Greve dos servidores municipais de Salvador pode durar até junho

Salvador deve ficar sem o trabalho da maior parte dos servidores públicos municipais pelo menos até o dia 5 de junho.
Salvador deve ficar sem o trabalho da maior parte dos servidores públicos municipais pelo menos até o dia 5 de junho.

Salvador deve ficar sem o trabalho da maior parte dos servidores públicos municipais pelo menos até o dia 5 de junho, data solicitada pela Prefeitura para apresentar propostas às reivindicações da categoria. A reunião, anteriormente marcada para esta quinta-feira (23/05/2013), foi adiada pela gestão municipal, que alegou que só poderá dar qualquer posição sobre reajuste salarial, criação de planos de cargos e vencimentos e implantação de assistência à saúde somente nessa data.

Os servidores não receberam bem a protelação e discutirão nesta sexta-feira (24), a partir das 8h, na praça do Campo Grande, se manterão a greve. Segundo o diretor financeiro do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Helivaldo Alcântara, a paralisação só deve ser encerrada quando a gestão municipal se sensibilizar com as reivindicações da categoria e apresentar propostas que atendam as necessidades dos mais de 30 mil trabalhadores municipais, que estão sofrendo com as precárias condições de trabalho e a falta de valorização profissional.

Servidores municipais de Salvador mantém greve.
Servidores municipais de Salvador mantém greve.

“Enquanto isso, a maior parte dos órgãos está funcionando somente com 30% do efetivo e os terceirizados. E quem mais sofre é a população de Salvador”, afirma Alcântara.

O servidor João Correia, funcionário da Prefeitura há 25 anos, diz que apoia a greve, pois ele e seus colegas penam com salários muito abaixo dos praticados pelo mercado, péssimas condições de trabalho, ausência de plano de saúde, entre outros problemas enfrentados pela categoria. “Aqui na Cohab – Companhia Municipal de Habitação, a gente faz manilhamento, poço, desentope, encanação, quando precisa colocamos asfalto, mas agora está tudo parado, fechado. Há muito tempo eu preciso fazer uma cirurgia de hérnia e não consigo. Se nós tivéssemos plano de saúde, eu poderia já estar operado, bom de saúde e bem para o trabalho”, critica o servidor.

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Sobre Carlos Augusto 9994 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).