Reunião dos servidores com gestão municipal de Salvador acaba sem avanços

Administração de ACM Neto tenta negociar com grevistas.
Administração de ACM Neto tenta negociar com grevistas.
Administração de ACM Neto tenta negociar com grevistas.
Administração de ACM Neto tenta negociar com grevistas.

Em uma conturbada reunião na noite de ontem (10/06/2013), diretores do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) e associações parceiras discutiram novamente com o secretário Municipal de Gestão, Alexandre Pauperio, as principais reivindicações da categoria: reajuste salarial, implantação do plano de saúde, Plano de Cargos e Vencimentos, enquadramento e reenquadramento dos agentes de saúde no plano de cargos da saúde, entre outras. A reunião não teve nenhum avanço, a categoria rejeitou em assembleia o reajuste de 2% retroativo a maio e 3,84% a partir de novembro e, por isso, a greve dos servidores municipais continua por tempo indeterminado.

Um novo encontro com a gestão municipal está marcado para esta quarta-feira (12), às 16h, quando os servidores irão levar oficialmente uma nova contraproposta que seja aprovada na assembleia a ser realizada neste mesmo dia, às 9h, no Ginásio de Esportes dos Bancários (Ladeira dos Aflitos), com caminhada até a Fonte Nova.

Na opinião da servidora Joana Angélica Santana, que atua como agente de combate à endemias, a proposta de reajuste da Prefeitura é indecente, pois para o trabalhador que paga aluguel, luz, água, tem gastos com remédio, entre outras coisas, e tem como salário-base R$ 580, o reajuste de 2% agora “não dá nem para pagar um PF – prato feito – decente!”. “O agente de saúde, assim como todos os servidores, são essenciais para o funcionamento da nossa cidade e deve ser respeitado e valorizado por todos, mas, acima de tudo pela Prefeitura, mas isto não vem acontecendo. Por isso, estou aqui junto na luta e em greve!”, destacou Joana.

 “Pauperio afirmou que a Prefeitura não tem condições de dar um reajuste que cubra a inflação e, muito menos, com ganho real. Um absurdo! Se amanhã, na assembleia, a maioria dos servidores aprovar, vamos propor um reajuste de, pelo menos, 6,5% retroativo a maio e 4,5% a partir de novembro, para já entrarem no 13º, pois sem ganho real nós não ficaremos de jeito nenhum. Nos dar o valor da inflação é apenas repor as perdas, não é só isso que buscamos, queremos ganho real. O secretário disse ainda que o valor que estamos buscando é impossível. Então, estamos em um impasse e, portanto, a greve continua por tempo indeterminado até chegarmos a uma solução que seja boa para ambas as partes”, garantiu o diretor do Sindseps, Helivaldo Alcântara.

Segundo o diretor, todos precisam comparecer à assembleia desta quarta-feira (12), para “pressionarmos por um reajuste digno e o atendimento à nossa pauta de reivindicações. Todos têm que se unir para fortalecer ainda mais a luta, pois buscamos melhorias para todos e não somente por categorias”.

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Sobre Carlos Augusto 9750 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).