Consumo de cigarro pode provocar surdez

Consumo de cigarro pode provocar surdez, aponta estudo.
Consumo de cigarro pode provocar surdez, aponta estudo.
Consumo de cigarro pode provocar surdez, aponta estudo.
Consumo de cigarro pode provocar surdez, aponta estudo.

Os prejuízos provocados pelo cigarro são inúmeros e muitos deles é do conhecimento da população. Agora uma pesquisa feita na Universidade da Antuérpia, na Bélgica, revelou mais um malefício provocado pelo tabagismo: a perda da audição. O estudo contou com quatro mil voluntários de ambos os sexos e constatou que a habilidade de perceber sons de alta frequência foi danificada nos fumantes. Outra descoberta é de que o problema tende a aumentar de acordo com a continuidade do consumo. Pessoas que fumavam por mais de um ano, tiveram piora na percepção auditiva.

Nos Estados Unidos, pesquisadores da Universidade de Miami analisaram mais de 3.300 voluntários não fumantes e chegou ao resultado de que o consumo passivo de cigarros também está conectado às perdas na capacidade auditiva. A fumaça do tabaco prejudica o fluxo sanguíneo em vasos de pequeno calibre do ouvido, causando uma falta de oxigênio e acúmulo de substâncias tóxicas, resultando em dano celular.

O otorrinolaringologista baiano Marcos Juncal alerta ainda para as consequências do hábito de fumar para a voz. “A fumaça e o alcatrão dos cigarros, charutos e cachimbos ressecam o trato vocal, causando irritação da mucosa do nariz, boca e laringe. Numa reação de defesa do organismo, é formado um depósito de secreção ao longo das pregas vocais, o conhecido pigarro”, afirma o especialista.

A tosse e o pigarro são consequências da irritação da mucosa e favorecem diversas alterações, a exemplo do câncer de laringe, cuja incidência é 40 vezes maior em quem fuma. A tosse também provoca um intenso atrito nas pregas vocais, podendo lesioná-la. Segundo o médico, a fumaça quente ainda agride todo o sistema respiratório, ressecando o aparelho fonador. “O depósito da nicotina nas pregas vocais provoca seu inchaço. Elas ficam mais pesadas e vibram menos, o que faz com que a voz fique mais grave. Em longo prazo, a voz engrossa e perde a potência”.

A lista de doenças associadas ao consumo de cigarros é realmente extensa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) chama a atenção para o consumo de tabaco que traz inúmeros prejuízos à saúde, alguns deles, graves, como câncer de laringe. E esses riscos se entendem também aos chamados fumantes passivos, pessoas que mesmo não fumando, inalam a fumaça dos cigarros. Segundo dados da OMS, cerca de três milhões de homens e mulheres morrem, todos os anos no mundo, por causas associadas ao tabagismo. Isso significa um óbito a cada 10 segundos.

E não é difícil entender porque um simples cigarro provoca tantos males. Um único produto é considerado uma verdadeira bomba com cerca de 700 aditivos químicos, dentre os quais, metais pesados, pesticidas e inseticidas. Alguns são tão tóxicos que é considerado crime despejá-los em aterros. Na fumaça produzida estão presentes, aproximadamente, quatro mil substâncias, como acetona, arsênico, butano e monóxido de carbono. Os pulmões dos fumantes e de quem está perto ficam expostos a pelo menos 43 substâncias comprovadamente cancerígenas.

Sugestão de pauta:

Os males provocados pelo hábito de fumas são muitos e conhecidos por grande parte da população. A nossa sugestão é abordar os distúrbios provocados pelo consumo às doenças da voz e à perdas auditivas, essa segunda, uma novidade na comunidade científica e para o grande público.

Como especialista para esclarecer estas dúvidas, temos o otorrinolaringologista Marcos Juncal, que é mestre na especialidade médica e pioneiro em implantes auditivos em todo Norte – Nordeste.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9374 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).