Na terceira edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira, com a palavra, os escritores

Conjunto do Carmo em Cachoeira, espaço onde acontece a Flica 2013. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Conjunto do Carmo em Cachoeira, espaço onde acontece a Flica 2013. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Conjunto do Carmo em Cachoeira, espaço onde acontece a Flica 2013. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Conjunto do Carmo em Cachoeira, espaço onde acontece a Flica 2013. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

Mais uma vez Cachoeira vai respirar literatura. Entre dias 23 e 27 de outubro de 2013 acontece na cidade histórica do Recôncavo Baiano, a terceira edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). O evento, que já entrou no calendário literário do Brasil, contará com nomes locais, nacionais e internacionais. Com realização da Cali – Cachoeira Literária! e Icontent/Rede Bahia, a festa será totalmente gratuita e terá ainda shows musicais, praça de alimentação e pela primeira vez uma programação totalmente voltada para o público infantil.

Assim como em 2012, um auditório climatizado com capacidade para 300 pessoas será montado no Claustro do Conjunto do Carmo, na Praça da Aclamação. Ali acontecerão mesas com temas variados que trarão nomes como os baianos Gláucia Lemos, Karina Rabinovitz, Makota Valdina e Maria Hilda Baqueiro Paraíso; autores nacionais como Cristovão Tezza, Demétrio Magnoli, Eduardo Bueno, Joca Reiners Terron, Laurentino Gomes e Luiz Felipe Pondé; e os internacionais Ewan Morrison (Escócia), Jean-Claude Kaufmann (França), Kiera Cass (EUA), Pepetela (Angola) e Sylvia Day (EUA).

Na segunda edição, em 2012, a Flica levou até Cachoeira um público estimado em 20 mil pessoas durante os cinco dias de eventos e cinco mil estiveram presentes nas mesas de debate que reuniram grandes nomes da literatura nacional e internacional como o escritor angolano José Eduardo Agualusa, o espanhol Javier Moro, Marcia Tiburi, Xico Sá, Jaime Sodré, Antônio Cícero e Sonia Rodrigues. Ao total, 23 autores estiveram presentes nas 12 mesas da festa, o que totalizou, uma média, de 24h de discussões literárias.

Em 2013, o Vice-Presidente do Conselho de Cultura da Bahia, Aurélio Schommer e o escritor Emmanuel Mirdad, da Mirdad Gestão em Cultura, são curadores do evento. “Construir a programação da Flica é um grande desafio, pois é preciso fazer melhor. O sucesso, de público e crítica, das mesas de 2011 e 2012 impõem-nos a missão de não apenas repetir tal sucesso, mas surpreender positivamente. É nosso dever e nossa obsessão, para o bem do público e de Cachoeira, palco desse encontro de gente com muito a dizer, muito a debater”, garante Schommer.

Além deles, participam da coordenação geral da Flica Marcus Ferreira, da Cali – Cachoeira Literária e a Icontent/Rede Bahia, parceiros do projeto. “A Icontent como empresa de eventos do grupo Rede Bahia, busca em um dos seus pilares, a valorização da Cultura. A terceira edição da FLICA traz grandes autores da literatura nacional e internacional para a cidade de Cachoeira, fomentando o turismo dessa cidade histórica da Bahia, tombada em 1971, pelo IPHAN e Unesco como Patrimônio da Humanidade”, revela Estácio Gonzaga, gerente executivo da Icontent. A Flica já tem Patrocínio da Oi e Coelba, através do Fazcultura, uma parceria entre a Secretaria da Fazenda e Secretaria da Cultura, Governo do Estado da Bahia, Terra de Todos Nós.

As mesas – A primeira mesa da festa literária, que ocorre no próximo dia 23, foi batizada “Enfrascar o Cotidiano”. Nela Cristovão Tezza e Fabricio Carpinejar falarão sobre texto ficcional e crônica, entre verossimilhança e caos. Tezza também apresenta o mais novo livro, “Um operário em férias”, coletânea de crônicas lançada em maio (2013). Escritor gaúcho, agraciado com diversos prêmios literários, Fabrício Carpinejar levará à mesa a experiência de quem já publicou 24 livros, oito de poesias, oito de crônicas, um de reportagem e sete infanto-juvenis.

A segunda mesa, no dia 24, é “Qualquer Um Poeta”. Nela, os baianos Elieser Cesar e Karina Rabinovitz tratam da especialidade em comum: a poesia. Elieser foi primeiro lugar do Prêmio Damário da Cruz de Poesia, instituído pela Fundação Pedro Calmon (FPC). Com a publicação “Antologia A Vida das Palavras”, recebeu o Prêmio Folha Dirigida e foi indicado pela Academia Brasileira de Letras para redações de professores sobre a importância social das palavras. Já Karina Rabinovitz trabalha experimentando e realizando interações entre poesia e artes visuais. Em 2010, recebeu o Prêmio Roquette Pinto (patrocínio da Petrobrás e apoio do Ministério da Cultura).

