Servidores da prefeitura de Salvador denunciam vereadores por aprovarem projetos que prejudicam a categoria

Servidores da prefeitura de Salvador realizam protesto na Câmara Municipal.
Servidores da prefeitura de Salvador realizam protesto na Câmara Municipal.
Servidores da prefeitura de Salvador realizam protesto na Câmara Municipal.
Servidores da prefeitura de Salvador realizam protesto na Câmara Municipal.
Servidores acusaram vereadores de trair categoria.
Servidores acusaram vereadores de trair categoria.
Servidor perde o autocontrole diante da decisão dos edis.
Servidor perde o autocontrole diante da decisão dos edis.

Centenas de servidores municipais chegaram na quarta-feira (04/09/2013) à Câmara de Vereadores antes das 14h para tentar entrar em uma importante sessão para a categoria: a que decidiria sobre os projetos de reajuste salarial, os REDAs na Prefeitura, e a exclusão de algumas funções na concessão de um aumento em janeiro de 2014. Por causa do receio de lotar a Casa, a maioria dos servidores não conseguiu entrar e teve que esperar até às 22h57, horário que terminou a conturbada sessão, para saber o resultado das votações.

“Não adiantaram as mais de 8 horas de espera, os gritos, as vaias e os protestos simbólicos. Os vereadores da situação se aproveitaram que eram maioria e aprovaram, à toque de caixa, as propostas do Executivo sem as emendas da oposição. Passaram o rolo compressor e fizeram direitinho o que o prefeito ACM Neto mandou, inclusive aprovando as alterações no IPTU sem qualquer tempo hábil para análise da matéria”, afirmou o diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Everaldo Braga.

Junto com o projeto de reajuste dos servidores, também foi aprovada a contratação de REDAs – Regime Especial de Direito Administrativo para diversos órgãos da Prefeitura e o aumento, que pode chegar a 300%, para os arquitetos e engenheiros que trabalham na gestão municipal. Os vereadores da situação vetaram as emendas que pediam a supressão dos artigos que tratavam da contratação de REDAs para o serviço público municipal, e a inclusão dos analistas de desenvolvimento sociocultural e de processos organizacionais, entre outros cargos de nível médio e superior, nas funções que terão seus salários reajustados em janeiro de 2014 (além dos 6,59% garantidos para todos os servidores em 2013).

Por mais que os servidores se esgoelassem e pedissem uma votação justa, apoiados incessantemente pelos vereadores Fabíola Mansur e Silvio Humberto, do PSB, Aladilce Souza e Everaldo Augusto, ambos do PCdoB, Waldir Pires, Gilmar Santiago, Henrique Carbalal, J. Carlos Filho, Arnando Lessa, todos do PT, e Hilton Coelho (PSOL), não adiantou. As marionetes da situação votaram para prejudicar os milhares de servidores municipais e para beneficiar os desmandes de Neto. Com gritos de “volta João”, a categoria demonstrava o quanto a eleição do “Neto do DEMO”, como a categoria denomina ACM Neto, trouxe diversos problemas para os cidadãos de Salvador. Além de não cumprir as demandas de campanha (uma das principais era a valorização do servidor público), o governo municipal não dialoga com as categorias, somente impõe suas decisões.

Na noite de ontem, por volta das 22h, o clima esquentou ainda mais quando um dos manifestantes jogou um ovo na direção dos vereadores e que acabou pegando em David Rios (PSD). A Polícia Militar foi chamada para tentar retirar do plenário as pessoas que eles achavam que podiam ter jogado o ovo. Foi aí que começou o empurra-empurra e a troca de agressões. Nesse momento, segundo um dos diretores do Sindseps Charlie Ramos, alguns membros da diretoria do Sindicato foram ameaçados pelo vereador Soldado Prisco (PSDB), que dizia: “vocês vão ver o que vai acontecer com vocês”. Eles informaram que vão entrar com uma representação contra Prisco (PSDB) e pediram proteção à vida. Toda situação só foi contida depois de mais de 10 minutos de confusão e quando a tentativa de diálogo foi estabelecida.

“Quando os problemas começarem por causa desse novo regime de contratação, o que será em breve, esperamos que os aproveitadores de plantão e que se dizem representantes dos agentes de saúde, mas que nem na Câmara apareceram, ou melhor, dia nenhum durante a luta contra o REDA, digam que a culpa foi da AACES e do Sindseps, porque está na moda entidades que só andam em operação tartaruga quererem transferir seus erros para as outras que  realmente  estão lutando. Como já disse Rui Barbosa, maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!”, ressaltou o presidente da Associação dos Agentes Comunitários e de Endemias de Salvador (AACES), Enádio Pinto.

Segundo o diretor do Sindseps Bruno Cruz, o Sindicato lutará judicialmente para provar que a medida do REDA é ilegal. “Isso foi golpe político. Daqui a pouco não haverá mais concurso público na Prefeitura de Salvador. Essa situação é uma vergonha! Não queremos esse trenzinho da alegria que ACM Neto, junto com todos os seus vereadores, estão tentando resgatar. A sociedade precisa saber disso e vamos mostrar para ela o que esse gestor está fazendo com a nossa cidade e conosco, cidadãos de bem que só querem uma oportunidade segura e mais humana de trabalho”, garantiu Cruz.

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 116505 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br.