Em entrevista exlclusiva, deputado Antônio Imbassahy fala sobre escândalo envolvendo PSDB, em São Paulo

Antônio Imbassahy: "enquanto a gente não tiver uma reforma política mais aprofundada com uma dimensão que permita você evoluir nas práticas políticas no Brasil a gente sempre vai estar submetido às sugestões de partidos pequenos, que acabam influenciando esse arco de alianças que se faz em torno de candidaturas, quer sejam majoritárias, quer sejam proporcionais."
Antônio Imbassahy: "enquanto a gente não tiver uma reforma política mais aprofundada com uma dimensão que permita você evoluir nas práticas políticas no Brasil a gente sempre vai estar submetido às sugestões de partidos pequenos, que acabam influenciando esse arco de alianças que se faz em torno de candidaturas, quer sejam majoritárias, quer sejam proporcionais."
Antônio Imbassahy: "Eu avalio com muita serenidade e acho muito bom que tudo isso venha a público, e que possam ser investigadas com a mais profundidade possível, acho que o Brasil esta sendo passado a limpo, e nada deve ficar com relação à dúvidas em especial a obra dessa expressão na economia e que atinge a população brasileira."
Antônio Imbassahy: “Eu avalio com muita serenidade e acho muito bom que tudo isso venha a público, e que possam ser investigadas com a mais profundidade possível, acho que o Brasil esta sendo passado a limpo, e nada deve ficar com relação à dúvidas em especial a obra dessa expressão na economia e que atinge a população brasileira.”

Carlos Augusto, diretor e editor Jornal Grande Bahia, entrevista o deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB/BA), que por um longo período foi filiado ao Democratas (DEM). A entrevista foi concedida no dia 19 de agosto de 2013, durante visita do deputado à Câmara Municipal de Feira de Santana, e discorreu sobre o recente escândalo financeiro envolvendo o PSDB de São Paulo, obras do metrô e um cartel de empresas liderados pela multinacionais estrangeiras Siemens e Alstom.

O deputado também comenta sobre a dificuldade em concluir as obras do metrô de Salvador, fala sobre financiamento público de campanhas, critica o surgimento de pequenos partidos sem identidade ideológica. Por coincidência, um dos liderados do deputado Antônio Imbassahy, em Feira de Santana, Humberto Cedraz, deixa o PSDB para ingressar no pouco expressivo PEN (Partido Ecológico Nacional). Imbassahy finaliza a entrevista confirmando o desejo de ser candidato à reeleição.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia – Recentemente estourou em âmbito nacional um escândalo envolvendo o governo de São Paulo em cartel de empresas ligadas ao metrô. Isso também teve repercussão na Bahia, onde o Ministério Público Federal quer apurar possíveis implicações dessa situação. Recentemente também essa semana a Isto é, publicou uma ampla reportagem indicando o nome dos possíveis envolvidos no governo de São Paulo. Como o senhor avalia todo este quadro?

Antônio Imbassahy – Eu avalio com muita serenidade e acho muito bom que tudo isso venha a público, e que possam ser investigadas com a mais profundidade possível, acho que o Brasil esta sendo passado a limpo, e nada deve ficar com relação à dúvidas em especial a obra dessa expressão na economia e que atinge a população brasileira. De maneiro que o que tem que se fazer com muita clareza, com muita responsabilidade, mas com muita determinação é uma investigação completa, o Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal, em fim, são órgão da maior relevância, importantes para a maior estrutura da fiscalização do Brasil e que devem merece a confiança e ter também o incentivo para que as investigações prossigam.

JGB ­­– O senhor foi prefeito de Salvador por dois mandatos, sucedido pelo ex-prefeito João Henrique atual PSL. Nenhum dos dois conseguiram terminar a obra do metrô. O que esta acontecendo? Porque é que não se consegue fazer uma obra tão pequena?

Antônio Imbassahy – A obra não é pequena, a obra é uma obra grande complexa, uma obra de engenharia econômica difícil, uma obra de, o próprio investimento físico também não é uma coisa fácil, ate porque no meu período nos fizemos um túnel de 1 km e 100m passando pela parte histórica da cidade tudo isso envolvia uma série de cuidados e de técnicas da engenharia e do respeito a nossa sociedade. Na verdade foram quatro anos durante as minhas gestões, tivemos dificuldades de repasso de recursos federais, e isso certamente atrasou, e uma obra como essa quando vocês tem interrupção durante a obra isso tem um custo adicional.

