Exclusiva: Prefeito José Ronaldo comenta sobre problemas que afetam os cidadãos de Feira de Santana

José Ronaldo: nós tiramos 27 ônibus de circulação, que tinham mais de 10 anos e foram colocados ônibus com a idade média de 5 anos, não estou evidentemente satisfeito com isso, é por isso que eu estou lançando o BRT.
José Ronaldo: nós tiramos 27 ônibus de circulação, que tinham mais de 10 anos e foram colocados ônibus com a idade média de 5 anos, não estou evidentemente satisfeito com isso, é por isso que eu estou lançando o BRT.

O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (DEM), em entrevista exclusiva ao Jornal Grande Bahia, concedida ontem (12/06/2013), no paço municipal, durante coletiva sobre a implantação do sistema de transporte público BRT (Bus Rapid Transit, sistema de trânsito rápido de autocarros e ônibus), respondeu sobre os problemas de mobilidade que de forma direta e indireta influenciam no trânsito de pessoas e veículos.

Foram abordados na entrevista, os seguintes temas: se efetivamente a administração municipal realizou um amplo diagnóstico do fluxo de pessoas e veículos no município; idade da frota de ônibus; vagas para os cidadãos estacionarem veículos em repartições públicas; a destruição e invasão das calçadas por construções comerciais e residenciais.

Jornal Grande Bahia – Prefeito o senhor está apresentando uma profunda intervenção no Sistema de Transporte Público em Feira de Santana, a sua administração preparou ou vai preparar antes de fazer as intervenções um diagnóstico completo sobre a trafegabilidade do Município de Feira de Santana, não só do centro, como dos bairros, das regiões periféricas antes de fazer as intervenções?

José Ronaldo – É obrigatório né? Para você fazer um projeto como esse você tem de ter realmente o dever e a obrigação de fazer um projeto executivo. Então esse projeto executivo ele demonstra, ele determina, ele mostra todas as ações que são necessárias para serem executadas. Então é uma coisa realmente profissional que nós vamos licitar nos próximos dias, vai ser ganho aí uma empresa. A empresa que ganhar isso tem de ter conhecimentos, tem de ter a capacidade técnica para elaborar um projeto tão grandioso como esse.

JGB – Com relação a idade da frota de ônibus de Feira de Santana, muitos municípios conseguiram implantar uma frota com menos de 5 anos, porque isso não ocorre em Feira de Santana?

José Ronaldo – Olha isso tem de ser perguntado aos 4 anos que passou. Em apenas 5 meses que eu estou na Prefeitura poso lhe afirmar que a idade hoje está dentro da idade limite, da idade média, já está dentro do contrato assinado que é um limite de sete anos. Nós tiramos 27 ônibus de circulação, que tinham mais de 10 anos e foram colocados ônibus com a idade média de 5 anos, não estou evidentemente satisfeito com isso, é por isso que eu estou lançando o BRT. O BRT via revolucionar o sistema. Enquanto o BRT vai sendo elaborado e implantado, ontem chegaram três ônibus zero quilômetro, e daqui até segunda-feira chegam mais 17, serão 20 ônibus 0 km, que junto com os 30 com a idade média de cinco anos fará com que a frota caia para uma idade média, aproximada de cinco anos.

JGB – Com relação a questão da reorganização do trânsito, que foi um dos pontos abordados durante a sua entrevista coletiva, vários prédios públicos não possuem estacionamentos para as pessoas que se dirigem à repartição a exemplo do CEAF, que fica na Rua Barão de Cotegipe, isso cria um impacto extremamente negativo no comércio da vizinhança, na vida dos moradores, não é hora da administração pública repensar a política de construção de prédios públicos para receber os cidadãos que se dirigem a ele, isso não só ocorre com relação aos prédios do executivo, como do legislativo municipal, como a do judiciário, isso é um problema de todo setor público de Feira de Santana, repartições, prédios públicos sem vagas de estacionamento para os cidadãos que queiram ir até a repartição.

José Ronaldo – Isso é porque foram construídos no passado, há décadas atrás, o prédio aonde funciona o CEAF foi construído há algumas décadas atrás, 30, 40 anos atrás, mas o CEAF tem o estacionamento para os servidores. No fundo do CEAF funciona órgãos públicos a Secretária de Administração Planejamento Desenvolvimento Urbano funcionam lá no prédio e tem estacionamento suficiente pra todos os carros de funcionários e trabalhadores da Prefeitura Municipal e ainda permite uma quantidade daquelas pessoas que vão lá resolver algum assunto, ou no CEAF ou nessas secretarias. Nesse ponto específico existe, agora os prédios novos, públicos que doravante são construídos eles já deixam a área estacionamento, por exemplo: Nós doamos uma área de terra para ser construído uma unidade da Previdência Social, foi construída ali vizinho do Milton Gomes, a mesma coisa o INSS e o TRE, então lá existe estacionamento, hoje pra liberar um projeto na Secretaria de Planejamento já exige realmente essa questão do estacionamento pra você fazer vamos dizer uma obra, um prédio na Avenida Getúlio Vargas esses prédios novos aí só se liberar se tiver vagas de garagem asseguradas.

JGB – Com relação ainda trafegabilidade, várias calçadas na periferia de Feira de Santana estão sendo invadidas por construções, a lei determina que no mínimo se tenha  um metro e meio de largura, na principal avenida de Feira de Santana, a calçada tem sido destruída em vários pontos para ser transformada em estacionamento, e em outros pontos prédios estão sendo construídos sobre o recuo de 4 metros. Recentemente um prédio foi construído e ainda será inaugurado do lado do Habib´s deixando apenas um metro e meio de calçada, quando o recuo dos prédios da Avenida Getúlio Vargas é de 4 metros, não é necessário uma fiscalização mais rigorosa?

José Ronaldo – Posso lhe assegurar que no meu governo nenhum projeto será liberado ferindo os princípios da Lei. Quero até abordar aqui um assunto, nós implantamos a Lei do Silêncio que está em pleno vigor, hoje com certeza a cidade tem um silêncio muito melhor. Nós implantamos e estamos com o apoio do polícia e de todos esses órgãos, implantando a questão da Lei Seca no município, notificamos algumas casas comerciais que colocam cadeiras e mesas nos passeios, e nós já garantimos a eles que se não recuarem, nós estaremos recolhendo essas cadeiras e essas mesas. A uma preocupação do governo de dar ao povo o que é do povo.

Confira o áudio da entrevista

Sobre Carlos Augusto 9514 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).