Prefeito classifica tentativa do governo de José Ronaldo de “tirar” empresa O Boticário do território de São Gonçalo como delírio de uma administração marcada pela inoperância e prepotência

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Furão: “Para fazer a transferência do imóvel ele tem que está todo legalizado. Não pode haver nenhum tipo de dúvida, nenhum tipo de pendência. Então isso me causou estranheza, porque, o Jornal Grande Bahia, acompanhou, foram dois anos, eu Furão, negociando com o grupo O Boticário, disputando com outras cidades.”
Furão: “Para fazer a transferência do imóvel ele tem que está todo legalizado. Não pode haver nenhum tipo de dúvida, nenhum tipo de pendência. Então isso me causou estranheza, porque, o Jornal Grande Bahia, acompanhou, foram dois anos, eu Furão, negociando com o grupo O Boticário, disputando com outras cidades.”
Furão: “Para fazer a transferência do imóvel ele tem que está todo legalizado. Não pode haver nenhum tipo de dúvida, nenhum tipo de pendência. Então isso me causou estranheza, porque, o Jornal Grande Bahia, acompanhou, foram dois anos, eu Furão, negociando com o grupo O Boticário, disputando com outras cidades.”
Furão: “Para fazer a transferência do imóvel ele tem que está todo legalizado. Não pode haver nenhum tipo de dúvida, nenhum tipo de pendência. Então isso me causou estranheza, porque, o Jornal Grande Bahia, acompanhou, foram dois anos, eu Furão, negociando com o grupo O Boticário, disputando com outras cidades.”
Furão: "Embora esteja próximo aos limites entre os municípios, a área que o Grupo O Boticário comprou pertence ao município de São Gonçalo, e está registrada no cartório do fórum de São Gonçalo. Toda a transferência foi feita na prefeitura, e na justiça de São Gonçalo. O Boticário foi buscar financiamento oficial junto, ao governo, junto às instituições financeiras ligadas ao Governo Federal, com o imóvel situado em São Gonçalo dos Campos. O governo do e estado e o município liberou isenções, tendo documentos que comprovam que o terreno é um imóvel localizado em São Gonçalo dos Campos."
Furão: “Embora esteja próximo aos limites entre os municípios, a área que o Grupo O Boticário comprou pertence ao município de São Gonçalo, e está registrada no cartório do fórum de São Gonçalo. Toda a transferência foi feita na prefeitura, e na justiça de São Gonçalo. O Boticário foi buscar financiamento oficial junto, ao governo, junto às instituições financeiras ligadas ao Governo Federal, com o imóvel situado em São Gonçalo dos Campos. O governo do e estado e o município liberou isenções, tendo documentos que comprovam que o terreno é um imóvel localizado em São Gonçalo dos Campos.”

Em entrevista exclusiva ao Jornal Grande Bahia, gravada ontem (05/08/2013), o prefeito de São Gonçalo dos Campos, Antônio Dessa Cardozo (Furão, PSD), expôs toda a indignação com a qual recebeu a notícia de que o secretário de obras do município de Feira de Santana, José Pinheiro, considerado um dos principais apoiadores do prefeito José Ronaldo (DEM), declarou em programa de rádio, que o município estaria entrando com ação para transferir a área onde está sendo edificado o Centro de Distribuição Nordeste do O Boticário, para Feira de Santana. Modifiando os limites historicamente definidos entre os municípios.

Furão entende que Pinheiro age como “pau mandado” do prefeito José Ronaldo, a quem classifica como “um político arrogante, bem distante de um líder”. O prefeito segue declarando: “Zé Ronaldo achar que pode simplesmente dizer que as coisas são do jeito que ele quer, e tentar impor. Não é assim. O tempo que Zé Ronaldo acreditava que mandava na Bahia, no governo do Estado, já passou.”, afirma Furão.

