PSDB posiciona Aécio Neves como presidente nacional e inicia busca por aliança política e resgate da herança de FHC

Aécio Neves: “Um governo que responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso”
Aécio Neves: “Um governo que responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso”
Aécio Neves: “Vamos escrever uma nova página: de utopia, dignidade e competência”
Aécio Neves: “Vamos escrever uma nova página: de utopia, dignidade e competência”

Aclamado por seis mil pessoas, entre militantes tucanos e tucanas, lideranças e parlamentares, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), novo presidente nacional da legenda, disse, neste sábado (18/05/2013), que é hora de construir uma nova trajetória para o PSDB e para o país.

“A nossa história vai recomeçar e só terá êxito se devolvermos ao Brasil uma administração séria, responsável e eficiente, ” afirmou.

“Tenho orgulho da nossa história. O PSDB sempre esteve do lado certo, do lado da democracia”, prosseguiu.

“Nosso DNA está em todos os programas de transferência de renda desse país. Queremos que cada brasileiro, não importa de onde venha, possa escolher o seu caminho. Onde estiver o PSDB, estará a defesa intransigente da ética e da democracia”, reiterou.

Senador José Agripino Maia, ao saudar o senador Aécio Neves, destacou a importância do legado tucano na gestão de Fernando Henrique Cardoso: “O PT pegou um governo arrumado e desarrumou. Agora volta para o nosso modelo, com a retomada das Deputado Roberto Freire (PPS) concessões”.
Senador José Agripino Maia, ao saudar o senador Aécio Neves, destacou a importância do legado tucano na gestão de Fernando Henrique Cardoso: “O PT pegou um governo arrumado e desarrumou. Agora volta para o nosso modelo, com a retomada das Deputado Roberto Freire (PPS) concessões”.

União – Aécio ressaltou ainda a importância da união das frentes do partido, conclamando a militância a percorrer a estrada.

“Assumo um partido unido como nunca. Essa unidade responde pelo nome do companheiro Sérgio Guerra”, reconheceu.

“Somos todos parte de um mesmo corpo, todos comprometidos com a mesma causa. Ninguém tem o orgulho que eu tenho, porque ninguém tem o time que tem o PSDB. Nós não temos o que temer”.

Emoção – No discurso, o senador se emocionou ao lembrar a lição dada pelo pai, Aécio Cunha, e o avô, Tancredo Neves: “Ética e política devem ser como irmãs siamesas e nunca se separarem.”

Governo do PT – Ao assumir a  presidência do PSDB pelos próximos dois anos, Aécio, líder da chapa eleita por 521 dos 535 convencionais, o equivalente a 97% dos votos, criticou a administração petista.

Deputado Roberto Freire reviveu a trajetória da legenda: “Lembro com emoção da primeira convenção do partido, em 1988. Hoje, o PSDB tem o desafio criar alternativas para os problemas que se apresentam. Nós, do PPS, queremos estar juntos com Aécio Neves, em 2014”, concluiu.
Deputado Roberto Freire reviveu a trajetória da legenda: “Lembro com emoção da primeira convenção do partido, em 1988. Hoje, o PSDB tem o desafio criar alternativas para os problemas que se apresentam. Nós, do PPS, queremos estar juntos com Aécio Neves, em 2014”, concluiu.

Segundo o senador, foram esquecidas três áreas fundamentais: educação, saúde e segurança.

“O PT resolveu comemorar os dez anos de sua administração porque, se tivessem que comemorar os dois anos da presidência de Dilma, só teriam atingido três marcas: “O Pibinho ridículo, a volta da inflação e as obras de infraestrutura estagnadas”, concluiu.

PSDB busca renovação com respeito ao passado, diz FHC

O presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso ressaltou que a renovação que a sigla busca para o país será alcançada “próxima ao povo” e “sem jogar fora o passado.”

Fernando Henrique Cardozo: “Aécio Neves assume agora o PSDB com aprovação unânime, para fazer com que o Brasil caminhe com ainda mais dignidade e liberdade”
Fernando Henrique Cardozo: “Aécio Neves assume agora o PSDB com aprovação unânime, para fazer com que o Brasil caminhe com ainda mais dignidade e liberdade”

“Aécio Neves assume agora o PSDB com aprovação unânime, para fazer com que o Brasil caminhe com ainda mais dignidade e liberdade”, disse.

FHC enumerou conquistas que o partido levou aos brasileiros – como a estabilidade da economia, a redução da pobreza e os medicamentos genéricos. Ele destacou ainda que a meta da ampliação do desenvolvimento social prossegue entre as prioridades do PSDB.

Biografia: Aécio Neves, mais de 30 anos dedicados à vida pública

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem mais de 30 anos de vida pública. Aos 53 anos, natural de Belo Horizonte, o tucano, graduado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, vem de uma família com tradição na política.

