Processo de industrialização da RMFS é discutido no CIS. Evento reuniu prefeitos e autoridades de 12 municípios

Vista aérea de Feira de Santana. (Foto: Carlos Augusto, Jornal Grande Bahia)
Vista aérea de Feira de Santana. (Foto: Carlos Augusto, Jornal Grande Bahia)
Vista aérea de Feira de Santana. (Foto: Carlos Augusto, Jornal Grande Bahia)
Vista aérea de Feira de Santana. (Foto: Carlos Augusto, Jornal Grande Bahia)

Na última terça-feira (16/07/2013) na sede Centro Industrial do Subaé – CIS, às 15h, aconteceu o encontro que discutiu o processo de industrialização dos 16 municípios que compõem a Região Metropolitana de Feira de Santana – RMFS – e a jurisdição CIS. O evento reuniu prefeitos, vice-prefeitos, chefes de gabinete e secretários de 12 municípios.

O primeiro a falar foi o diretor do CIS Jayro Miranda, que após apresentar a diretoria técnica do centro industrial disse que se faz necessário construir uma via de trabalho para atrair indústrias ao interior da Bahia.

“Subsidiar o investidor com a melhor quantidade de dados na escolha do local onde investir é uma etapa que deve ser cumprida” falou Jayro Miranda ao pedir a colaboração dos gestores municipais na atualização dos dados. Hoje, uma indústria avalia o que o município oferece em infraestrutura, capacitação de mão-de-obra, subsídios financeiros, bem como a regulamentação jurídica existente no plano diretor do município, e para isto necessita-se de dados atualizados completou Guilhermino Vaccarezza, gerente de promoção industrial no CIS.

No entanto, segundo Reginaldo Campos, secretário de desenvolvimento de Irará o município não pode perder as características naturais dele no processo de atração industrial. “Não se pode atrair por atrair, dando isenção total porque depois as indústrias vão embora” reiterou Campos.

Desafios 

As prefeituras no processo de atração industrial apresentam dois grandes desafios a serem superados: terra e infraestrutura. Segundo Daniel Moreira, Secretário Executivo do Consórcio Público Portal do Sertão, é recorrente a queixa dos gestores municipais ao afirmarem não ter recursos para compra de terras e pagamento de indenização em desapropriações. Soma-se, a isto a ausência de verbas para realização de investimentos em infraestrutura (estradas, energia elétrica e água).

Para Jayro Miranda a resolução desses problemas pode ser obtida com a elaboração de um plano estratégico que será feito juntamente com os representantes dos municípios para captação de recursos via Estado e Governo Federal no sentido de obter créditos e financiamentos para oportunizar infraestrutura para as empresas.

Avaliação 

Para Estevão Rocha, chefe de gabinete na Prefeitura de Ipecaetá, o evento foi muito importante. “Esses encontros devem ser realizados com maior frequência não podemos nos distanciar. Estado e Município devem caminhar juntos”, finalizou.

Segundo Jayro Miranda a avaliação a ser feita do evento é positiva e em breve serão feitos outros encontros para estreitar o relacionamento do CIS com os municípios que compõem a sua jurisdição. “A missão do CIS é contribuir com a geração de emprego e renda na Região Metropolitana de Feira de Santana levando uma condição de vida melhor para o nosso povo”, concluiu.

São 16 os municípios que compõem a jurisdição do CIS Amélia Rodrigues, Antonio Cardoso, Anguera, Candeal, Conceição da Feira, Conceição do Jacuípe, Coração de Maria, Feira de Santana, Ipecaetá, Irará, Riachão do Jacuípe, Santa Bárbara, Serra Preta, Santanopólis e São Gonçalo dos Campos.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9378 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).