De forma bem objetiva e didática, o prefeito de São Gonçalo disse que o terreno onde está sendo construído o Centro de Distribuição do O Boticário pertence ao município de São Gonçalo porque está registrado através de escritura pública no cartório do município. Também destaca o fato de existirem registros no INCRA, órgão federal responsável pela certificação de imóveis rurais. Furão explica que foi através destes documentos que o governo municipal pactuou com o Estado da Bahia e a União os benefícios fiscais concedidos para atração da empresa. Também foi através destes documentos que a empresa formulou contratos com o governo da Bahia e buscou recursos através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

“Então, a legitimidade da localização do terreno foi verificada por parte do governo federal e do estado, foi verificada várias vezes. Porque o investimento feito pela empresa é de significativa ordem, e impacto socioeconômico. Nós tivemos o cuidado de criar uma lei municipal para atrair investimentos, aonde nós temos um poder, hoje, maior de atração de empresas do que Feira de Santana.”, declara Furão.

Ainda sobre a localização do terreno, o prefeito lembra que em determinados pontos, os limites entre São Gonçalo e Feira de Santana conformam uma linha reta, destacando: “então para aquele trecho de terra, onde está sendo construído o CD do O Boticário pertencer a Feira de Santana, toda a localidade Mercês também teria de pertencer a Feira de Santana. Isto é algo totalmente descabido de veracidade”.

Ação judicial

Furão revelou que com base em vasta documentação está entrando com ações contra o prefeito José Ronaldo e a administração municipal com objetivo indenizatório. Também revelou que em decorrência de conflitos de limites, por dever de ofício, contratou um escritório de advocacia em Salvador, e com base em provas, dados informativas e coordenadas geográficas do IBGE, vai também ingressar na justiça com o “pedido de apropriação de metade do bairro Sergio Carneiro, que comprovadamente está no município de São Gonçalo”.

Inoperância e prepotência

Quando questionado sobre o motivo do governo de José Ronaldo tentar retirar a empresa do território de São Gonçalo, Furão sorriu e declarou que eram três milhões. “A projeção de receita/ano através do ICMS gerado pelas operações da empresa são da ordem de R$ 3 milhões. Para um município como São Gonçalo, isto representa quase metade da receita anual que a prefeitura consegue através do conjunto de tributos a que tem direito.”.

Sobre a dimensão política das atitudes do governo de José Ronaldo, Furão mais uma vez sorriu e afirmou: “É o desespero de um político e de uma equipe que está há doze anos e sete meses no comando do município de Feira de Santana com resultados catastróficos em diversas áreas, a exemplo da saúde, educação, organização do espaço urbano, e até mesmo por falta de uma política industrial adequada. É o delírio, a prepotência e o desespero de um prefeito de “quarto mandato”, que após sete meses não disse para que veio. Então fica criando fatos, prejudicando a sociedade Tentando prejudicar empresas sérias como O Boticário. É risível e patético o que o Zé Ronaldo tenta. Ele não tem um único documento em que possa apoiar as afirmações. Enquanto nós temos não apenas um, e sim vários documentos.

Descortesia

Depois das fortes declarações, o Grande Bahia questionou se o prefeito José Ronaldo e ou a Prefeitura de Feira Santana não o tinha procurado anteriormente, como gesto de cortesia. Furão finalizou a entrevista afirmando:

“Gesto de cortesia só parte de pessoas humildes. Gesto de cortesia só parte de pessoas que aceitam diálogo. As pessoas truculentas, arrogantes, prepotentes que se acham acima de todos não tem isso, nem harmonia, menos ainda humildade. Eu tenho o hábito de respeitar as pessoas. Sei que sou intempestivo, sei que sou afoito, mas não sou desrespeitoso. Votei em senador para Zé Ronaldo e Walter Pinheiro. Votei em Ronaldo por amizade, por ser da região. Até então ele sempre me tratou bem, porque eu também sempre o tratei bem. Então a decepção é muito grande. O que me alenta é que o sonho que ele sempre teve de ser candidato a governador, com essas atitudes, vai se tornando cada vez mais pesadelo, deixando de ser sonho. Também vai mostrando à comunidade política baiana, de que ele está muito longe de poder ocupar o cargo de governador. Por lhe faltar o preparo e a capacidade de liderança política. Por também lhe faltar à visão de desenvolvimento regional, porque sendo Feira de Santana sede da região metropolitana, não pode querer tudo apenas para si. Ronaldo age como um homem pequeno.”.

Sobre Carlos Augusto 9657 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).