É filho do ex-deputado federal Aécio Ferreira da Cunha, neto do ex-presidente da República Tancredo Neves e do deputado federal Tristão da Cunha.

Incentivado pelo avô Tancredo Neves, participou da campanha ao governo de Minas, em 1981.

Dois anos mais tarde, teve forte atuação no Movimento das Diretas Já, ao lado de grandes líderes da oposição, à época: Ulysses Guimarães, Teotônio Vilela, Franco Montoro, Mário Covas e Leonel Brizola.

Foi deputado federal por quatro mandatos (1987-1991; 1991-1995; 1994-1998; e 1998-2002) e presidente da Câmara dos Deputados.

Em 1986, deputado federal mais votado de Minas Gerais para a Assembleia Nacional Constituinte, apresentou 46 emendas, com destaque para o direito de voto aos 16 anos.

Sob a presidência de Aécio Neves, entre 2001 e 2002, a Câmara Federal deu mais agilidade e transparência ao Legislativo, aproximando a sociedade do parlamento brasileiro.

Destacam-se, entre outras iniciativas do período em que o tucano esteve à frente da Casa, a criação da Comissão de Legislação Participativa e da Ouvidoria Parlamentar, o pregão eletrônico, a reformulação do conceito de imunidade parlamentar – possibilitando o julgamento de deputados por crimes comuns, o direito à licença-maternidade e o salário-maternidade às mães de crianças adotadas.

Choque de Gestão – Em 2002, o parlamentar foi eleito, em primeiro turno, governador de Minas Gerais, com 5.282.043 votos o equivalente a 58% dos votos válidos – a maior votação da história do estado, até então.

Em 2006, reelegeu-se, também em primeiro turno, com 7.482.809 votos, 77,03% dos votos válidos, novamente um recorde.

No Palácio Tiradentes, o governador Aécio Neves implantou o programa Choque de Gestão, que tem como principal proposta reduzir o tamanho do Estado para investir mais no cidadão.

Hoje, o “Choque de Gestão” é referência para a administração pública no Brasil.

A iniciativa também é reconhecida em âmbito internacional.

Em março deste ano, a revista britânica The Economist, uma das mais importantes do mundo, deu destaque à excelência na gestão do governador Aécio Neves, entre 2003 e 2010.

A publicação afirma que o tucano herdou o estado “próximo da falência” e que, com o Choque de Gestão e demais programas de austeridade, transformou Minas no estado mais bem administrado do país.

Em dois anos de implantação do Programa, Aécio conseguiu equilibrar as finanças estaduais, priorizou ações de infraestrutura em centenas de municípios mineiros e criou condições para o desenvolvimento das regiões mais pobres do estado.

Aécio Neves: “Um governo que responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso”
Aécio Neves: “Um governo que responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso”

Senado – Ao assumir em 2010, uma cadeira no Senado Federal, com 7.565.377 votos, o tucano deixou claro, em discurso, o compromisso de atuar como agente fiscalizador do governo federal, em defesa do pacto federativo e no exercício da oposição pautada pela coragem, responsabilidade e ética.

Ferrenho crítico da gestão petista no Executivo federal, o senador lamenta a falta de um projeto para o país: “Um governo que responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso”, enfatiza.

Alerta ainda que o país está paralisado, vive o “PAC da propaganda e do marketing”; agora, com fins eleitorais.

Em fevereiro deste ano, Aécio usou a tribuna do Senado para fazer um de seus mais contundentes discursos como líder da oposição: apontou, em pronunciamento, os 13 fracassos do governo do PT em seus dez anos de poder.

O sucateamento do parque industrial brasileiro, a inflação em alta, a derrocada da Petrobras, o risco do apagão energético, a insegurança pública e o flagelo das drogas, os desvios éticos do PT, entre outros, foram alvo da fala do senador, corroborada por colegas do partido.

No discurso, Aécio reiterou que as grandes conquistas na área da saúde continuam sendo as conquistas da gestão de Fernando Henrique Cardoso na presidência da República: os programas Saúde da Família, de medicamentos genéricos e a política de combate à AIDS.

Agora, ao assumir a presidência do maior partido de oposição do país, o PSDB, o senador acha que chegou a hora da legenda contribuir para um novo plano de gestão nacional.

“O PT abdicou de ter um projeto de país para ter exclusivamente um projeto de poder”, declara.

No comando do PSDB, Aécio planeja estreitar a comunicação com os cidadãos, ouvir as pessoas, os anseios, mostrar que é possível fazer algo novo, melhor que o modelo saturado que se vê hoje no país.

“Estamos aquecendo os motores e nos preparando para mostrar que o Brasil pode ter um governo com melhores resultados do que esse que está aí”, conclui.

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Sobre Carlos Augusto 9757 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).