Corte no ponto de grevistas: Sindicato rebate informação da gestão municipal de Salvador

Movimento Sindical dos funcionários públicos de Salvador.
Movimento Sindical dos funcionários públicos de Salvador.
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O Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) desmente o secretário Municipal de Gestão, Alexandre Pauperio, sobre a decisão de corte no ponto dos trabalhadores que estão em greve. Segundo a direção do Sindicato, em absolutamente nenhum momento, o Sindseps e associações parceiras concordaram com a Prefeitura de Salvador e aceitaram esse corte.

Em nota, a Agência de Comunicação da Prefeitura de Salvador (Agecom) anunciou nesta terça-feira (18/06/2013) para a imprensa que os servidores municipais que participam da greve vão ter as horas não trabalhadas descontadas e que a decisão de cortar o ponto dos trabalhadores foi tomada em conjunto com líderes sindicais, durante as mesas de negociação, o que, segundo o Sindseps é mentira.

“Jamais um sindicato faria um acordo desses. A primeira coisa a ser negociada em qualquer greve é o abono das faltas dos grevistas e isso não é diferente com a gente. O servidor não tem medo de ameaças da gestão municipal, que está tentando coagir o trabalhador e desmobilizar e dividir a categoria. No primeiro momento, eles alegavam que a nossa greve era ilegal, mas estamos amparados por lei. Greve é direito constitucional previsto na Lei 7.783/89 e na Convenção 151, Art. 9º da OIT – Organização Internacional do Trabalho. Não abaixaremos a cabeça pra essa ditadura!”, garantiu o diretor do Sindseps, Everaldo Braga.

O também diretor do Sindseps Bruno Cruz reclama que o prefeito ACM Neto “se diz jovem e democrático e já tinha afirmado que respeitaria a decisão de quem aderisse à greve, mas agora a Prefeitura divulga essa informação”. “Vejam de perto como eles são iguais ao passado deles, é a cópia do avô dele! A Prefeitura ameaça e nós não podemos baixar a cabeça, somos trabalhadores e trabalhadoras e vamos continuar nossa luta, porque esse reajuste pífio não dá”, conclamou Cruz.

Os servidores rejeitaram proposta de 6,59%, que seria paga em duas parcelas, em maio e em novembro deste ano. Após realização de assembleia, que rejeitou a proposta, os servidores informaram que foi enviado ofício em que solicitam um encontro com o prefeito ACM Neto para discutir as reivindicações. A fim de demonstrar, mais uma vez, a força do movimento, os servidores farão uma assembleia no Campo Grande amanhã (20), às 14h, e irão participar da manifestação “Passe livre”.

Sobre Carlos Augusto 9451 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).