Na sequência do mesmo dia, debaterão Mário Magalhães e Ana Teresa Baptista na mesa “Vidas Comuns, Vidas Notáveis”. Os dois biógrafos falarão da experiência de escrever sobre personagens que fizeram história. Mário Magalhães, com mais de 20 prêmios e menções honrosas no Brasil e no exterior por seus trabalhos, escreveu a biografia do guerrilheiro Carlos Marighella (1911-69). Além de “Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo”, é coautor, com o fotógrafo Antônio Gaudério, do livro de reportagens “Viagem ao País do Futebol” (DBA-1998) e autor do livro-reportagem “O Narcotráfico” (Publifolha-2000). Já Ana Teresa conta com a experiência  de biografar ilustres baianos, como Chico Pinto, biografia que recebeu o titulo “Chico Pinto – a voz que desafiou os ditadores”, e Elsimar Coutinho,  retratado em “Elsimar Coutinho: o cientista que o mundo aplaude”.

O primeiro autor nacional a ter confirmado presença na Flica estará no terceiro debate do dia 24. Laurentino Gomes, autor do best-seller “1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”, estará junto a Eduardo Bueno na mesa “1889 – Clientes, Coronéis e a República”. Escritor, jornalista, editor e tradutor, Eduardo Bueno defende o bordão “Povo que não conhece sua História está condenado a repeti-la”. O encontro entre Eduardo Bueno, também conhecido como Peninha, autor de diversos best-sellers sobre a história nacional, e Laurentino Gomes tem como curiosidade o fato de unir numa mesma mesa os dois autores que mais venderam livros sobre História do Brasil na história do Brasil.

Na sexta-feira, dia 25, o escocês Ewan Morrison estará junto a Sérgio Rodrigues na mesa “O Não Legado da Literatura”.  Em recente ensaio para o jornal britânico The Guardian, Ewan Morrison especulou sobre as características da literatura de ficção em 2043.  A redação levanta questões sobre pirataria, democratização do acesso ao conhecimento e à cultura, os meios de produção e divulgação, os limites que o capitalismo impõe à seara literária e a interação entre cultura e tecnologia. Já Sérgio Rodrigues estreou na ficção no ano 2000, com o livro de contos “O homem que matou o escritor”. Recentemente, lançou “O drible”, sucesso imediato de crítica e público, pela Companhia das Letras. Com duas colunas muito acessadas em Veja Online, Sérgio atua como crítico literário e etimologista.

Kiera Cass, sensação do mercado editorial global, é a segunda atração internacional do dia 25 a se apresentar. Ela estará ao lado de Gláucia Lemos, autora baiana de 35 títulos de gêneros diversos. Ambas debatem “Lirismo, sonhos e imaginários” na Flica. Nascida na Carolina do Sul (EUA), autora da trilogia A Seleção, versão contemporânea e “antenada” dos contos de fadas na forma de romances, Kiera sabe lidar como poucos com o tema da mesa, que explora a presença do lirismo na prosa. Gláucia também se define, em algumas de suas obras, como escritora lírica. Entre paixões e arrebatamentos, elas falarão sobre o processo de criação literária de príncipes e princesas, donos de coroas de ouro e de lata, pois na prosa lírica do século XXI cabe um tanto de realismo.

A mesa “Entre Flores e Espartilhos” terá a presença da americana Sylvia Day e da baiana Állex Leilla. Sylvia Day é autora da trilogia “Crossfire”, com livros publicados em mais de trinta países, ocupando os primeiros lugares nas listas de vendas. Nos livros, Day mistura emoções ligadas ao amor e ao desejo, com cenas sensuais. Állex Leilla é vencedora do prêmio para autores inéditos da BRASKEM e Fundação Casa de Jorge Amado, em 1997, com seu primeiro livro de contos, “Urbanos”, e do 20° Concurso de Contos Luiz Vilela, com o texto “Felicidade não se conta”.

