em que a população pedia mais segurança, saúde, educação e mobilidade urbana, dentre outras reivindicações, questões que eu entendo como uma dor cabeça, mas que não são as causas dessa dor”.

Como ele destacou em artigo publicado à época, toda problemática levantada durante os protestos tem suas causas no êxodo rural, responsável pelo inchaço nas grandes cidades. “Nós precisamos, e isso é prioridade do governo Wagner, criar melhores condições para o homem do campo permanecer em sua terra com dignidade e perspectivas de um futuro melhor para seus filhos e netos”.

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