Deputado João Carlos Bacelar diz que política de segurança exclui população negra na Bahia

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João Carlos Bacelar: “Não há uma política de combate a esse verdadeiro genocídio da comunidade negra. Onde estão as políticas de reparação? Não se vê uma única ação para conter esses crimes dos jovens negros."
João Carlos Bacelar: “Não há uma política de combate a esse verdadeiro genocídio da comunidade negra. Onde estão as políticas de reparação? Não se vê uma única ação para conter esses crimes dos jovens negros."
João Carlos Bacelar: “Não há uma política de combate a esse verdadeiro genocídio da comunidade negra. Onde estão as políticas de reparação? Não se vê uma única ação para conter esses crimes dos jovens negros."
João Carlos Bacelar: “Não há uma política de combate a esse verdadeiro genocídio da comunidade negra. Onde estão as políticas de reparação? Não se vê uma única ação para conter esses crimes dos jovens negros.”

O deputado estadual João Carlos Bacelar (PTN) afirmou hoje que a política de Segurança Pública do governo baiano exclui totalmente a comunidade negra que é vítima de um verdadeiro genocídio no Estado. As provas estão no Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) do Ministério da Justiça, em que revela que somente na Região Metropolitana, dos quase 4800 jovens assassinados, 4.659 eram negos, contra 187 mortes de jovens brancos.

“Não há uma política de combate a esse verdadeiro genocídio da comunidade negra. Onde estão as políticas de reparação? Não se vê uma única ação para conter esses crimes dos jovens negros. A crescente violência contra jovens negros nas periferias é a manifestação mais forte da desigualdade no Brasil e, em especial, na Bahia”, protestou Bacelar.

Bacelar lembra que o anuário revela a falência total da política de segurança pública do governo da Bahia e mostra um estado cada vez mais violento. Em 2002, a Bahia ocupava a 23ª posição no ranking nacional da violência, em 2010, passado o primeiro mandato do governador Jaques Wagner, a Bahia já ocupava o sétimo lugar no ranking nacional da violência e , no ano passado, pulou para a quarta posição.

“Pulamos de uma taxa de 9,4 homicídios num grupo de 100 mil habitantes para 47,7 num grupo de 100 mil habitantes em dez anos. Estamos numa situação melhor apenas do que Pará, Ceará e Alagoas. O que explica a Bahia saltar, em 10 anos da 23ª posição para a quarta em números de homicídios? A falência total da política de Segurança Pública”, bradou Bacelar.

A taxa média do número de assassinatos na Região Metropolitana de Salvador, por exemplo, é uma das mais altas do mundo. Enquanto a média brasileira é de 9,4, a RMS chega a números estratosféricos de 26,6. “É a maior número índice do país e a grande maioria das vítimas é de jovens negros. É um verdadeiro genocídio da juventude negra que sofre sem política públicas que seja de reparação, de segurança pública ou de outros segmentos. O governo precisa sentar com a Oposição e discutir esse crime cometido contra a juventude negra em nosso Estado e tratar de políticas públicas eficientes e positivas que venham reverter esse quadro dantesco, que se assemelha a uma guerra”, concluiu Bacelar.

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