Fundação Senhor dos Passos resgata filme ‘Um Crime na Rua’, como tributo a obra de Olney São Paulo

"Um Crime na Rua" no Tributo a Olney São Paulo 2013. Um dos mais significativos registros resgatados sobre a história de Feira. 1. Cineasta Olney São Paulo. 2. Olney São Paulo e Edson Campos em "Um Crime na Rua" 3. Campo do Gado, na época das filmagens. 4. Henrique Dantas, que resgatou "Um Crime na Rua", palestra sobre Olney.
"Um Crime na Rua" no Tributo a Olney São Paulo 2013. Um dos mais significativos registros resgatados sobre a história de Feira. 1. Cineasta Olney São Paulo. 2. Olney São Paulo e Edson Campos em "Um Crime na Rua" 3. Campo do Gado, na época das filmagens. 4. Henrique Dantas, que resgatou "Um Crime na Rua", palestra sobre Olney.
"Um Crime na Rua" no Tributo a Olney São Paulo 2013. Um dos mais significativos registros resgatados sobre a história de Feira. 1. Cineasta Olney São Paulo. 2. Olney São Paulo e Edson Campos em "Um Crime na Rua" 3. Campo do Gado, na época das filmagens. 4. Henrique Dantas, que resgatou "Um Crime na Rua", palestra sobre Olney.
“Um Crime na Rua” no Tributo a Olney São Paulo 2013.
Um dos mais significativos registros resgatados sobre a história de Feira.
1. Cineasta Olney São Paulo.
2. Olney São Paulo e Edson Campos em “Um Crime na Rua”
3. Campo do Gado, na época das filmagens.
4. Henrique Dantas, que resgatou “Um Crime na Rua”, palestra sobre Olney.

Desde 1955, que Feira de Santana é cenário para filmes. O primeiro foi o filme alemão “Rosa dos Ventos” (Die Windrose), cujo episódio brasileiro, “Ana” teve filmagens nesta cidade por Alex Viany. Foi a realização deste filme que motivou o jovem Olney São Paulo a fazer  cinema. No mesmo ano, ele realizou “Um Crime na Rua”, que a Fundação Senhor dos Passos, através do Núcleo de Preservação da Memória Feirense resgata, digitaliza e lança em DVD. A instituição traz à tona para o público a importância do cineasta Olney São Paulo, muitas vezes esquecido da memória coletiva.

O lançamento, com exibição do primeiro filme de Olney São Paulo, será na sexta-feira, 9 de agosto, no Teatro Frei Falix de Pacatuba, no Centro Comunitário Ederval Falcão. Integra a programação do Tributo a Olney São Paulo, dois dias depois da data em que, se estivesse vivo, completaria 77 anos. O cineasta Henrique Dantas – que descobriu copião de “Um Crime na Rua” no Arquivo Nacional – , autor dos filmes “Ser Tão Cinzento”   e “Sinais de Cinza: A Peleja de Olney Contra o Dragão da Maldade”, vai palestrar sobre “A Importância e Permanência de Olney”.

A última exibição de “Um Crime na Rua” – fragmentos – que se tem notícia foi em agosto de 1978, durante homenagem in memoriam no ano de sua morte, pela então Secretaria de Turismo (Setur), governo de Colbert Martins, no auditório da Biblioteca Municipal Arnold Silva.

Com 19 anos junto com o fotógrafo Elydio Azevedo, Olney realizou o curta-metragem, com dez minutos de duração, preto & branco, mudo. No filme, além do roteiro e direção, ele atuou como ator, ao lado de Edson Campos, Fernando Ramos, Vera Campos e Miriam Arruda. Com uma filmadora Kodak 16 mm antiga e coletando dinheiro entre os amigos, ele comprou os negativos. Filmou o roteiro em sequência linear, efetuando os cortes com as paradas na própria câmera, já que não dispunha de moviola.

O filme foi exibido em clubes de Feira de Santana e outras cidades do interior da Bahia, acompanhando espetáculos teatrais que o próprio Olney organizava, pela Associação Cultural Filinto Bastos. Na época, Olney criou a Sociedade Cultural e Artística de Feira de Santana (Scafs).

“No desenrolar do filme, imagens de prédios de Feira de Santana, da feira livre, um painel importante sobre o pretérito da cidade”, comenta o professor Carlos Brito, que considera o filme como um dos mais significativos registros resgatados sobre a história de Feira.

A primeira exibição de “Um Crime na Rua” depois de achado foi no programa Cine Futuro, em Salvador, em 14 de novembro de 2012.

No DVD 11 a ser lançado, além de “Um Crime na Rua”, cópias digilitalizadas de “Baile das Atrizes” – Acervo Oydema Ferreira; “Torneio de Futebol Clube de Campo Cajueiro 1991 – Acervo Ivan Dórea. No DVD 12: “Evento Social na Boate Caju” – Acervo Oydema Ferreira; “Primeira Eucaristia Escola Ruy Barbosa”, 1966; e “Forró do Ruy Barbosa”, 1966 – Acervo Paula Brito.

Ainda na noitada de memória e cultura, a reapresentação do show “Tributo a Emílio Santiago”, que estreou em 17 de maio, com o cantor feirense Djalma Ferreira desfiando sucessosCom acompanhamento da banda Truque de Rua, Djalma Ferreira volta para demonstrar toda sua segurança no palco e capacidade de intérprete. No repertório musical de qualidade, hits como “Flor de Liz”, “Saigon”, “Faixa de Cetim”, “Papel Machê”, “Verdade Chinesa”, “Garota de Ipanema”, “Eu Sei Que Vou Te Amar”, “Aquarela do Brasil”.

Redação do Jornal Grande Bahia
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