Senador Walter Pinheiro critica política econômica do governo federal

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Walter Pinheiro: “A política de crescimento não pode ficar limitada às desonerações tributárias”.
Walter Pinheiro: “A política de crescimento não pode ficar limitada às desonerações tributárias”.
Walter Pinheiro: “A política de crescimento não pode ficar limitada às desonerações tributárias”.
Walter Pinheiro: “A política de crescimento não pode ficar limitada às desonerações tributárias”.

Em discurso no Senado nesta quinta-feira (15/08/2013), o senador Walter Pinheiro (PT-BA) defendeu que o crescimento econômico nacional não pode estar dissociado da capacidade de execução e de investimentos nos municípios. “A política de crescimento não pode ficar limitada às desonerações tributárias”, disse.

O senador afirmou que o investimento local pode gerar incrementos em outras áreas. Ele citou a implantação de sistemas de água e saneamento na Bahia, e pediu mais ênfase na infraestrutura e um maior fortalecimento dos municípios. “Não há desenvolvimento do país sem investimento local”, disse.

Ele também elogiou a atuação do Banco Central e da presidente Dilma Rousseff no controle da inflação e na busca pelo crescimento econômico. Para Pinheiro, a recente pressão inflacionária foi temporária e não estrutural, servindo a “uma verdadeira avalanche nas leituras conjunturais sobre a economia”.

Lembrando a crise mundial da economia – a qual enfrentou enquanto secretário do Planejamento da Bahia em 2009 – Pinheiro afirmou que a confiança no Brasil permanece elevada, apesar de o país ter perdido investimentos externos. “Mas, ainda que atraia esse investimento externo, o fundamental é que a gente tenha capacidade de promover execução nesses Municípios para a gente superar, inclusive, essa ausência desses mercados”, disse o senador.

Ele citou ainda o crescimento de 0,2% da produção no Brasil do mês de junho, quando a Bahia pontuou com 5,9%, mas outros estados não tiveram crescimento. “Eu poderia até comemorar isoladamente no meu Estado, mas aí crescer na Bahia e não crescer no Norte do País não resolve o nosso problema. Nós não vivemos em ilhas ou vivemos a partir das ilhas; nós vivemos numa Federação”, argumentou.

Sobre Carlos Augusto 9611 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).