Na primeira mesa do sábado, dia 26, “Donos da terra? – Os neoíndios, velhos bons selvagens”, teremos Demétrio Magnoli e Maria Hilda Baqueiro Paraíso falando de história e contemporaneidade indígena, com foco na dúvida sobre a etnicidade de alguns dos que se apresentam como índios. Demétrio Magnoli é autor de diversos ensaios e obras. Seu livro “O Corpo da Pátria: imaginação geográfica e política externa no Brasil –  1808-1912” inscreve-se numa tendência de estudos recentes que tomam a formação do território como um importante eixo estruturador da história brasileira. Maria Hilda Baqueiro Paraíso é a mais respeitada autoridade em índios da Bahia. Atualmente,  pesquisa a formação territorial da Bahia no período colonial, para criação de um “Atlas Histórico da Bahia Colonial”. Entre os livros publicados, é da escritora “Caminhos ao encontro do mundo: a capitania de Ilhéus, os frutos de ouro e a Princesa do Sul – Ilhéus 1534-1940”, “História Indígena”, livro didático para Licenciatura em História e “Os Boruns do Watu”.

“A Velocidade da Contemplação Moderna” é o nome da mesa que reúne Joca Reiners Terron e Tom Correia. Terron é autor de vários livros, entre eles o premiado “Do fundo do poço se vê a lua” (2010), que conquistou o Prêmio Machado de Assis de Romance da Fundação Biblioteca Nacional. O jornalista e escritor Tom Correia lançará na Flica o livro “Ladeiras, Vielas e Farrapos”. Na obra, o autor faz um mergulho ficcional em Salvador. O debate, o segundo do sábado, 26, gira em torno do saudosismo em relação ao passado da literatura, tempos de contemplação lenta, supostamente habitado por autores amados por seus povos, cidadãos pacientes a esperar pelas revelações de seus escritores oráculos. Saudosismo estimulado pelo desconsolo com a velocidade de contemplação contemporânea, que exige mais do autor sem muitas perspectivas de louvação pela sociedade.

Carola Saavedra e Leticia Wierzchowski participam da mesa “Afetos e Ausências”. Saavedra está entre os vinte melhores jovens escritores brasileiros escolhidos pela revista Granta. É autora dos romances “Toda terça” (2007),  “Flores azuis “(2008; eleito melhor romance pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, finalista dos prêmios São Paulo de Literatura e Jabuti), e “Paisagem com dromedário” (2010, Prêmio Rachel de Queiroz na categoria jovem autor, finalista dos prêmios São Paulo de Literatura e Jabuti). Leticia Wierzchowski publicou 11 romances e novelas, uma antologia de crônicas, além de seis livros infantis e infanto-juvenis. É autora de “A casa das sete mulheres”, romance que inspirou a série homônima produzida pela Rede Globo e exibida em trinta países. Com obras publicadas no exterior, a escritora recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura, em 2012, por “Neptuno”.

O francês Jean-Caude Kaufmann fecha junto a Luiz Felipe Pondé a programação literária de sábado na mesa “As Imposições do Amor ao Indivíduo”. “Primeira manhã: Como Nasce uma História de Amor”, “A mulher só e o príncipe encantado”, “Labirinto Conjugal” e “A invenção de Si” são títulos de livros do francês, que é sociólogo e se destaca por focar o tema relacionamento. Autor de best-sellers na França, Kaufmann é diretor de pesquisa do Centre National de Recherche Scientifique – CNRS e do Centre de Recherche sur les Liens Sociaux da Universidade Paris Descartes – Paris V. Ele tem obras traduzidas para 15 idiomas. Grande nome da filosofia e da literatura nacional, Luiz Felipe Pondé é autor de obras como “O homem insuficiente: Comentários de Psicologia Pascaliana” (2001), “Conhecimento na desgraça: Ensaio da Epistemologia Pascaliana”(2004), “Crítica e profecia: filosofia da religião em Dostoiévski” (2003), “Do pensamento no deserto: Ensaio de Filosofia, Telogia e Literatura” (2009) e “O Catolicismo Hoje” (2011). Na mesa, ambos debaterão, a partir de pontos de vista opostos, sobre amor e vínculos libidinais, os sociais e os a dois.

No domingo, dia 27, se encerra a festa literária. Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, mundialmente conhecido como Pepetela, e Makota Valdina participam da mesa final: “Ndongo, Ngola, Angola, Bahia”. Pepetela é autor dos romances “Mayombe” e “A Geração da Utopia”, sendo um dos mais importantes escritores de Angola. Em 1997, conquistou o Prêmio Camões, um dos mais renomados e desejados pelos escritores da língua portuguesa, pela totalidade de sua produção. Makota é membro do Conselho de Cultura da Bahia, uma referência para as comunidades negras baianas, sendo reconhecida como mestra da sabedoria Bantu em meios intelectuais nacionais e internacionais, valorizando as especificidades da nação de candomblé Angola-Congo.

