Geddel Vieira Lima declara: “eu não descarto a possibilidade de o PMDB não conseguir aprovar, no âmbito nacional, essa coligação com o PT”. Confira entrevista

Geddel Vieira Lima: "temos conversado muito com o PCdoB, PPN, PPS, os partidos que compõem a base do prefeito de Salvador ACM Neto, e do prefeito de Feira de Santana José Ronaldo. Temos a certeza de que vamos apresentar a Bahia um conjunto de ideias alternativas com vista para todo o estado, não vai ser um projeto contra o PT, mas a favor da Bahia.".
Geddel Vieira Lima: "temos conversado muito com o PCdoB, PPN, PPS, os partidos que compõem a base do prefeito de Salvador ACM Neto, e do prefeito de Feira de Santana José Ronaldo. Temos a certeza de que vamos apresentar a Bahia um conjunto de ideias alternativas com vista para todo o estado, não vai ser um projeto contra o PT, mas a favor da Bahia.".
Geddel Vieira Lima: "temos conversado muito com o PCdoB, PPN, PPS, os partidos que compõem a base do prefeito de Salvador ACM Neto, e do prefeito de Feira de Santana José Ronaldo. Temos a certeza de que vamos apresentar a Bahia um conjunto de ideias alternativas com vista para todo o estado, não vai ser um projeto contra o PT, mas a favor da Bahia.".
Geddel Vieira Lima: “temos conversado muito com o PCdoB, PPN, PPS, os partidos que compõem a base do prefeito de Salvador ACM Neto, e do prefeito de Feira de Santana José Ronaldo. Temos a certeza de que vamos apresentar a Bahia um conjunto de ideias alternativas com vista para todo o estado, não vai ser um projeto contra o PT, mas a favor da Bahia.”.
Geddel Vieira Lima: "Portanto a aliança é complexa, a aliança é difícil e é uma aliança que sobre tudo não tem sido bem administrada pela presidenta Dilma Rousseff.".
Geddel Vieira Lima: “Portanto a aliança é complexa, a aliança é difícil e é uma aliança que sobre tudo não tem sido bem administrada pela presidenta Dilma Rousseff.”.
Geddel Vieira Lima é entrevistado por Carlos Augusto.
Geddel Vieira Lima é entrevistado por Carlos Augusto.

O presidente estadual do PMDB da Bahia, Geddel Vieira Lima, é pré-candidato ao governo da Bahia. Com assento no conselho da executiva nacional do partido, Geddel faz ponderações a aliança PT/PMDB e diz que o rompimento entre as legendas no âmbito nacional não está descartado. Em entrevista exclusiva ao Jornal Grande Bahia, ele critica a presidenta Dilma Rousseff pela falta de engajamento político, ao mesmo tempo em que tece elogios as administrações dos Democratas em Salvador e Feira de Santana.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia – 2014 é um ano de eleição e o PMDB possivelmente indicará o candidato a vice-presidente na composição nacional com o PT. Como você analisa a disputa nacional?

Geddel Vieira Lima – Não está ainda definido que um membro do partido seja indicado a vice. O partido quando abre mão de ter uma candidatura nacional, o PMDB infelizmente abriu, ele fica sujeito as forças regionais. Existem problemas de composição na aliança PMDB/PT na Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Rio de Janeiro, e se não houver entendimento, e eu acho difícil que haja, eu não descarto a possibilidade de o PMDB não conseguir aprovar, no âmbito nacional, essa coligação com o PT.

JGB – E com relação aos estados, aonde o senhor acredita que haja um maior atrito entre PT e PMDB?

Geddel Vieira Lima – Eu acabei de citar alguns, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, e o Rio de Janeiro agora você vê que se avoluma os problemas. Portanto a aliança é complexa, a aliança é difícil e é uma aliança que sobre tudo não tem sido bem administrada pela presidenta Dilma Rousseff. Que diferentemente do presidente Lula, não tem o gosto pela política e não compreende ainda que os partidos representam seguimentos diferentes na sociedade, no público representa universos diversos, o que acabou dificultando essa relação. Mas é um assunto que eu vou ter que aguardar um pouco mais para fazer uma análise definitiva em função do que vai ocorre nos estados.

