Ex-governador Paulo Souto critica governo da Bahia e cita Maquiavel

Paulo Ganem Souto: "Vejo que não basta subjugar a Assembleia, dominar os partidos, vencer pelo uso da máquina as resistências dos prefeitos, interferir nos órgãos colegiados que deveriam ser independentes e até iludir a opinião pública com a propaganda farta e enganosa." (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Paulo Ganem Souto: "Vejo que não basta subjugar a Assembleia, dominar os partidos, vencer pelo uso da máquina as resistências dos prefeitos, interferir nos órgãos colegiados que deveriam ser independentes e até iludir a opinião pública com a propaganda farta e enganosa." (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Paulo Ganem Souto: "Vejo que não basta subjugar a Assembleia, dominar os partidos, vencer pelo uso da máquina as resistências dos prefeitos, interferir nos órgãos colegiados que deveriam ser independentes e até iludir a opinião pública com a propaganda farta e enganosa." (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Paulo Ganem Souto: “Vejo que não basta subjugar a Assembleia, dominar os partidos, vencer pelo uso da máquina as resistências dos prefeitos, interferir nos órgãos colegiados que deveriam ser independentes e até iludir a opinião pública com a propaganda farta e enganosa.” (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

Em um comentário emitido na página pessoal do Facebook, na tarde de ontem (21/08/2013), o ex-governador Paulo Souto (DEM) criticou o que chamou de  “vontade do príncipe” á forma com que o Governo do Estado tenta manter o poder absoluto sobre tudo e todos.

Na crítica, Souto diz em um trecho: “Vejo que não basta subjugar a Assembleia, dominar os partidos, vencer pelo uso da máquina as resistências dos prefeitos, interferir nos órgãos colegiados que deveriam ser independentes e até iludir a opinião pública com a propaganda farta e enganosa.”, se referindo ao nível de ação do Governo da Bahia sobre setores da sociedade.

Paulo souto ainda afirma que: “Se já não bastasse isso tudo, julgam-se agora com o direito de decidir pelas empresas. Determinar se devem ou não participar de certames promovidos pelo Poder Público, tentando estigmatizar aquelas que decidem contra a vontade do príncipe”.

Souto faz referência ao livro ‘O príncipe’ de Nicolau Maquiavel, um tratado sobre política escrito em 1513, e publicado postumamente em 1532. Um dos axiomas de Maquiavel: “Não há outro meio de guardar-se da adulação, a não ser fazendo com que os homens entendam que não te ofendem dizendo a verdade; mas quando todos podem dizer te a verdade, passam a faltar-te com a reverencia.”.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9294 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).