Feira de Santana: localizada na Rua Santiago, construção da escola Lírio dos Vales é defendida pela direção da empresa

Construção da Escola Lírio dos Vales, na Rua Santiago, em Feira de Santana.
Construção da Escola Lírio dos Vales, na Rua Santiago, em Feira de Santana.
Construção da Escola Lírio dos Vales, na Rua Santiago, em Feira de Santana.
Construção da Escola Lírio dos Vales, na Rua Santiago, em Feira de Santana.
A Rua Santiago é de largura estreita, e a maior parte das edificações é do tipo residência térrea.
A Rua Santiago é de largura estreita, e a maior parte das edificações é do tipo residência térrea.
Abaixo-assinado de moradores da Rua Santiago.
Abaixo-assinado dos moradores da Rua Santiago.

A construção da escola Lírio dos Vales, na Rua Santiago, em Feira de Santana, ensejou grave conflito entre os moradores e a direção da Escola. O Jornal Grande Bahia publicou três matérias sobre o assunto, e na sequência, manteve contato com Rita Rebouças, arquiteta responsável pelo projeto da obra. Ele repassou os contatos da direção da empresa, e justificou a impossibilidade de conceder entrevista pois está afastada das funções em decorrência de problemas de saúde.

Em contato com a Empreendimentos Educacionais Borges Lima LTDA, nome comercial da escola Lírio dos Vales, foi realizada entrevista com o empresário Thales Borges Rodrigues Lima, diretor da empresa. Oportunidade em que defende a construção da escola, afirmando que detém toda documentação necessária ao prosseguimento da obra.

“Nós temos fiscalização do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) com todas as ART’s (guias de autorização) e nunca tivemos nenhum problema com nossa construção. Toda documentação exigida pela prefeitura foi entregue. O que acontece é que os vizinhos, desde 2011, entraram com uma ação de ‘nunciação de obra nova’, porque eles não queriam a obra da escola. Só que há dois meses teve uma decisão do Tribunal de Justiça da Bahia que nos autorizou a realização da obra.”, afirma Thales.

Com a cópia da decisão do tribunal em mãos, o empresário segue destacando que a sentença foi favorável a empresa, explicando “eles fizeram a denúncia e deram entrada a uma ação na Justiça, mas nós já temos uma decisão favorável para nossa construção.”.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia – O que você tem a dizer com relação a arquiteta que assina a obra ser funcionária pública municipal?

Thales Lima – Com relação a nossa arquiteta, ela trabalha na cidade para inúmeros empreendimentos. A contratação dela foi por competência mesmo.

JGB – Como você avalia o fato da comunidade se sentir incomodada com a construção de um empreendimento comercial em área residencial?

Thales Lima – Eu acredito que quem deva definir isso seja a prefeitura, e ela já os deu o alvará.

JGB – Antes de vocês começaram a construção, não deveriam ter realizado uma análise de campo? Por se tratar de uma rua que possui apenas trinta residências, e a implantação de um colégio no local possivelmente trará incomodo para a comunidade?

Thales Lima – Eu acredito que o colégio venha trazer muito mais benefícios do que malefícios, não só para o bairro, mas também para a cidade. Mais uma vez eu afirmo que essa é uma responsabilidade da prefeitura, por isso, que é solicitado um alvará antes do funcionamento.

Se a prefeitura autorizou o empreendimento naquele local a gente não tem que realizar estudo nenhum. Até mesmos porque não tem nenhuma lei que peça para o proprietário fazer uma análise.

Os vizinhos estavam cobrando um estudo de impacto e vizinhança de nossa parte. Porém quem tem que fazer esse estudo é a prefeitura, e se ela os deu o alvará nós temos a permissão para construir.

JGB – Em algum momento os moradores da rua entraram em contato com vocês para expor o que eles pensavam e ouvir vocês?

Thales Lima – Não. Os moradores fizeram um abaixo assinado que até hoje ninguém nunca viu esse documento para ver quantas assinaturas tinham. Eles falaram que era unanimidade da rua, mas em conversas com os outros moradores, vários deles afirmam que não são contra a construção.

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*A entrevista foi concedida com exclusividade ao Jornal Grande Bahia no dia 28 de outubro de 2013.

**Reportagem: Nayara Nayllane | Edição: Carlos Augusto

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