Lula diz que falta “vontade política e vergonha” dos países para combater trabalho infantil

Lula: "Pude constatar até que ponto a fome pode degradar o ser humano. Para quem come todo dia isso não tem a menor importância. Há certamente outras razões para o trabalho infantil, como estruturas econômicas, tradição e situação política, mas a miséria e a fome são determinantes."
Lula: "Pude constatar até que ponto a fome pode degradar o ser humano. Para quem come todo dia isso não tem a menor importância. Há certamente outras razões para o trabalho infantil, como estruturas econômicas, tradição e situação política, mas a miséria e a fome são determinantes."
Lula: "Pude constatar até que ponto a fome pode degradar o ser humano. Para quem come todo dia isso não tem a menor importância. Há certamente outras razões para o trabalho infantil, como estruturas econômicas, tradição e situação política, mas a miséria e a fome são determinantes."
Lula: “Pude constatar até que ponto a fome pode degradar o ser humano. Para quem come todo dia isso não tem a menor importância. Há certamente outras razões para o trabalho infantil, como estruturas econômicas, tradição e situação política, mas a miséria e a fome são determinantes.”

Ao participar hoje (10/10/2013) do encerramento da 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que falta “vontade política e vergonha” dos países para acabarem com o trabalho infantil. Para Lula, a pobreza e a desigualdade são as principais causas para o uso da mão de obra de crianças e adolescentes e enfatizou a importância do desenvolvimento para o combate.

“Pude constatar até que ponto a fome pode degradar o ser humano. Para quem come todo dia isso não tem a menor importância. Há certamente outras razões para o trabalho infantil, como estruturas econômicas, tradição e situação política, mas a miséria e a fome são determinantes. A primeira tarefa para acelerar o combate ao trabalho infantil nas suas piores formas é coordenar a distribuição de renda nas regiões mais pobres do planeta. Não falta recurso, mas vontade política e vergonha para enfrentarmos esse problema no mundo”, disse.

Ele acrescentou que nos últimos anos “nunca se dedicou tanto tempo nem se aplicou tanto dinheiro para combater essa praga [trabalho infantil]” no Brasil. Lula criticou a imprensa por não ter dedicado tanto espaço à conferência. “Um evento dessa magnitude, com os resultados extraordinários que vários países alcançaram, que o Brasil alcançou, recebeu menos atenção do que o assunto mais banal do noticiário brasileiro. É uma pena que assuntos sérios não sejam tratados com seriedade”, disse.

Ao longo da conferência, foram discutidas questões como transferência de renda, educação, políticas sociais e cooperação internacional na área. Participaram mais de 1,3 mil delegados de 153 países, entre os quais 37 ministros de Estado.

Na abertura do evento, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, pediu que a educação fosse reforçada para que se combata o uso de mão de obra de crianças e adolescentes. A presidenta Dilma Rousseff pediu o compromisso das nações para a erradicação do trabalho infantil. Ainda hoje, a OIT apresentará a campanha Cartão Vermelho para o Trabalho Infantil, com peças publicitárias que serão elaboradas para a sensibilização sobre a situação de milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo.

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