Operação Miqueias | Deputado federal Fernando Torres promete coletiva para explicar investigação da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro e desvios de recursos

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Deputado federal Fernando Torres é investigado pela PF por possível envolvimento na Operação Miqueias. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Deputado federal Fernando Torres é investigado pela PF por possível envolvimento na Operação Miqueias. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Deputado federal Fernando Torres é investigado pela PF por possível envolvimento na Operação Miqueias. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Deputado federal Fernando Torres é investigado pela PF por possível envolvimento na Operação Miqueias. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Jornal Folha de São Paulo publica matéria com o título ‘Polícia Federal pede investigação contra dois deputados’.
Jornal Folha de São Paulo publica matéria com o título ‘Polícia Federal pede investigação contra dois deputados’.

Matéria publicada hoje (08/10/2013) pelo Jornal Folha de São Paulo, com o título ‘Polícia Federal pede investigação contra dois deputados’, revelou que deputados federais são alvos de investigação da Polícia Federal (PF), e que possivelmente estariam envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro, e desvio de recursos de fundos de pensão. A PF requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para abertura de inquérito, por suspeitar que os dois deputados federais, Taumaturgo Lima (PT-AC) e Fernando Dantas Torres (PSD-BA), usaram notas fiscais de empresas investigadas por envolvimento em esquema de corrupção.

Os nomes dos deputados Taumaturgo Lima (PT-AC) e Fernando Torres (PSD-BA) apareceram em documentos da investigação que tramitava no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e apurava o uso de empresas para lavar dinheiro. Na semana passada, parte da investigação sobre os fundos de pensão já havia sido remetida ao STF pela Justiça Federal porque outros três deputados federais foram flagrados em conversas com o doleiro Fayed Traboulsi, acusado de ser um dos chefes da quadrilha que movimentou R$ 300 milhões em 18 meses.

Segundo investigações da polícia e do Ministério Público do DF, os dois deputados usaram notas da MC Incorporação e da Gold Incorporação e Consultoria para justificar o gasto da verba de gabinete e pedir reembolso à Câmara. Taumaturgo pediu ressarcimento de ao menos R$ 77 mil, e Torres, de R$ 14 mil. As duas empresas aparecem entre as usadas para lavar dinheiro do esquema.

Segundo a reportagem publicada pela jornalista Fernanda Odilla, o jornal não localizou Torres para falar sobre o caso. Taumaturgo Lima confirma que contratou as duas empresas, mas diz que o serviço foi prestado e que ele desconhecia a participação delas em qualquer irregularidade.

“Até onde eu sei, não estou sendo investigado. Contratei a MC para elaborar e fazer a manutenção do meu site e aluguei dois carros com a outra empresa em 2011. Não fiquei satisfeito e não as contratei mais”, afirmou Lima.

Ontem, o juiz Evandro Neiva, da 8ª Vara Criminal de Brasília, revogou a prisão de Fayed e de outros quatro suspeitos que estavam presos desde 19 de setembro, quando a Operação Miqueias, da PF, foi deflagrada.

Além de Fayed, foram soltos o policial civil aposentado Marcelo Toledo e a delegada Sandra Maria da Silveira, denunciados por corrupção, além de Carlos Marzola e Flávio Júnior, ambos suspeitos de comandar a abertura das firmas fantasmas e das contas bancárias.

Assim como o colega da Justiça Federal, Evandro Neiva também enviou toda a apuração ao STF por entender que não cabe a ele decidir se os dois deputados serão investigados.

Coletiva

A assessoria do deputado Fernando Torres informou que ele regressa de Brasília com objetivo de prestar entrevista coletiva sobre o assunto. A coletiva está marcada para amanhã (09/10), às 07 horas, no escritório político, situado na Rua Brigadeiro Eduardo Gomes, nº 179, Bairro Centro, Feira de Santana (Ao lado do Banco do Nordeste da Av. Maria Quitéria).

Pessoas próximas do deputado afirmaram que o Torres pretende usar os mesmo argumentos do colega. Ou seja, que ocorreu uma atividade contratada pela empresa, mas assim que Torres soube do possível envolvimento da empresa em outras atividades, descontinuou o serviço.

Carreira

Torres é natural de Feira de Santana e iniciou a carreira como vereador, sendo eleito, na sequência, como deputado estadual e federal. Eleito pelo Democratas em 2010, Torres migrou de partido, e atualmente configura nos quadros do PSD.

Operação Miqueias

Lançada pela Polícia Federal em 19 de setembro de 2013 no Distrito Federal, a Operação Miqueias objetivou desarticular duas organizações criminosas com atuações distintas: uma de lavagem de dinheiro e outra de má gestão de recursos de entidades previdenciárias públicas. Foram realizadas 20 prisões.

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