Deputada Graça Pimenta discursa sobre participação das mulheres na política e destaca papel feminino no fortalecimento da democracia

Graça Pimenta: "Só para se ter uma ideia, na década de 80, uma mulher em cada 16 homens contraia o virus da Aids; hoje esta relação caiu para 1,44. Por isso, todo cuidado é pouco e todo método de prevenção é válido”.
Graça Pimenta: "Só para se ter uma ideia, na década de 80, uma mulher em cada 16 homens contraia o virus da Aids; hoje esta relação caiu para 1,44. Por isso, todo cuidado é pouco e todo método de prevenção é válido”.

A campanha nacional intitulada “Mulher, tome partido. Filie-se!” lançada há poucos dias pela Coordenadoria de Direitos da Mulher e pelas Procuradorias da Mulher da Câmara e do Senado foi tema de pronunciamento proferido pela deputada estadual Graça Pimenta (PR) na tribuna da Assembleia Legislativa (AL) nesta segunda-feira (16/09/2013).

Em seu discurso, a parlamentar destacou a meta da iniciativa. “O objetivo da campanha é elevar em 20% o número de mulheres filiadas aos partidos políticos e em 30% a representatividade feminina na Câmara e no Senado a partir das eleições de 2014, mas também podemos almejar a ampliação do número de mulheres nos poderes legislativo e executivo do nosso estado. Conforme dados veiculados no site da União dos Municípios da Bahia (UPB) depois das eleições de 2012, dos 5.565 municípios brasileiros, cerca de 660 são comandados por mulheres. Vale lembrar que a instituição é presidida pela jovem Maria Quitéria, prefeita de Cardeal da Silva reeleita com 54% dos votos válidos”, disse.

Na Bahia, dos 417 municípios, cerca de 60 são geridos pelo sexo feminino. No que diz respeito às Câmaras Municipais do país, 7.653 mulheres foram eleitas no pleito recente. Informações do Senado Federal pontuam que dos 81 senadores brasileiros, apenas oito são mulheres. Na Câmara Federal, dos 513 deputados, 46 são do sexo feminino. Números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgados pela imprensa dão conta de que as mulheres representam 51,3% do eleitorado. Dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), divulgados por ocasião das eleições de 2012 através de um site a nível nacional, informam que o eleitorado feminino na Bahia é de 51%.

“Levando em consideração a marcante presença da população feminina no eleitorado brasileiro, é possível notar um enorme desequilíbrio de representatividade”, frisou Graça Pimenta. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada este mês também pela imprensa, indica que a Bahia tem cerca de 130 mil mulheres a mais do que homens. Até 2030, as projeções do órgão apontam que a diferença entre mulheres e homens no estado pode chegar a 461 mil.

“Com isso, são grandes as chances do eleitorado baiano feminino continuar crescendo. Hoje temos uma mulher no comando da presidência da República, mas temos que aumentar a participação das mulheres nas esferas do poder. As questões relativas à presença das mulheres têm significado tão importante que elas estão entre as questões que poderão ser abordadas na possível reforma política, prevista para este semestre. Sem dúvidas a presença das mulheres é essencial para que possamos construir um novo processo sócio-democrático. Quero declarar o meu apoio a essa iniciativa para que possamos ter mais mulheres inseridas na vida política do nosso país, lutando por melhores condições de vida para toda a sociedade”, finalizou a parlamentar.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9297 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).