Ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse compra de refinaria no Texas obedeceu às condições de mercado da época

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José Sergio Gabrielli avaliou que a realidade do mercado atual é completamente diferente com redução do consumo nos Estados Unidos e crescimento do consumo interno no Brasil.
José Sergio Gabrielli avaliou que a realidade do mercado atual é completamente diferente com redução do consumo nos Estados Unidos e crescimento do consumo interno no Brasil.
José Sergio Gabrielli avaliou que a realidade do mercado atual é completamente diferente com redução do consumo nos Estados Unidos e crescimento do consumo interno no Brasil.
José Sergio Gabrielli avaliou que a realidade do mercado atual é completamente diferente com redução do consumo nos Estados Unidos e crescimento do consumo interno no Brasil.

O ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse ontem (06/08/2013) que para o Brasil foi conveniente a compra da refinaria de Pasadena, no estado americano do Texas, pela Petrobras, durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), do Senado. Em 2006, enquanto Gabrielli ocupava a presidência da Petrobras, a empresa comprou a refinaria.

Segundo ele, a aquisição foi feita de acordo com a estratégia da empresa à época de expandir a capacidade de refino no exterior, sem que haja necessariamente crescimento de capacidade de refino no Brasil. Com a descoberta do petróleo na camada pré-sal e as mudanças no cenário econômico internacional devido à crise financeira de 2008, houve posteriormente alteração na estratégia da empresa e a Petrobras decidiu aumentar o refino no Brasil.

“No mundo pré-2008 foi um negócio adequado à realidade daquele mercado”, disse. “ Essa mudança do mundo em 2008 modificou as margens de lucratividade da refinaria. Ocorreram também mudanças importantes no Brasil: a continuidade de crescimento do mercado interno e a descoberta do pré-sal. Portanto, mudaram as estratégicas da Petrobras, em 2007, depois da aquisição da refinaria”, explicou.

O ex-presidente da Petrobras avaliou que a realidade do mercado atual é completamente diferente com redução do consumo nos Estados Unidos e crescimento do consumo interno no Brasil. Ele diz, no entanto, que hoje a refinaria é lucrativa por circunstâncias específicas do Texas: há condições de compra de petróleo leve e barato na região.

O requerimento para que o ex-presidente da Petrobras explicasse o negócio em audiência pública foi proposto pelo senador Ivo Cassol (PP-RO). No pedido, Cassol citou informações publicadas pela revista Veja, segundo as quais a Petrobras teria comprado 50% da refinaria em 2006 e os demais 50% alguns anos depois, tendo gastado no total US$ 1,8 bilhão. Esse valor, segundo Veja, seria dez vezes superior à oferta de compra recebida pela refinaria em dezembro do ano passado

Em declaração sobre o assunto há cerca de dois meses, a atual presidenta da Petrobras, Graça Foster, disse que a aquisição da refinaria de Pasadena seguiu orientações positivas do mercado em 2006, e que as perdas produzidas com o negócio foram provocadas, principalmente, pela crise financeira mundial. Ela admitiu que no atual cenário, a empresa não repetiria a operação.

Sobre Carlos Augusto 9655 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).