Varanda do Sesi – Um programação variada compõe a terceira edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira. A Flica também terá espaço para a música e arte. A Varanda do Sesi, que tanto sucesso faz em Salvador, no Rio Vermelho, se desloca para o casarão do Museu do IPHAN, na Praça da Aclamação em Cachoeira, repetindo o sucesso do ano anterior.

Em sua programação a Varanda traz a Sala de Som SESI, um programa de entrevistas sobre música tendo como âncora o músico Alexandre Leão, que proporcionará ao público um maior conhecimento sobre as vertentes musicais e será gravado para transmissão via web. Serão entrevistados os músicos Lazzo Matumbi e a Orquestra de Reggae Sinfônica sobre o reggae no Recôncavo; Roberto Mendes e  o grupo de samba Raízes de Acupe sobre o samba chula e a Orquestra de Pandeiros de Itapuã  e o Samba de roda de Dona Dalva sobre o ritmo do pandeiro, após as entrevistas os artistas apresentarão um pocket show.

Na sala de entrada acontecerá a exposição “Cachoeira: Memórias”, composta de 40 fotografias que narram lugares e momentos importantes de Cachoeira, desde 1792 até hoje. A curadoria é de  Jomar Lima museólogo, fotógrafo e gerente técnico da Fundação Hansen Bahia (FHB). As imagens são do acervo pessoal de Alzira Costa, Erivaldo Brito, Jomar Lima e do IBGE. É uma iniciativa da Fundação Hansen, Coordenadoria Municipal de Museologia da Secretaria de Cultura e Turismo de Cachoeira com apoio do SESI.

Fliquinha

Acreditando que o hábito de ler se adquire na infância, a Flica apresenta pela primeira vez uma programação voltada para as crianças, a Fliquinha. Todos estes dias, os pequenos poderão ver exposições, lançamentos de livros voltados para este público, oficinas diversas, teatro, bate papos e o momento para ouvir histórias. Presente em todos os dias, a Turma do Xaxado, que tem Antônio Cedraz como criador, terá um espaço reservado. Na abertura das atividades diárias, o autor de quadrinhos apresentará uma exposição guiada para as crianças. Cedraz, criou vários personagens e teve seus trabalhos publicados nos principais jornais da capital baiana e de outros estados, e revistas lançadas por editoras de todo o país. Com seus desenhos e histórias, ganhou prêmios e menções honrosas em concursos e exposições no Brasil e exterior, entre eles o troféu como destaque no 2º Encontro Nacional de Histórias em Quadrinhos, realizado em Araxá (MG), em 1989; quatro troféus HQ MIX (1999, 2001, 2002 e 2003), além de o Prêmio Ângelo Agostini de “Mestre do Quadrinho Nacional”.

 Quem também estará no evento todos os dias é a atriz Cássia Valle. Ela será a pessoa responsável para contar as historias. “Maria & Maria”, “O Menino que a Caipora Carregou” e “História de Tenengo” serão narrados pela artista, que iniciou sua carreira no Bando de Teatro Olodum. Na carreira, já são 40 espetáculos, além de participações em comerciais para televisão local e em filmas como “Jenipapo”, “Jardim das Folhas Sagradas” e “Ó Paí Ó” (este virou série de TV que também contou com a triz).

Entre os bate-papos, na quinta-feira, participa a professora e pesquisadora da UFBa, Cristina D’ávila. Neste dia, o autor Gilberto Pinto lança o livro “A Saga do Menino Callu”. Parte de uma trilogia, a publicação conta as aventuras de um menino baiano cheia de mistérios. Na noite termina com um show de Saulo com voz e violão.

Na sexta-feira, Quem também participa é Nairzinha. Cantora, compositora, assistente social e pesquisadora do folclore infantil brasileiro há 40 anos, Naizinha é idealizadora do programa Cirandando-Brasil que resgata, atualiza e devolve a cultura da brincadeira brasileira para crianças, seus pais e professores. Mabel Veloso também conversa com as crianças. Educadora,  escritora, compositora e cordelista, Mabel nasceu em Santo Amaro. Ensinou durante vinte anos em Santo Amaro e mais dez anos em Salvador. Depois, continuou trabalhando com arte-educação. Participou de encontros, seminários em colégios, sempre mostrando o livro como o bom companheiro, como o “brinquedo calado”. Contou histórias em asilos e teatros mostrando o valor da oralidade para se chegar à leitura. Publicou mais de dez livros infanto-juvenis por diversas editoras.

