Feira de Santana: Moradores de Casa Nova estão tendo sérios problemas com transporte coletivo e Bolsa Família, diz vereador Eli Ribeiro

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Eliziario Ribeiro da Silva (Pastor Eli Ribeiro) denunciou que uma situação semelhante a essa estava ocorrendo na comunidade de Pé de Serra, também no distrito de Maria Quitéria.
Eliziario Ribeiro da Silva (Pastor Eli Ribeiro) denunciou que uma situação semelhante a essa estava ocorrendo na comunidade de Pé de Serra, também no distrito de Maria Quitéria.

O vereador Eli Ribeiro (PRB) ocupou a tribuna da Câmara Municipal, nesta segunda-feira (16/09/2013), para reclamar que na comunidade de Casa Nova, no distrito de Maria Quitéria, não há ônibus e vans do transporte coletivo nos finais de semana.

Disse também que obteve informações de que a medida do Governo Municipal que determina a cobrança da meia-passagem no Sistema de Transporte Coletivo, aos domingos e feriados, não está sendo respeitada pelos motoristas que rodam para aquela localidade. Recentemente, Eli Ribeiro denunciou que uma situação semelhante a essa estava ocorrendo na comunidade de Pé de Serra, também no distrito de Maria Quitéria.

O líder do governo, Carlito do Peixe (DEM), explicou que a cobrança da meia-passagem no Sistema de Transporte Coletivo aos domingos e feriados vale apenas para a sede da cidade de Feira de Santana e para a sede dos distritos. Segundo ele, é por isso que os proprietários de ônibus que rodam para os povoados cobram passagem integral.

Ao ser questionado pelo vereador Eli Ribeiro sobre quais providências estão sendo tomadas pelo Governo para que a meia-passagem contemple todos os munícipes, Carlito disse que “quando o prefeito tomou essa decisão e levou ao conhecimento do Sincol foi para beneficiar as pessoas de um modo geral, só que aos domingos e feriados, o número de passageiros nos povoados da zona rural é pouco e, por conta disso, não compensa manter um ônibus rodando com quatro ou cinco passageiros. É ruim isso, a gente tem que encontrar um meio para atender essa comunidade”, declarou.

Bolsa Família

Eli Ribeiro disse que alguns moradores de Casa Nova também se queixaram que não estão conseguindo ser contemplados com o programa Bolsa Família. “Há pessoas que estão cadastradas há quatro anos e nunca receberam a visita de nenhum assistente social para renovação de cadastros”, reclamou o edil.

Beldes critica retirada de barracas no Largo São Francisco

“Enquanto propomos o diálogo, o poder público municipal teve uma ação de forma truculenta no mesmo dia”. A declaração é do vereador Beldes Ramos (PT), se referindo à sessão especial, que atendeu requerimento de sua autoria, para discutir a situação dos camelôs, vendedores ambulantes e feirantes do município de Feira de Santana, e a retirada de barracas pela Prefeitura do Largo São Francisco, no bairro Kalilândia, na última quinta-feira (12).

Em pronunciamento na sessão legislativa desta segunda-feira (16), o vereador disse que existiam pessoas no Largo São Francisco que trabalhavam há mais de 30 anos e, que por volta das 19 horas, o Governo do Município promoveu a ação de derrubar as barracas.

O vereador contou que esteve no local por volta das 22 horas e encontrou lá membros do Sindicato dos Camelôs de Feira de Santana (SINDICAME), moradores e demais pessoas solidárias aos ambulantes, que tentaram impedir a derrubada das barracas. Porém, segundo o edil, a fiscalização retirou os freezers, as telhas de Eternit, as cadeiras, as mesas e colocaram no carro da Prefeitura. “Somente depois de muito diálogo, os barraqueiros conseguiram os seus pertences”, disse.

Beldes informou que a retirada das barracas foi uma ação desenvolvida pela Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, assinada pelo secretário, Antônio Carlos Borges Júnior, que estipulou aos barraqueiros um prazo de 72 horas para sair do local.

Em aparte, o vereador José Carneiro (PSL) falou sobre o assunto. “É necessário que o secretário Borges Junior reflita um pouco mais sobre essa questão, porque no meu ponto de vista, o critério que está sendo adotado é ditatorial”.

Novamente com o uso da palavra, o vereador Beldes ressaltou que, através de abaixo assinado, moradores solicitaram que não fossem retiradas as barracas do Largo São Francisco. Ele disse que não consegue entender por que a Prefeitura está retirando barracas “na calada da noite”.

“Nós não somos contra a organização do centro não, porém, esta organização não pode está excluindo àqueles que menos podem, que são os camelôs, os vendedores ambulantes e os feirantes. Organizar a cidade apenas para a elite não pode acontecer”, desabafou o petista.

Para o vereador David Neto (PTN), o referido secretário e o prefeito José Ronaldo deveriam pensar em construir uns quiosques padronizados para os barraqueiros de Feira de Santana.

O líder do governo, Carlito do Peixe (DEM), argumentou que as pessoas cobram do prefeito a organização da cidade. Segundo o vereador, a população reclama que não consegue andar nos passeios e que em alguns locais as praças parecem uma favela.

Carlito disse ainda que é muito difícil, mesmo dialogando, de encontrar área adequada para colocação de alguns ambulantes e, quando consegue espaço, segundo ele, há quem se negue a se deslocar. “Eles alegam que irão perder fregueses”.

O edil também relatou que são os próprios moradores que cobram dos órgãos competentes, a exemplo do Ministério Público, para que medidas sejam adotadas, com relação à ocupação irregular de barracas nos logradouros.

Segundo Carlito, nenhuma das seis barracas que se encontravam em atividade no Largo São Francisco tinha alvará de funcionamento. “Qual é a saída? É ver e fingir que não está vendo?”, indagou.

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