Militares derrubam presidente do Egito e suspendem Constituição

Mouhamed Mursi foi deposto pelas Forças Armadas e será substituído interinamente pelo presidente do Tribunal Constitucional.
Mouhamed Mursi foi deposto pelas Forças Armadas e será substituído interinamente pelo presidente do Tribunal Constitucional.
Mouhamed Mursi foi deposto pelas Forças Armadas e será substituído interinamente pelo presidente do Tribunal Constitucional.
Mouhamed Mursi foi deposto pelas Forças Armadas e será substituído interinamente pelo presidente do Tribunal Constitucional.

O presidente do Egito, Mouhamed Mursi, foi hoje (03/07/2013) deposto pelas Forças Armadas e será substituído interinamente pelo presidente do Tribunal Constitucional. A Constituição também foi suspensa, segundo anúncio pelos responsáveis militares. Os militares estipularam prazo de 48 horas para o presidente atender às reivindicações dos manifestantes que tomaram as ruas do país nos últimos dias. Mursi argumentou que foi eleito democraticamente há um ano e não iria renunciar ao posto.

A decisão foi anunciada pelo chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, general Abdel Fattah Al Sisi. Ele também anunciou eleições presidenciais antecipadas. A notícia foi recebida com festa por milhares de manifestantes na Praça Tahrir, no centro da capital.

Na sua declaração, transmitida pela televisão, al-Sisi estava rodeado por diversos responsáveis políticos e religiosos, incluindo o chefe da instituição islâmica Al Azhar e grande imã Ahmed Al-Tayeb, a principal autoridade sunita do Egito, e o patriarca copta ortodoxo Tawadros II.

Militares estão posicionados em vários pontos da capital Cairo. Eles fecharam os acessos à Praça Rabea Al Adauiya, no leste do Cairo, onde estão milhares de apoiadores do presidente Mursi, segundo a Lusa. Segundo a agência de notícias, soldados foram mobilizados também para a Praça Tahrir e para o palácio presidencial, onde estão os opositores ao atual governo.

De acordo com os militares, o bloqueio é para “preservar vidas e evitar confrontos” entre opositores e simpatizantes.

Um representante da organização Irmandade Muçulmana, à qual pertence Mursi, disse que um “golpe militar” está em andamento, conforme a BBC Brasil. Já a oposição alega que Mursi quer implantar um regime islâmico e exigem a saída do presidente.

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