Passe Livre sai “insatisfeito” de encontro com Dilma e diz que ” a luta continua”

Dilma Rousseff recebe integrantes do Movimento Passe Livre.
Dilma Rousseff recebe integrantes do Movimento Passe Livre.
Dilma Rousseff recebe integrantes do Movimento Passe Livre.
Dilma Rousseff recebe integrantes do Movimento Passe Livre.

Os Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), que foram recebidos na tarde de hoje (24/06/2013) pela presidente Dilma Rousseff, classificaram como positiva a abertura do diálogo entre o governo e os movimentos sociais, mas não saíram satisfeitos do encontro em razão da falta de medidas concretas.

O MPL foi um dos grupos organizadores das manifestações em São Paulo contra o aumento da tarifa do transporte público. A partir da mobilização do grupo, uma onda de protestos varre país há duas semanas incorporando outras bandeiras, como mais verbas para a saúde e a educação.

“Eles [governo] não mostraram nenhuma pauta concreta de fato para modificar a situação do transporte no país, que é de fato muito precária, como podemos ver pelas mobilizações que seguem firmes neste sentido”, disse o estudante Marcelo Caio Nussenzweig Hotimsky, ao sair da reunião, conforme a Agência Brasil.

Apesar de decepcionado porque a presidente não deu resposta à reivindicação do transporte coletivo gratuito, Hotimsky gostou de saber que Dilma compreende o transporte público “como um direito, e não como um serviço”. Segundo o estudante, ela se comprometeu a trabalhar pelo controle social dos gastos com os transportes, de modo que a população possa ajudar a fiscalizar o dinheiro público investido no setor. Esse controle está previsto na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 90/2011.

Os estudantes insistiram com a presidente na defesa da sua principal demanda, que é a tarifa zero no transporte público. Segundo eles, essa tem de ser uma decisão política do governo. “O transporte, assim como a saúde, a educação, é um direito e, portanto, não deveria ter tarifa, não deveria ser cobrado. Dissemos à presidenta justamente que existem diversas formas de subsidiar isso”, relatou Hotimsky.

Outra integrante do Movimento Passe Livre, Mayara Vivian observou que o convite para novo diálogo feito pela presidente não interfere na mobilização em curso. “O movimento é aberto [ao diálogo], mas sinalizamos que a luta não para, a luta por tarifa zero continua, sim, e o diálogo não anula este processo.”, afirmou Mayara.

Ela reforçou o argumento de Hotimsky quanto ao caráter político da eventual implantação da tarifa zero. “Se tem dinheiro para construir estádio, se tem dinheiro para a Copa do Mundo, tem dinheiro, sim, para tarifa zero. É uma urgência, uma medida emergencial.”, assinalou.

Segundo a Agência Brasil, a presidenta Dilma recebeu os integrantes do movimento antes de iniciar uma reunião com os governadores e prefeitos de capitais para debater propostas para atender às principais reivindicações apresentadas nos protestos que vêm ocorrendo em todo o Brasil.

Os ministros das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, e da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, também participaram da reunião. Segundo Ribeiro, a tarifa zero para o transporte público urbano precisa ser bem analisada.

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