Feira de Santana: Moradores do Loteamento Parque Lagoa do Subaé revelam que doenças são transmitidas em períodos de chuvas

Marcondes Santos Ramos revela que ele próprio adquiriu verminose oriunda da lagoa.
Marcondes Santos Ramos revela que ele próprio adquiriu verminose oriunda da lagoa.

Moradores do Loteamento Parque Lagoa do Subaé, empreendimento implantado entre duas das mais importantes lagoas de Feira de Santana, Subaé e Salgada, revelam as dificuldades em residir em um loteamento com graves deficiências em infraestrutura, a exemplo da falta de redes de água, esgoto, drenagem e elétrica.

Segundo Antônio Máximo Ribeiro Profético o loteamento foi erguido pela João Falcão Urbanizadora. Profético afirma que moradores do loteamento têm aterrado a lagoa, e faz a seguinte observação: “jogam tanta imundice, mas isso aqui devia ser era preservado.”.

Marcondes Santos Ramos relata as deficiências do loteamento como a falta de ‘posto de saúde, escolas, coleta de lixo e pavimentação das ruas. O morador ainda denuncia que quando chove ocorrem graves problemas, destacando o fato de crianças contraírem vermes. Marcondes revela que ele próprio adquiriu “verminose vinda da lagoa”.

Histórico

O Loteamento Parque Lagoa do Subaé foi erguido há cerca de 30 anos. Recentemente o consórcio formado pela Moradda Empreendimentos, empresa dirigida por Everton Cerqueira; e a João Falcão Urbanizadora, dirigida por Wilson Falcão, formaram o consórcio Moradda/Falcão e retomaram as vendas de lotes.

Antônio Máximo Ribeiro Profético gostaria que a lagoa fosse preservada, e destaca que os próprios moradores aterram as lagoas.

Antônio Máximo Ribeiro Profético gostaria que a lagoa fosse preservada, e destaca que os próprios moradores aterram as lagoas.

Condições sanitárias do Loteamento Parque Lagoa do Subaé são degradantes.
Condições sanitárias do Loteamento Parque Lagoa do Subaé são degradantes.
Terra batida é vendida como via urbana pelo consórcio Moradda/Falcão. Falta de infraestrutura colocam moradores em situação de risco de morte.
Terra batida é vendida como via urbana pelo consórcio Moradda/Falcão. Falta de infraestrutura colocam moradores em situação de risco de morte.
Implantação de nova etapa às margens da lagoa do Subaé traz nova degradação à área.
Implantação de nova etapa às margens da lagoa do Subaé traz nova degradação à área.
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Sobre Carlos Augusto 9605 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).