O trânsito bagunçado de Feira de Santana

Caminhões circulam pelo centro a qualquer hora, congestionando o trânsito.
Caminhões circulam pelo centro a qualquer hora, congestionando o trânsito.
Carga e descarga a qualquer horário; estacionar em fila dupla, virou modismo.
Carga e descarga a qualquer horário; estacionar em fila dupla, virou modismo.
Caminhões circulam pelo centro a qualquer hora, congestionando o trânsito.
Caminhões circulam pelo centro a qualquer hora, congestionando o trânsito.

A cada dia o trânsito de Feira de Santa, ao lado da violência que assola a “Cidade Princesa”, vem se transformando em um dos maiores problemas para a população. Estacionar em fila dupla, invadir semáforo, estacionar sobre a calçada e a tradicional “roubadinha”, passou a ser uma opção aceita pela SMTT – Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte – que a tudo ver e nada faz. Observa-se isso pela falta de providências tomada por este órgão.

A maioria das avenidas não possuem ciclovias, piso tátil para cegos – piso formado por barras paralelas que orienta o deslocamento de pessoas com deficiência visuais consideradas cegas – canteiros sem ajardinamento adequado, ruas esburacadas, sem sinalização adequada e, como em toda cidade, barracas instaladas nas calçadas obrigando ao transeunte disputar um espaço com os veículos nas pistas.

A modernização – palavra que não consta no dicionário dos gestores feirenses – do trânsito, ainda não passou pela “grande” Feira de Santana, onde é necessário que se faça um upgrade não só neste setor, mas em todos os segmentos ligados à nossa sociedade, que carece de mais atenção. Paga-se impostos, para que?

Na última terça feira, dia 16 de julho de 2013, por incrível que pareça, havia uma carreta circulando em pleno centro da cidade congestionando o trânsito, e às 18 horas – horário de pico – em plena Avenida Getúlio Vargas, uma carreta “bitreim” trafegava nas imediações da Rua São Domingos fazendo manobra para retornar em direção ao centro. Um transtorno que durou mais de 30 minutos.

Existe uma portaria que proíbe o transito de veículos desta natureza no centro da cidade, mas não é respeitada. Como respeitar leis e portarias, se não há cobranças, muito menos punições para os infratores? Feira de Santana se transformou em “terra de ninguém”. As grandes cidades procuram garantir a segurança da população através de regras para determinar padrões de comportamentos e, com relação ao trânsito, não é diferente. É fundamental a não circulação de veículos pesados nas vias do perímetro urbano, proibindo a circulação de carretas e caminhões em qualquer horário.

Foi rejeitado em 2010 um projeto de lei de autoria do vereador petista Marialvo Barreto, que restringia a circulação de veículos pesados no centro de Feira de Santana. Segundo Marialvo Barreto não é admissível o trânsito de caminhões pelo centro da cidade, já que existe o anel de contorno – que já é uma lástima. Infelizmente a cidade Princesa se encontra à deriva.

Alberto Peixoto
Sobre Alberto Peixoto 488 Artigos
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.