De sorte que o desejamos é que essa obra seja concluída na sua primeira versão original, na concepção original dela seria para interligar as duas principais estações transbordo de Salvador, a da Lapa por onde passam diariamente aproximadamente 50 mil pessoas por dia, a estação de Pirajá, passam certa de 150 mil pessoas por dia, 12 km e que permitiria fazer o transporte de cerca de 250 mil pessoas diariamente e remover 900 ônibus durante o horário de pico. Lamentavelmente esse projeto de 12 km na gestão do antigo prefeito João Henrique atual PSL, foi reduzido para 6 km mutilando o projeto. Acho que ele deve ser reconstituído na sua concepção original para beneficiar uma cidade que tem que ter um transporte de massa com eficiência com um bom desempenho.

JGB ­­– Com relação aos escândalos ainda nacionais, tem uma ligação direta com a questão do financiamento nas campanhas, tem sido mostrado isso, os repasses com o objetivo de financiamento de campanhas majoritárias e proporcionais. Qual o seu posicionamento com relação ao processo da reforma política? Que pontos o senhor acredita que o senhor e os eu partido consensuaram no sentido de que melhores processos da representação política, transparência em financiamento de campanha?

Antônio Imbassahy – Eu acho que na reforma política tem que ter pelo menos três pontos basilares, três pontos básicos de princípios, o primeiro deles é aproximar o eleitor do seu representante, seja na Câmara Federal, seja na Câmara Estadual, seja até na câmara de vereadores. Então existe um distanciamento entre o eleitor e o seu representante, é preciso que haja essa identidade e por conta disso uma boa solução seria o voto distrital, esse voto permitiria esse tipo de aproximação. A outra questão é reduzir a influência do poder econômico na decisão do eleitor, na vontade do eleitor e isso é uma coisa que eu considero assim de grande relevo, como também, ter partidos que possam ser mais fortalecidos nas suas linhas programáticas, por que não é razoável que você tenha no país creca de 30 partidos, a pergunta que eu faço é a seguinte: Será que existem 30 ideologias, 30 programas do ponto de vista de linhas distintas? Eu acho que não, então o que nós queremos na verdade é aproximar o eleitor do eleito; reduzir a influência da economia na decisão do eleitor e fortalecer os partidos no Brasil.

JGB ­­– É interessante o senhor falar dessas siglas que na imprensa são conhecidas também como legendas de aluguel. Porque, em Feira de Santana, o PSDB perde uma liderança, o ex-deputado Humberto Cedraz, para uma sigla sem uma expressão nacional, que é o PEN (Partido Ecológico Nacional). Lhe confesso, a primeira vez que escutei falar, foi através do ex-deputado Humberto Cedraz. Então é isso que acontece?

Antônio Imbassahy – Acontece, porque você tem no Brasil hoje vários partidos o PEN, por exemplo, é um partido novo que esta sendo estruturados tem dois deputados federais, caminha para três deputados federais e deverá até ser um dos partidos que vai dar sustentação a uma candidata de oposição à presidenta Dilma, então é um partido que estará no campo das oposições. O fato é, você coloca muito bem Carlos Augusto, que enquanto a gente não tiver uma reforma política mais aprofundada com uma dimensão que permita você evoluir nas práticas políticas no Brasil, a gente sempre vai esta submetido às sugestões de partidos pequenos, que acabam influenciando esse arco de alianças que se faz em torno de candidaturas, quer sejam majoritárias, quer sejam proporcionais.

JGB ­­– O senhor se coloca como candidato a reeleição a deputado federal? E se o senhor se coloca o que lhe motiva a continuar na política uma vez que escândalos têm sucedido no campo político, e as dificuldades de financiamentos de campanha continuam?

Antônio Imbassahy – Eu tive muitas dificuldades para me eleger do ponto de vista de recursos financeiros, mas graças a Deus, meu voto é um voto que vem muito de opinião, pelo trabalho que eu realizei ao longo da minha vida pública, especialmente como prefeito de Salvador, sendo considerado um dos melhores prefeitos do Brasil, de forma que isto me anima muito, porque, o que vale para quem faz política do jeito que eu faço, é o reconhecimento, e o reconhecimento que eu tive nas últimas eleições me levou a ser um representante da Bahia na Câmara dos Deputados, e hoje até uma posição de liderança das oposições no Congresso Nacional. Eu lidero os três partidos de oposição PSDB (Partido da Social democracia Brasileira), Democratas (DEM) e PPS (Partido Popular Socialista), tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados.

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