Servidores da UFBA param atividade e promovem passeata

Ala Nobre da Faculdade de Medicina da Bahia, em Salvador.
Ala Nobre da Faculdade de Medicina da Bahia, em Salvador.

Ala Nobre da Faculdade de Medicina da Bahia, em Salvador.
Ala Nobre da Faculdade de Medicina da Bahia, em Salvador.

Hoje, (15/08/2013) durante todo o dia, os servidores técnico-administrativos da UFBA estão mobilizados para um ato que foi iniciado no auditório da Reitoria da UFBA, no Canela, com um debate sobre o funcionamento da universidade em Turnos Contínuos e autonomia universitária.

Após o debate, a categoria seguirá em manifestação pelo centro da cidade até a Secretaria de Segurança Pública, nos Barris, a partir das 11h, por mais segurança em Salvador, em decorrência de mais uma vítima da violência na capital, a servidora da UFBA, Selma Barbosa Alves, assassinada durante um assalto na madrugada da segunda (12), no bairro do Costa Azul.

O debate

O debate sobre Turnos contínuos e autonomia universitária faz parte da agenda nacional de lutas, para fortalecer a pauta da Campanha Salarial 2013 do conjunto dos trabalhadores do serviço público federal e das IFES (Instituições Federais de Ensino Superior), lançada em 22 de fevereiro e que tem entre as reivindicações definição da data-base em 1º de Maio; política salarial permanente, com reposição no mínimo da inflação; valorização do salário base e incorporação das gratificações; cumprimento por parte do Governo dos acordos e protocolo de intenções firmadas.

Uma das principais lutas da categoria na Bahia, através da ASSUFBA Sindicato, é pela implantação dos Turnos Contínuos na UFBA. “Para melhor prestar serviços à comunidade acadêmica, a categoria dos Técnico-administrativos em Educação entende que existe a necessidade da ampliação dos horários de atendimento, o que será capaz através da regulamentação do funcionamento da Universidade em Turnos Contínuos. “Essa é uma luta histórica nossa. Não é concebível que a UFBA funcione das 7h às 22h e o horário de atendimento da área administrativa seja das 8h às 18h com intervalo das 12 às 14h. Isso não atende as necessidades do público, sem contar que o horário das refeições sempre é o mais procurado”, disse o coordenador Geral da ASSUFBA, Renato Jorge Pinto.

Passeata

Com faixas clamando por justiça e mais segurança, os servidores técnico-administrativos da UFBA sairão em passeata da reitoria da UFBA, a partir das 11h até a Secretaria de Segurança Pública, nos Barris. A manifestação é para cobrar das autoridades públicas mais segurança em Salvador.  “Não podemos aceitar essa banalização da violência e tanta impunidade. Cabe ao estado garantir aos cidadãos Segurança Pública. Está assegurado na Constituição Federal de 88, não pode ficar somente no papel. Precisamos de políticas públicas para a área de segurança”, conclui Renato Jorge Pinto.

Números da violência

O Mapa da Violência mostra que, na Bahia, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes cresceu 223,6%, segundo pesquisa de 2013 feita pelo sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz. Na Paraíba, 202,3% e No Rio Grande do Norte, 190,2%.

A epidemia de assassinatos que atinge o Nordeste pode ser traduzida pelos números das capitais. Em 1999, Salvador era a área metropolitana mais tranquila do País. Em 12 anos, pulou para a 3ª colocação – a taxa de homicídios passou de 7,9 por 100 mil para 69 por 100 mil.

Com índice de 141,5 assassinatos para cada 100 mil habitantes, Simões Filho figura em primeiro lugar no ranking dos municípios da Bahia com mais de 20 mil habitantes. Lauro de Freitas aparece em terceiro, com 106,6 mortes; Porto Seguro está na sexta posição, com 91,4; e Eunápolis em oitavo lugar, com 87,4 homicídios. Na comparação entre os estados, a Bahia aparece na quarta posição, com 34,4 assassinatos por 100 mil habitantes, atrás apenas do Pará (34,6), Espírito Santo (39,4) e Alagoas (55,3). A Bahia também está em quarto lugar entre os estados com maiores taxas de crescimento de mortes por arma de fogo entre 2000 e 2010: 195%. Entre as capitais, Salvador está também em quarto, com 59,6 mortes por arma de fogo para cada 100 mil habitantes.

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Sobre Carlos Augusto 9994 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).