Especialista alerta sobre medidas que aumentam segurança da cirurgia plástica

Submeter-se a uma cirurgia plástica para melhorar algum aspecto estético é uma decisão pessoal.
Submeter-se a uma cirurgia plástica para melhorar algum aspecto estético é uma decisão pessoal.

Submeter-se a uma cirurgia plástica para melhorar algum aspecto estético é uma decisão pessoal.
Submeter-se a uma cirurgia plástica para melhorar algum aspecto estético é uma decisão pessoal.

Submeter-se a uma cirurgia plástica para melhorar algum aspecto estético é uma decisão pessoal. Por isso, é fundamental definir metas realistas, esclarecer com  o cirurgião todas as dúvidas, e avaliar com ele os benefícios e os riscos de uma intervenção cirúrgica. O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de cirurgias plásticas. O país só perde para os Estados Unidos, segundo pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps) com participação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC). “A lipoaspiração e a cirurgia para aumento das mamas são as mais realizadas no país”, afirma o cirurgião Tiago Amoedo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC).

A escolha de um cirurgião qualificado e que tenha o título de especialista em cirurgia plástica da SBCP é o primeiro passo para garantir um bom resultado. “A cirurgia plástica avançou muito nos últimos anos e se tornou menos invasiva e mais segura, mas a medicina não é uma ciência exata e qualquer procedimento cirúrgico tem riscos”, esclarece o cirurgião Tiago Amoedo, reforçando a importância da qualificação profissional adequada para a realização de qualquer procedimento cirúrgico. De acordo com estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, grande parte dos erros médicos atribuídos a cirurgias plásticas é proveniente de procedimentos realizados por médicos sem  especialização. Um especialista em cirurgia plástica se prepara durante onze anos, entre faculdade, residência médica e especialização.

A confiança deve ser a base da relação entre o paciente e o médico. É fundamental que o paciente informe ao médico quais os remédios que está usando antes de se submeter a qualquer intervenção cirúrgica, uma vez que alguns medicamentos interferem na coagulação do sangue e podem causar hemorragias. “Algumas medicações devem ser suspensas por até três semanas antes do procedimento cirúrgico”, explica o médico.

Os fumantes, os obesos e mulheres que fazem terapia de reposição hormonal na menopausa são pacientes de maior risco para a realização de qualquer procedimento cirúrgico, pois têm mais propensão para doenças tromboembólicas.

A recomendação é parar de fumar e suspender determinadas medicações que podem prejudicar a cicatrização e a oxigenação dos tecidos e aumentar o risco de complicações como sangramento excessivo.

De acordo com as normas de segurança da SBCP, o tempo estimado para a duração de uma cirurgia plástica deve ser de até seis horas. A recomendação da SBCP é uma forma de evitar que vários procedimentos combinados sejam realizados numa mesma operação, aumentando os riscos para o paciente.

Os exames pré-operatórios que atestem as condições de saúde do paciente para se submeter a uma cirurgia também são vitais assim como todos os cuidados do  pós-operatório.

A escolha do local adequado e com recursos para a realização da cirurgia é outro fator importante. Nem todas as cirurgias podem ser realizadas em locais sem suporte de UTI. No caso de determinados procedimentos ou cirurgias combinadas e mais longas, recomenda-se que a cirurgia seja realizada num hospital, já que sua estrutura com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) garante mais segurança caso haja intercorrências durante o procedimento.

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Sobre Carlos Augusto 9605 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).