Violência contra a mulher em Feira de Santana é tema de discurso da deputada Graça Pimenta

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Deputada Graça Pimenta alerta população sobre importância da vacina.
Deputada Graça Pimenta alerta população sobre importância da vacina.
Graça Pimenta alerta população sobre importância da vacina.
Graça Pimenta destaca, em discurso, violência contra as mulheres.

O jornal A Tarde desta segunda-feira (17/06/2013) traz um dado importante sobre a violência contra a mulher em Feira de Santana. Conforme a matéria, de janeiro a maio de 2012, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) registrou 50 flagrantes. Este ano, no mesmo período, o órgão registrou 115 flagrantes.

As informações chamaram a atenção da deputada estadual Graça Pimenta (PR). “Os números revelam uma realidade triste e ao mesmo tempo encorajadora. Triste pelo fato de constatarmos a presença marcante desse tipo de violência na sociedade. Encorajadora por vermos que as mulheres estão tendo mais bravura para denunciar os agressores”, afirma a parlamentar.

Graça Pimenta elenca ainda que o alto índice de prisões realizadas com base na Lei 11.340/2006, a Lei Maria da Penha, fez com que a direção do Presídio Regional criasse um espaço para abrigar os homens detidos pelo tipo de crime em questão. Nos cinco primeiros meses deste ano passaram pela unidade 50 homens. Desse número, 15 continuam presos.

“Temos que agradecer a Deus quando o caso não termina com a mulher sendo assassinada pelo agressor. É lamentável vermos notícias na imprensa sobre os assassinatos de mulheres. Só para se ter ideia da constância desses crimes bárbaros em Feira de Santana, há pouco mais de um mês duas jovens foram assassinadas. O intervalo de um caso para o outro foi de apenas 15 dias. Segundo as investigações da polícia, os companheiros das vítimas foram apontados como autores dos crimes”, salienta.

A parlamentar acredita que é preciso levar em consideração as agressões verbais e físicas que as mulheres sofrem todos os dias e que ficam marcadas na história de cada uma delas. “Precisamos dar um basta nisso. Chega de tanta dor e sofrimento para as famílias que perdem suas filhas e mães de forma tão cruel. Um dos deveres do ofício parlamentar é contribuir para a elaboração de políticas públicas que combatam e solucionem situações como as que relatei aqui. Deste modo, apresentei na Casa o projeto de Lei nº 20.285/2013, que cria o “Programa de Proteção à Mulher”, disponibilizando o dispositivo “Botão do Pânico” para as mulheres vítimas de violência”, relata.

O ‘botão do pânico’ é um dispositivo eletrônico de segurança preventiva, que dispões de GPS. Quando o agressor, que normalmente volta a praticar esse tipo de crime, se aproximar da mulher, ela aciona o equipamento, que vai enviar um chamado para a central de monitoramento da Deam. Logo de imediato a unidade vai socorrer a vítima. O aparelho também deve possuir gravador. Quando acionado, a conversa que estiver ocorrendo no momento da agressão vai ser gravada e posteriormente utilizada como prova.

Outra proposição apresentada por Graça Pimenta na AL é a nº 19.213/2011, que determina o atendimento psicossocial aos autores de violência doméstica com o objetivo de quebrar o ciclo violento. “Acreditamos que o fato de o indivíduo ter crescido em um ambiente onde a violência contra a mulher era comum é item que pode fazê-lo repetir as agressões com sua parceira. Além de tratar a mulher agredida, é necessário também tratar o agressor. Deste modo, estou empenhada em eliminar os tristes índices de violência contra a mulher. Temos que criar mecanismos para que às mulheres e suas famílias não estejam sujeitas a episódios lamentáveis como os que têm ocorrido”, finaliza a parlamentar.

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Sobre Carlos Augusto 10036 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).