Deputado Carlos Gaban rebate justificativas do governo da Bahia para a crise financeira do Estado

Carlos Gaban: "Não adianta o governador vir com o argumento de aumento de custeio na área da saúde porque isso é uma inverdade, não condiz com a realidade dos fatos. O governo tem que assumir que preferiu dar acomodação aos adesistas que foram para o grupo deles, inchando o número de secretarias". (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahaia)
Carlos Gaban: "Não adianta o governador vir com o argumento de aumento de custeio na área da saúde porque isso é uma inverdade, não condiz com a realidade dos fatos. O governo tem que assumir que preferiu dar acomodação aos adesistas que foram para o grupo deles, inchando o número de secretarias". (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahaia)
Carlos Gaban: "Não adianta o governador vir com o argumento de aumento de custeio na área da saúde porque isso é uma inverdade, não condiz com a realidade dos fatos. O governo tem que assumir que preferiu dar acomodação aos adesistas que foram para o grupo deles, inchando o número de secretarias". (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahaia)
Carlos Gaban: “Não adianta o governador vir com o argumento de aumento de custeio na área da saúde porque isso é uma inverdade, não condiz com a realidade dos fatos. O governo tem que assumir que preferiu dar acomodação aos adesistas que foram para o grupo deles, inchando o número de secretarias”. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahaia)

As justificativas apresentadas na manhã desta quarta-feira (21/08/2013) pelo governo sobre a crise financeira no Estado, não convenceram o vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Gaban (DEM). Agora a pouco, durante a sessão plenária da Casa, o parlamentar questionou o argumento de que a crise que afeta a Bahia é uma crise mundial.

“Pasmem! O governador Jaques Wagner teria dito que o maior culpado dessa crise foi a diminuição dos impostos da chamada linha branca [eletrodomésticos], que impactou as finanças do Estado. Além do mais, Wganer afirmou que um dos motivos também foi o aumento do custeio dos novos hospitais e a crise financeira mundial. Fico triste porque estão passando informação errada até para o governador”, ironizou Gaban.

O deputado listou as recentes unidades hospitalares e ressaltou que todas elas são administradas por meio de Parceria Público-Privada (PPP). Além disso, Gaban considerou o limite de gasto com saúde determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Não adianta o governador vir com o argumento de aumento de custeio na área da saúde porque isso é uma inverdade, não condiz com a realidade dos fatos. O governo tem que assumir que preferiu dar acomodação aos adesistas que foram para o grupo deles, inchando o número de secretarias”, retrucou.

Gaban ainda voltou a afirmar que o Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado da Bahia (Fiplan) não está funcionando corretamente. Segundo o democrata, o próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE) não tem tido acesso ao sistema, o que impossibilita à Corte a ter qualquer tipo de informação do governo. “O Fiplan não está funcionando em nenhum gabinete dos conselheiros do TCE. Todos os técnicos estão impedidos de fazer a fiscalização que a lei determina”, revelou o deputado garantindo que irá ingressar com a denuncia no Ministério Público.

“Irei verificar essa informação e, se for confirmada, saber porque o presidente do TCE não veio a público manifestar essa impossibilidade, justamente no momento em que a falência do governo baiano está decretada”, argumentou.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9393 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).