Situação da educação municipal em Camamu é caótica

Professores realizam manifestação em Camamu.
Professores realizam manifestação em Camamu.
Professores realizam manifestação em Camamu.
Professores realizam manifestação em Camamu.

Os professores do município de Camamu estão revoltados com a situação em que se encontra o quadro educacional. Entre os problemas que estão enfrentando, é possível citar: a não convocação dos concursados, substituindo-os por contratados; a não efetivação do reajuste do piso nacional do magistério – sancionado em 2013; o não cumprimento da negociação do pagamento do salário referente ao mês de dezembro de 2012, assim como o 13º salário dos funcionários municipais; a não execução do Plano de Carreira, referente às funções e cargos pedagógicos e administrativos; a não regularização do quadro de funcionários da Secretaria Municipal de Educação, pois há excessos de cargos e contratos pedagógicos e administrativos; a redução da quantidade de classes nas escolas, o que ocasiona a superlotação das salas; entre diversos outros fatores.

Em virtude de tentativas frustradas de negociação, desde o último mês de abril (2013), com a Prefeitura Municipal, através da prefeita Emiliana da Mata, os professores decidiram entrar em greve. Várias assembleias vêm sendo realizadas, no entanto, nenhum posicionamento foi apresentado por parte da gestão municipal, que não se manifesta a respeito dos problemas. Assim sendo, os educadores camamuenses clamam por ajuda para resolverem essas questões e retomarem um trabalho que se constitui como fundamental para toda sociedade.

Um dos professores declarou: “o município de Camamu encontra-se em situação de total desprezo e abandono. A atual administração não está preocupada, sequer, com a educação dos jovens, que são o futuro da cidade e da nação, nem tampouco com os educadores, que ocupam um papel fundamental na formação de opinião da sociedade e na construção de um futuro melhor para todos.”.

Outro professor lembrou que “é a partir da educação que se pode obter uma sociedade mais justa, com menos violência, menos pessoas envolvidas com drogas ou coisas ilícitas; e, consequentemente, com mais profissionais e cidadãos de bem.”.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9382 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).