Comissão da Verdade | Membros da comunidade feirense são indicados para apurar fatos da Ditadura Militar

Eurelino Coelho: “a tarefa da Comissão da Verdade não é denunciar nem delatar quem quer que seja, mas ouvir e dar publicidade aos depoimentos das pessoas envolvidas”.
Eurelino Coelho: “a tarefa da Comissão da Verdade não é denunciar nem delatar quem quer que seja, mas ouvir e dar publicidade aos depoimentos das pessoas envolvidas”.
Eurelino Coelho: “a tarefa da Comissão da Verdade não é denunciar nem delatar quem quer que seja, mas ouvir e dar publicidade aos depoimentos das pessoas envolvidas”.
Eurelino Coelho: “a tarefa da Comissão da Verdade não é denunciar nem delatar quem quer que seja, mas ouvir e dar publicidade aos depoimentos das pessoas envolvidas”.

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) será representada pelo professor doutor Eurelino Coelho na Subcomissão da Verdade, que estará reunida quinta-feira (31/10/2013), em audiência pública no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, das 9 às 17h. A Comissão Estadual da Verdade vai ouvir oito depoentes, escolhidos em uma lista inicial de 50 pessoas atingidas pela ditadura militar (1984-1985) no município e região.

O professor Eurelino Coelho salienta que “a tarefa da Comissão da Verdade não é denunciar nem delatar quem quer que seja, mas ouvir e dar publicidade aos depoimentos das pessoas envolvidas”. A Comissão Estadual da Verdade foi criada pelo Governo do Estado, através do decreto 14.483, como parte da Comissão da Verdade que levanta dados em nível nacional a respeito da ditadura militar.

Pode-se afirmar que a Uefs teve membros relacionados diretamente ao período da ditadura militar, como a ex-reitora Yara Cunha (1987-1991), presa e torturada por volta de 1969. Na oportunidade era professora da então Faculdade de Educação de Feira de Santana, que antecedeu a Uefs.

Além disso, há anos a Uefs colabora para o resgate da verdade histórica sobre o período da ditadura militar. Em 2007, foi realizado o Seminário Chico Pinto, em alusão a Francisco Pinto, integrante do “Grupo Autêntico”, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Eleito prefeito de Feira de Santana em 1962, Chico Pinto foi cassado pela ditadura tanto do cargo de chefe do Executivo, como mais tarde como deputado federal, no início dos anos 1970.

A Uefs, através do Laboratório de História e Memória das Esquerdas e das Lutas Sociais (Labelu), um coletivo de pesquisadores que tem as lutas sociais como tema central de pesquisas, reúne documentos, fontes primárias e secundárias, a respeito do período da repressão. Dentre os documentos, estão cópias de originais do 35º Batalhão de Infantaria (35º BI) com depoimentos de pessoas físicas da região colhidos durante o regime militar.

Os documentos foram copilados na Unicamp pelo jornalista e diretor do sindicato da categoria, Wilson Mário, por ocasião da elaboração de projeto de pesquisa de mestrado, há cerca de quatro anos.

A Comissão Estadual da Verdade, em Feira de Santana, é coordenada por Sinval Galeão, um dos presos políticos que no ano de 1968 teve que se exilar na França, e integrada por Celso Pereira pela OAB, Hosannah Leite, representando os anistiados, monsenhor Luiz Rodrigues pela Arquidiocese de Feira de Santana, Antônio Albertino Carneiro, ex-padre, pelo Movimento de Organização Comunitária – MOC, professor Eurelino Coelho da Uefs e o pastor João Dias.

Redação do Jornal Grande Bahia
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