JGB – Com relação ao cenário baiano, como o partido se posiciona nesse processo para 2014 e como analisa a atual conjuntura?

Geddel Vieira Lima – O partido tem uma candidatura, e está buscando o apoio a está candidatura. Estou muito otimista em receber o apoio do Democratas, com o prefeito José Ronaldo, com ACM Neto, com Aleluia, e temos também conversado muito com o PCdoB, PPN, PPS, os partidos que compõem a base do prefeito de Salvador ACM Neto, e do prefeito de Feira de Santana José Ronaldo. Temos a certeza de que vamos apresentar a Bahia um conjunto de ideias alternativas com vista para todo o estado, não vai ser um projeto contra o PT, mas a favor da Bahia.

Que nós temos a consciência que se Lula fez avançar muito as coisas no Brasil, na Bahia as coisas não aconteceram como deveria acontecer. Foram geradas uma série de expectativas, eu me lembro que o discurso era o amigo de Lula, amigo de Dilma e por isso vou resolver tudo, e não resolveram. Se continua tendo graves problemas na segurança pública, na saúde, para manter a qualidade da educação, quando se compara com outros estado, está lá em baixo nos testes de qualidade. Não houve uma política definitiva para o semiárido na Bahia. Não se interiorizou o desenvolvimento.

Existe uma série de questões que eu tenho certeza, é possível realizar. Que se você pega esse boi na unha, se você age com responsabilidade sem medo de crítica, sem medo de tomar decisão, seja quem for o governante federal, será possível realizar, e semelhante ao que vem acontecendo em Salvador, Zé Ronaldo vem mostrando em Feira de Santana.

JGB – Um artigo recente escrito pelo senhor teve repercussão no New York Times. Como avalia essas questões, que são críticas com relação à Bahia?

Geddel Vieira Lima – Eu escrevo e falo aquilo que sinto e que sei que as pessoas sentem. Eu escrevi sobre a questão da segurança pública, os números são absolutamente respondíveis, no ano passado se matou na Bahia 5.700 pessoas, mais do que na Colômbia com o narcotráfico. Nos dois último ano foram 11 mil assassinatos, mais do que a guerra do Afeganistão. No ano, estão sendo roubados 30 carros por dia. O número de estupros aumentou assustadoramente. A explosão de caixa de banco virou uma brincadeira, as pessoas se sentem inseguras. O governo falseia a verdade nas suas propagandas, se investiu em inteligência policial menos do que se investiu em propagandas, então os créditos não são meus, são do mapa da violência.

Eu escrevi sobre isso, e apontei caminhos, apontei soluções, e durante a campanha nós vamos debater e mostrara a você que me lê nesse momento que é possível implantar políticas públicas que reduzam os indicadores, como fez Pernambuco e outros estados. E acima de tudo que é possível se ter outra atitude em relação a questão da segurança pública. Eu fico realmente satisfeito quando vejo as nossas reivindicações terem repercussão porque chama as pessoas para uma reflexão.

JGB – Como avalia o andamento das obras de Transposição do Rio São Francisco?

Geddel Vieira Lima – Eu não sei, eu não fui mais lá, eu desencarnei. Eu cumpro o meu papel, a minha missão, e olho para o futuro. Quando eu deixei o Ministério da Integração estavam com 10 mil trabalhadores na obra, estava tudo andando, elogiado pelo Tribunal de Contas da União, elogiado pelo ex-presidente Lula, tinha até trabalho noturno na obra. Depois tive notícias que alguns problemas surgiram, tiveram paralizações, mas soube que agora retornaram num ritmo acelerado.

Deu muito trabalho para tirar aquela obra do papel. Eu consegui, isto é de grande importância para o semiárido nordestino e espero que avance. Eu não teria condições de lhe dá um informação mais detalhada por que eu não voltei lá, eu deixei de ser ministro e isso já faz quatro anos. Dei minha contribuição e tenho a minha consciência tranquila de que fiz bem.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9162 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).