Servidores municipais da prefeitura de Salvador encerram greve

A maioria dos servidores públicos municipais de Salvador decidiu aceitar a proposta da Prefeitura e encerrar a greve.
A maioria dos servidores públicos municipais de Salvador decidiu aceitar a proposta da Prefeitura e encerrar a greve.
A maioria dos servidores públicos municipais de Salvador decidiu aceitar a proposta da Prefeitura e encerrar a greve.
A maioria dos servidores públicos municipais de Salvador decidiu aceitar a proposta da Prefeitura e encerrar a greve.

A maioria dos servidores públicos municipais de Salvador decidiu hoje (03/07/2013), em assembleia no Campo Grande, aceitar a proposta da Prefeitura e encerrar a greve que já durava quase um mês. Eles aceitaram o reajuste salarial de 2% retroativo ao mês de maio e 4,59% em novembro, com todos os efeitos sobre o 13º salário. Os mesmos percentuais de reajuste e prazos de execução também serão também colocados na gratificação de competência. Os trabalhadores já retomam as atividades nesta quinta-feira (4).

As últimas propostas apresentadas, na noite de segunda-feira (1º), pelo Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) ao secretário Municipal de Gestão, Alexandre Pauperio, foi 4% retroativo a maio, 2,59% a partir de novembro e mais duas letras de avanço de competência em novembro, ou 3,59% retroativo a maio, 3% a partir de novembro e mais duas letras de avanço de competência em novembro.

A greve, retomada no dia 10 de junho e encerrada hoje (3 de julho), começou no dia 10 de maio e foi suspensa em 24 do mesmo mês, à pedido da Prefeitura, a fim de dar o tempo solicitado pela gestão para analisar a pauta de reivindicações da categoria. Os trabalhadores reivindicavam inicialmente um reajuste salarial de 20% no vencimento base dos servidores ativos, inativos, pensionistas e de empresa pública.

De acordo com o diretor do Sindseps, Everaldo Braga, também ficou acordado que não haverá corte de ponto dos servidores nos dias da greve. “Hoje demonstramos que nós, servidores, vencemos a arrogância, o autoritarismo e a prepotência do governo municipal”, afirmou Braga.

Os servidores garantiram também, entre outras demandas: abono de R$ 100, a partir de setembro/2013, para os agentes de Copa e Cozinha; reajuste de 2% retrativo a maio e 7,09% em novembro para os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias; elaboração do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos no segundo semestre de 2013, para implantação em 2014; definição do modelo de assistência à saúde do servidor, no âmbito das Mesas Permanentes de Negociação, com a primeira reunião convocada para 10 de julho de 2013, e implantação imediata; discussão do Novo Plano Operacional da Guarda Municipal de Salvador, em reunião programada para o próximo dia 12 de julho de 2013.

Para o também diretor do Sindseps, Bruno Cruz, o reajuste oferecido não foi o suficiente e, por conta das ameaças de corte de ponto e de “terrorismos” e assedio moral por parte da Prefeitura, a maioria dos servidores decidiu encerrar as paralisações e retornar ao trabalho. “Os funcionários que trabalham na usina de asfalto da Sucop tiveram o salário bloqueado e os agentes de copa e cozinha tiveram os pontos cortados. O reajuste aceito pela categoria ainda não foi a vitória que o servidor precisa, mas vamos continuar lutando para conquistá-la, através do Plano de Cargos. Esperamos que este traga reajustes dignos e progressões de carreiras”, acrescentou Cruz.

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