No sábado, participam também dos bate-papos o editor e designer, Enéas Guerra. É dele a edição de arte de vários livros do etnólogo e fotógrafo Pierre Verger, com quem divide a co-autoria de dois livros sobre lendas africanas. E a professora de ilustração, Ciça Fittipaldi, que é autora de vários livros infantis que recontam mitos de diversas culturas existentes no Brasil. Mais de 50 livros infantojuvenis  foram ilustrados poe lea, que já ganhou vários prêmios, entre eles o Jabuti de Ilustração. A noite termina com o teatrinho Alvoroço.

Atrações musicais

Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), Gêge Nagô, Saulo, Sarau do João e Armandinho são as atrações musicas da festa. A abertura da programação será com a apresentação “Uma Tarde em Veneza”, da OSBA sob a regência do maestro Carlos Prazeres. A orquestra tocará no dia 23 de outubro, às 18h, na Igreja da Ordem 1ª do Carmo, no Conjunto do Carmo.

Na quinta-feira, dia 24, às 22 horas, no Pátio do Telão, o público conta com o show de Gêge Nagô. Um coral africano que recria o estilo musical afrobarroco, que traduz os cantos e ritmos das senzalas em seus momentos de folguedo (sambas-de-roda) e também em seus momentos ritualísticos (candomblé), deixando à mostra todo sincretismo cultural religioso, revelado de maneira brilhante em suas músicas.

Na sexta, dia 25, é dia do Sarau do João, uma criação de João Américo, um dos especialistas mais respeitados e requisitados quando se trata de sonorização profissional. Apaixonado por música e por músicos, há 30 anos, João reúne artistas e platéia de todos os gêneros: poetas, cantores, compositores e instrumentistas geniais que a Bahia possui para o “Sarau do João”.

E fechando a programação, sábado, dia 26, a Flica apresenta o show em Homenagem a Dorival Caymmi, por Armandinho, às 22 horas. Aprogramação literária da Festa, com a programação das mesas e autores convidados, já está disponível no site da Flica.

Cachoeira

Instalada no coração do Recôncavo Baiano, às margens do Rio Paraguaçu, Cachoeira se destaca por suas construções coloniais, típicas do Brasil Império, e sua história. O local é uma das cidades baianas que mais preservou a sua identidade cultural e histórica com o passar dos anos. Cachoeira já hospedou nomes importantes como o Imperador D. Pedro II, em 1858, e a Princesa Isabel e o Conde d´Eu, em 1885, durante a inauguração da ponte D. Pedro II (que liga Cachoeira ao município de São Félix). O mesmo prédio onde ficaram hospedados os membros da nobreza brasileira, hoje abriga a Fundação Hansen Bahia, que reúne quase 13 mil peças entre xilogravuras e matrizes do alemão Karl Heinz Hansen, que morou nessa cidade por muito tempo. “A Flica representa o reconhecimento  da importância do potencial cultural da cidade histórica de Cachoeira, com todas as suas tradições e manifestações,  tão características de nossa gente. A festa proporciona  o diálogo  das diversas linguagens estéticas  numa perspectiva contemporânea”, revela o prefeito da cidade, Carlos Pereira.

Também fica em Cachoeira o Conjunto do Carmo, espaço onde acontece a Flica. O local é uma construção do século  18, composto por Convento (adaptado para Pousada), Igreja da Ordem Primeira e a Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Arquiteturas como esta renderam a Cachoeira o merecido título de “Cidade Monumento Nacional”, por meio de decreto presidencial nº 68.045 de 18 de janeiro de 1971. O título de “Cidade Heroica” foi dado diante da participação do local nas lutas pela independência do Brasil. Cachoeira recebeu o título em 13 de março de 1837, no mesmo decreto que elevou a antiga Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, à categoria de Cidade, sendo assinado em 13 de março de 1837, pelo então governador da Província da Bahia, Francisco de Souza Paraízo. “A Flica contribui  para aquecer a economia da cidade, atraindo um grande número de visitantes que participam da programação do evento e usufrui de todos os atrativos oferecidos por Cachoeira”, garante o prefeito.

Agenda

Festa Literária Internacional de Cachoeira – Flica 2013

Local: Conjunto do Carmo – Cachoeira

Data: 23 a 27 de outubro (quarta a domingo)

Realização: Cali – Cachoeira Literária! e Icontent/Rede Bahia

EVENTO GRATUITO

Conjunto do Carmo, em Cachoeira, foi construído no século XVIII, sendo composto por Convento (adaptado para pousada), Igreja da Ordem Primeira e a Igreja da Ordem Terceira do Carmo. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Vista do rio Paraguaçu e da ponte Dom Pedro II, a partir de Cachoeira. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Vista do rio Paraguaçu e da ponte Dom Pedro II, a partir de Cachoeira. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
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